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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A VANTAGEM DE CARRILHO

João Gonçalves 23 Out 10


Manuel Maria Carrilho regressa aos comentários na televisão. Começa hoje, na tvi, no respectivo jornal nacional às 20. Da última vez que Carrilho apareceu nestas coisas - e que eu acompanhasse - foi na sicn, nos idos de 2000/2001, onde sinalizava "o estado da nação" guterrista a caminhar rapidamente para o fim "pantanoso". Não concebo que faça menos do que isso em relação ao "estado da nação" socratista. Com os comentários televisivos, por parte do PS, entregues a um conjunto de veneradores mais ou menos politicamente iletrados e, em geral, a um registo único e rebarbativo, Carrilho leva, desde logo, vantagem.

UM FAZER DE MORTO

João Gonçalves 25 Set 10

Como é que um totó desta envergadura pode ser director de informação do canal generalista português com maiores níveis de audiência? Se calhar é por isso. Como recomendava o boneco do dr. Jorge Coelho na "contra-informação", aqui há uns anos, deve dar-se ao povo o que povo quer.

A SUSTENTÁVEL LIGHTNESS DO SER

João Gonçalves 10 Ago 10


Não é apenas a queda de um telejornal. É, pelos vistos, o fim de uma televisão enquanto órgão de informação. O "perfil" do actual director-geral adequa-se perfeitamente aos tempos de derrota do pensamento que vieram para ficar. Bebam suminhos e já gozam.

A QUEDA DE UM TELEJORNAL

João Gonçalves 8 Ago 10


Reparei num share televisivo publicado hoje num jornal. Seriam para aí uns dez programas. Dos telejornais, o mais visto era o da RTP1, precisamente o oficioso do regime (o "povo" aprecia ser dispensado de pensar por si). O último é o da TVI - o Jornal Nacional - simultaneamente o último lugar no tal share apesar da TVI ser líder nomeadamente por causa das telenovelas. O desmembramento da equipa de jornalistas de investigação que trabalhavam com Manuela Moura Guedes não deve ser alheio a isto. Bem como o "investimento" político soft que passou a ser feito imediatamente a seguir à saída de Moniz e de Manuela que, nos primeiros tempos, quiçá por inexplicáveis mecanismos de transferência estudados pela psicologia, roçava o pior respeitinho. Constança Cunha e Sá "anestesiou", com a sua descoordenada "coordenação", a edição política do canal generalista apesar de alguns momentos razoáveis no canal por cabo, a tvi24. Marcelo, Marques Mendes, Villaverde Cabral, Rui Ramos - e poucos mais - zelam para que a política não fuja de Queluz já que as intervenções de Cunha e Sá, apesar de melhores em relação ao transe do respeitinho, não chegam. Moura Guedes bem que podia ter "alta". Sempre animava a malta.

COITADINHOS

João Gonçalves 16 Dez 09

O apresentador do telejornal da TVI, um tal Castro, persistiu na parvoíce por causa do Papa e do casamento entre católicos e não católicos. Foi ao ponto de confrontar um convidado com a "menor tolerância" de Ratzinger com a "maior tolerância" de João Paulo II. A ignorância é atrevida como delicadamente lhe tentou explicar o convidado. À criatura televisiva, porém, não ocorreu que não existe qualquer hiato intelectual ou teológico entre os dois Papas. Talvez julgue que João Paulo II, como Diana Spencer, era uma espécie de "Papa do povo" e que, mais um bocadinho, ia a Queluz aos programas do Goucha e da estridente Pinheiro. Coitadinhos.

DITO E INTERDITO

João Gonçalves 16 Set 09

«Mas nesse campo [jornalismo de investigação] vai haver mudanças em relação ao que existia: Ainda não pensámos nisso. Pluralismo, independência e verdade, isso é garantido que vai haver. Aliás é obrigatório, não se concebe um jornalismo sem ser assim.» Quem fala assim é o novo director de informação da tvi, Júlio Magalhães. E a resposta, analisada à luz de um qualquer manual de psicologia barata, c'est tout un monde. Há coisas que só precisam de ser ditas quando ameçam ser interditas. Como o senhor director é "escritor", deve saber o que é que isto quer dizer.

SEI LÁ

João Gonçalves 9 Set 09


O novo director de informação da TVI é Júlio Magalhães. Também é "escritor". Trata-se manifestamente de um upgrade em Queluz.

A "MORAL"

João Gonçalves 6 Set 09


A "direita" não tem "moral" para criticar o "caso Moura Guedes" por causa de Marcelo em 2004. Ou seja, o autor do argumento não está um átomo preocupado com nenhum dos casos quando ambos relevam da liberdade de expressão (podemos não gostar de ver e ouvir Marcelo ou Moura Guedes* mas não é suposto calá-los gratuitamente). A preocupação dele é a "moral". «Se eles não tiveram "moral", nós também não temos de ter.» Foi o que ele quis dizer.

*Por falar em Moura Guedes. Enquanto o marido dela foi director-geral TVI e ela era conhecida como a "generala", vigorava o velho e sonso respeitinho português em Queluz. Poucos gostariam de Manuela, do seu "estilo", do seu "jornal", mas poucos se atreviam a dizer-lho na cara. Havia "os dela" e havia "os outros". Por isso, passada a necessária fase de nojo Freud aterrou de cabeça em Queluz. Mesmo que o divã seja uma nulidade jornalística como Paula Magalhães (quem é?) em boa hora "recuperada" como "porta-voz" da indignação contra Moura Guedes. Não interessa a esta gente o acto que retirou de emissão um produto deles. Algo que, de acordo com as audiências, ajudava bastante a pagar-lhes o ordenado. Não. Interessa apenas lançar as velhas pedras do deserto para cima de quem passou para baixo. De bestial a besta, um "número" gasto mas sempre recorrente. Devidamente aproveitado, aliás, pelos friendly do poder nos media tradicionais e nos blogues. É da natureza humana e da portuguesa, em particular. Que lhes faça a todos bom proveito.

NO TEU DESERTO, NO NOSSO DESERTO

João Gonçalves 3 Set 09


«Qualquer que seja o argumento invocado pela administração para suspender o Jornal Nacional de sexta-feira, este é um acto que não se pode praticar a um mês de eleições. Não se pode fazer uma coisa destas. Por isso, na sequência desta suspensão, entendi que não fazia sentido continuar. Se não sirvo para comentar à sexta-feira no Jornal Nacional, também não sirvo para comentar às quintas [na TVI24, com Rui Ramos e Villaverde Cabral]», disse Vasco Pulido Valente ao "i". Sousa Tavares já tinha permanecido na TVI, em 2004, aquando da saída de Marcelo. Nada de novo, portanto, do lado do escritor/comentador que lavou as mãozinhas do incidente.

DEPOIS NÃO SE QUEIXEM

João Gonçalves 3 Set 09


Kim-Il-Sócrates atingiu o seu momento "zen". Primeiro, foi ao Porto num avião de propaganda ao "sim" da Irlanda ao tratado de Lisboa e falou como um líder admirável. Norte-coreano mas já a roçar Józef Klemens Piłsudski, nascido ainda no século XIX. Até na Irlanda ele quer mandar, imagine-se. Segundo, o Kim português e os seus (nacionais ou estrangeiros) deram instruções para parar o Jornal de Sexta da Tvi, dirigido pela Manuela Moura Guedes. Não vale a pena disfarçar com as habituais plumas e lantejoulas "à la Pitta" dos acéfalos simplórios. É uma manobra fascista do PS de Sócrates, dos seus aliados e lacaios. Resta saber quem, dentro da TVi, vai alinhar nesta farsa depois de alguém ter acedido às exigências do duce que mandou transferir a emissão de ontem (debate com Portas) para território "neutro" em Paço de Arcos. Até fez questão de chegar atrasado para mostrar quem manda. E ninguém levantou o rabo da cadeira para o deixar a falar sozinho. Ora não é preciso ser anarquista para saber que os que obedecem sustentam os que mandam. Vem aí a grande separação e os velhos navios cheios de fantasmas deste "socratismo" cretino em fim de carreira que nos envergonha a todos. Sobretudo aos que ainda têm um rosto dentro do PS. E não se esqueçam que, quando Marcelo foi corrido da TVi, até o choramingas do dr. Sampaio o recebeu e o país tremeu de indignação. Que sejam, pois, apontados a dedo estes vermes pusilânimes. E fuzilados sem mercê pela força da palavra e do voto. Depois não se queixem.

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