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portugal dos pequeninos

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DOIS CÍNICOS

João Gonçalves 9 Jun 11

Entre os "quadratura", Pacheco Pereira não conseguiu pronunciar o nome daquele que venceu Sócrates - este aparentemente foi derrubado por um fenómeno do Entroncamento. E António Costa disse não conhecer Seguro de lado algum apesar de serem da mesma geração partidária e terem pertencido ao mesmo governo, o último de Guterres. Dois cínicos.

COISA CHATA E INÚTIL

João Gonçalves 11 Nov 10


A "quadratura do círculo" da sicn é, em versão comunicacional, uma espécie de câmara corporativa do regime. Tornou-se, lamentavelmente, num "três em um", uma coisa chata e inútil que só interessa aos participantes.

PILRITEIROS

João Gonçalves 16 Set 10

Pilriteiro, dás pilritos
Porque não dás coisa boa?
Cada qual dá o que tem,
Conforme a sua pessoa.

(Cantiga popular numa epígrafe de Jorge de Sena em O Reino da Estupidez)


Os mais reputados comentadores televisivos nacionais, os "quadratura do círculo", passaram o seu bem remunerado tempo a discutir um não-assunto, a revisão da constituição, o "big Mac" das "elites" políticas que temos e que vivem quase todas numa outra dimensão e galáxia. O que as define como as insanes tagarelas que são.

NÃO PERDER TEMPO

João Gonçalves 20 Mai 10


Para variar, esta noite - quinta-feira - vale a pena ver a Quadratura do Círculo na SICN. Pacheco Pereira, depois da sujeição da comissão parlamentar onde se senta (independentemente da valia intrínseca da dita no "conjunto" proeminente da pulhice geral) à violência da mansidão e da estultícia, devia anunciar que a abandonava e a deixava entregue aos bonzos profissionalizados, aos amanuenses políticos e a roubadores de microfones. Não perca mais tempo.

Adenda: Depois dos elogios de Soares a Passos - "sensato", "responsável" e "razoável" -, surgem, et pour cause, os elogios de Assis e do edil Costa a Mota Amaral. O PSD "renovado" é apenas uma muleta negra do regime. Afinal não valeu a pena. Boa noite e boa sorte porque daqui para diante (menos de 15 m depois) é lambuzadelas mútuas e para esse peditório pastoso não dou. Basta a D. Fátima e os seus.

Emenda (de um leitor) reemendada por mim: «Nos termos descritos por José Pacheco Pereira a comissão não pode fazer o que fez, nem tão pouco pode o deputado desistir de lhes mover uma guerra legal até às últimas consequências, a não ser que a comissão queira violar as próprias decisões do PGR e do Juiz de Aveiro. Nesse caso isto já não seria sequer um estado de direito.» Com certeza, até porque estado de direito isto já não é há muito tempo. É um eufemismo. Era mais prático abandonar a comissão - deixava de estar sujeito àquelas balelas do sigilo e da dependência de decisões como as do deputado insular, afinal, puramente políticas - e praticar um pouco de serviço cívico, uma coisa de que o regime foge como o diabo da cruz. Doure-se a pílula e ainda se transforma em supositório.

QUERIDOS VEGETAIS

João Gonçalves 6 Mai 10


O dr. Balsemão foi um dos piores chefes de governo do regime, coitado. Como escreveu um dia Vasco Pulido Valente, Balsemão não interessa. Todavia, aparentemente interessa a quatro dos seus assalariados, os alegres compadres da "quadratura do círculo". Que lhes faça a todos bom proveito que há muitos livros para ler.

«Irrita-me a felicidade de todos estes homens que não sabem que são infelizes. A sua vida humana é cheia de tudo quanto constituiria uma série de angústias para uma sensibilidade verdadeira. Mas, como a sua verdadeira vida é vegetativa, o que sofrem passa por eles sem lhes tocar na alma, e vivem uma vida que se pode comparar somente à de um homem com dor de dentes que houvesse recebido uma fortuna — a fortuna autêntica de estar vivendo sem dar por isso, o maior dom que os deuses concedem, porque é o dom de lhes ser semelhante, superior como eles (ainda que de outro modo) à alegria e à dor. Por isto, contudo, os amo a todos. Meus queridos vegetais!»


O ENTERTAINER CAMARÁRIO

João Gonçalves 29 Abr 10

António Costa, um tipo que mal sabe tratar da intendência de uma miserável câmara, pretende dar lições de economia e finanças europeias enquanto mero entertainer televisivo. Os outros três bonzos que o comprem e o dr. Balsemão que lhe pague que não tenho troco para tagarelas.

DA CERTEZA DOS CEMITÉRIOS

João Gonçalves 22 Abr 10


Outros que vivem no éter são os três monos da "quadratura do círculo", dois dos quais, o Xavier e o Pacheco, respeito. Costa nem em Lisboa conta. Mas a Xavier deu-lhe para defender (é a vida dele, coitado) os extraordinários gestores portugueses - os seus salários, prémios e gestão, a única coisa que é retórica na maioria deles - como se o país não pudesse passar sem os seus extraordinários contributos para o futuro da nação. Porém, apesar de excelentes segundo o dr. Xavier, persistem em não conseguir salvar a pátria. O dr. Pacheco, em geral, e na qualidade de especialista em oraculares comissões de inquérito e em vulcões, também comunga desta indispensabilidade nem que seja para maçar o eng. Sócrates que aprecia dar-se bem com Deus e com o diabo. Ora os cemitérios estão cheios de pessoas extraordinárias que nem uma terminação na lotaria ganharam. De salvadores indispensáveis e de luxo, nem se fala. A "quadratura" é um programa elitista destinado a "ilustrar" o pobre espectador acerca das maleitas dele (mais as do dr. Pacheco, para ser franco) para quem "gestores" são uns vagos "eles" que também acabarão nos ditos cemitérios. E só disso podemos ter a certeza. Da certeza dos cemitérios.

DÊEM-LHES PRÉMIOS

João Gonçalves 8 Abr 10

Os três "quadraturas do círculo" ainda dão um "prémio de televisão"- inventado inteiramente por eles - para juntar aos que o dr. Mexia, da EDP, já tão justa como competentemente tem. Pena é que eles "raciocinem" em Portugal como se vivessem nos EUA, na Inglaterra ou na Alemanha.

HONRA LHES SEJA

João Gonçalves 25 Mar 10

Depois da triste exibição parlamentar do PSD, o edil Costa, na "quadratura", permitiu-se "definir" o "âmbito" de actuação do próximo líder do maior partido da oposição que o PS, muito adequadamente e a pretexto do PEC, colocou no bolso de trás das calças. Felizmente está lá o dr. Pacheco - que me recorda palavras de Jorge de Sena sobre Herculano até pela proximidade geográfica -, «honra lhe seja», sempre «agoniado« e «na firme intenção de não ser outra coisa senão um bom burguês, já de bronze, para o respeito da posteridade.»

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