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portugal dos pequeninos

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DUAS PERSONAGENS MENORES

João Gonçalves 23 Mai 09


A esta hora Mitterrand deve estar a dar voltas no jazigo e Helmut Kohl a rir-se por dentro. O admirável líder foi a Valência dizer aos espanhóis do PSOE que Zapatero - e ele, presume-se - é um "grande líder europeu" que faz parte da "geração europeia" da "agenda progressista e modernizadora". Sócrates não faz a mínima ideia do que é que está a bolçar desde que a prosa seja "progressista e modernizadora". Ambos fazem, de facto, parte de uma geração europeia que ignora a história e os fundamentos da Europa e que trocaram isso por pratos de lentilhas populistas à la carte para arrebanharem votos. Julgam-se institucionais e cosmopolitas mas nunca passarão de personagens menores, de circunstância, que a História muito adequadamente ignorará. Como deverá ignorar o Tratado de Lisboa, essa monstruosidade burocrática e civicamente nula que o "consenso europeu" - de que estas duas abencerragens fazem orgulhosamente parte - quer por em prática. Bem podem esperar sentados.

O EXEMPLO

João Gonçalves 12 Jun 08

O "camarada" Zapatero meteu vinte e cinco mil polícias na rua por causa dos respectivos camionistas. Na Espanha, dá-se e leva-se com facilidade. Foi sempre assim. Todavia, há muito que Zapatero perdeu a batalha da economia. Tem a inflação a berrar e a produtividade nas lonas. A coisa é mais profunda do que os camiões parados fazem supor. E, sobretudo, não tem eleições pela frente. É fácil o expediente. Perdido por cem, perdido por vinte e cinco mil. Não se aconselha, por isso, o exemplo.

THE LADY

João Gonçalves 19 Abr 08



Não foi preciso o "moderno" Zapatero aparecer para as mulheres sobressaírem na política. Ainda algumas das suas ministras andavam de bibe e já esta senhora existia. Uma grande mulher, uma grande política.

AS SENHORAS ZAPATERO

João Gonçalves 16 Abr 08


Zapatero, afinal, foi mais longe. Fez questão de tirar um "retrato de família" apenas com as suas ministras para mostrar ao mundo que é "diferente" e "moderno", um verdadeiro zelota das "quotas". Depois, permitiu que uma senhora, à beira de dar à luz, passasse revista às tropas com um ar de quem anda a escolher trapinhos para a criança. É evidente que nada obsta a que uma mulher seja ministro da defesa e, muito menos, que tivesse engravidado antes do exercício. É Zapatero, ao vivo e a cores, quem aprecia introduzir o "elemento sexista" na política, "obrigando" as senhoras a exibirem-se como "bibelots". Pior do que isso, porém, é elas aceitarem ser tratadas como tal.

O "PENDEJO" CORRECTO

João Gonçalves 12 Abr 08


O maior monumento vivo à correcção política, o sr. Zapatero - dado a ademanes de modernidade para efeitos puramente propagandísticos - constituiu um governo prenhe de mulheres. Até copiou o bonzinho Guterres e espetou com uma "jovem" de trinta e um anos, a señorita Bebiana, num "ministério da igualdade". Quando esta cair, deverá seguir-se um gay ou mesmo um transsexual, de preferência de origem afro-americana. Não se leia nisto algum intuito discriminatório ou sexista. Pelo contrário. O sr. Zapatero é que parece ter a necessidade de exibir "diferenças" julgando que as anula à conta de ser tão fantasticamente "igualitário". É ele quem, afinal, institui a "norma". Volta, Berlusconi, que estás perdoado.

A ESPERANÇA CONTRA O HOMEM PRECÁRIO

João Gonçalves 15 Mar 08


Quando Bento XVI esteve na Turquia, deslocou-se ao meio do mato para celebrar uma missa para pouco mais de centena e meia de pessoas. A Ratzinger não interessa o "número" mas antes a qualidade dos fiéis. Este Papa não é impressionável pela multidão e não concebe o seu magistério com um gigantesco e permanente "talk show". Nem tão pouco entende ser essa a missão da Igreja nos dias que correm. Os dois volumes da longa entrevista que concedeu ao jornalista alemão Peter Seewald - "O Sal da Terra" e "Deus e o Mundo" -, ainda como cardeal, explicam a Igreja do futuro Papa Bento. No texto de Vasco Pulido Valente no Público de sábado (sem link), reflecte-se sobre a vitória de Zapatero e a "consagração" de um "novo mundo", aparentemente definitivo, que "derrotou" a Igreja. Passarão por Espanha e pela Terra dezenas de Zapateros e a Igreja do Ressuscitado, erguida sobre a pedra bruta que derrotou o mundo, permanecerá. O verdadeiro cristão é aquele que não omite a Cruz na sua vida. Como o mais pequeno grão de trigo que cai no solo, morre e só assim dá fruto, também a Igreja representada por Ratzinger não vem para "rasurar" nenhuma "memória histórica" ou impor-se como uma "ideologia". Pelo contrário. O Igreja vela contra "a prepotência da ideologia e dos seus órgãos políticos", na defesa de uma "nova liberdade" que não é mais do que a "consciência da nova «substância» que nos foi dada" por aqueles que, ao longo da história do homem, com o seu martírio e com a sua morte, "renovaram o mundo" (Carta Encíclica Spe Salvi). Não são os Zapateros desta vida videirinha quem nos "salva". A esperança, o outro nome da fé, é a única resposta contra o "homem precário" que governa no mundo.

A "ESQUERDA MODERNA"

João Gonçalves 28 Mai 07


O sr. Zapatero - o campeão das paridades e do sexualmente correcto até nos concurso televisivos - levou uma sova nas "municipais" espanholas. Não porque o seu PSOE tivesse perdido muito e o PP ganho estrondosamente. Em Madrid, sim, o PP arrasou o sr. Zapatero e, no país, ficou à frente com apenas quase 200 mil votos. Levou uma sova porque o sr. Zapatero decidiu "mudar" a sociedade espanhola como se muda de camisa à conta do "correcto". Ora o "correcto", sendo muito bonito e colorido, e servindo para colar o rótulo de modernaço, não muda a essência das coisas. Zapatero, afinal, e apesar dos adereços, era demasiado pequeno para tamanha chinela. Como no resto, aliás, não se tem distinguido por manter os níveis de adrenalina política e de crescimento a que a Espanha estava habituada com o PP do inspector de finanças Aznar. A estupidez final deste deu o poder de bandeja a Zapatero que, coitado, quis ser um "socialista do século XXI", moderno, como eles dizem. Nós também temos um destes da "esquerda moderna" e é o que se vê. Aos poucos, a "esquerda moderna" que começou em Blair começa a mostrar o que vale. Sem os alicerces e a biografia que davam vigor à "antiga", esta "esquerda", na hora da verdade, pouco mais vale que uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Cá não será diferente.

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