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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Graças à Teresa Alves, webdesigner da SAPO, o blog Portugal dos Pequeninos mudou a montra. A partir de agora qualquer post escrito no dito blog é imediatamente reproduzido no Facebook. O que obriga a uma assiduidade a que ele já não estava habituado. Nem eu. A Teresa pediu-me uma auto-descrição que lá consta. Ficou assim:

Jurista. Mau jurista.

Leitor mais do que razoável.

Escreve algumas coisas sobretudo sobre as desventuras nacionais.

Não se leva excessivamente a sério e muito menos os outros.

Aprecia um bom vinho, uma boa ópera e um bom banho de mar.

Não gosta de restaurantes barulhentos com crianças a berrar. Grandes ou pequenas.

Lamenta ter nascido num país com pouca gente crescida.

O segundo volume

João Gonçalves 29 Nov 12

 

Num café, esse refúgio dos solitários a que alude George Steiner, escrevo. Não vá dar-se o caso de os zelotas e os lacaios das "redes sociais" tomarem "devida nota", gozo um dia legal de férias. Aproveito-o para tratar de intendências pessoais uma delas a ver com a minha primeira editora, a Bertrand. O livro Portugal dos Pequeninos, uma "ideia" da Maria Teresa Loureiro, lá publicado, abrange o período de 2005 a 2009, princípio de 2009. Assim, está a ser preparado o segundo volume do Portugal dos Pequeninos que começa no segundo semestre de 2009 e terminará em 2012. O período comprendido entre o segundo semestre de 2011 e o ano ainda em curso, para além de recolher alguns dos posts editados neste blogue, conterá material inédito que, espero, contribua para "contar" parte de alguma "história" recente. No fundo, e em homenagem a Eduardo Prado Coelho e a Wittgenstein, tudo o que não escrevi. Sai em Junho de 2013.

Os idos de Junho

João Gonçalves 11 Jun 12

Nove anos depois, completados hoje, este blogue continua de pé. Em um ano, algumas coisas e pessoas ficaram pelo caminho. E outras coisas e outras pessoas apareceram. O essencial não mudou. Nem muda.

«A Vera Lagoa tinha razão»

João Gonçalves 27 Mai 12

 

No quiosque, em frente da igreja, comprei três jornais. Sentei-me sozinho no café a lê-los. Do que mais gostei, foi da capa do suplemento de um deles que serve de ilustração ao post. Depois pensei que este blogue caminha para o seu nono aniversário, algures perto do 10 de Junho. Dele saíram dois livros, um deles com título homónimo. Esporadicamente escreveram aqui outras pessoas. Mas o blogue foi sempre meu, com a minha assinatura por baixo. Nestes nove anos, o blogue conheceu cinco governos, dois deles sob a direcção da mesma pessoa. Chegou mesmo a merecer o melhor elogio com que podia ter sido presenteado por parte de um chefe de governo cuja superficialidade só lhe permitia conceber mundos partidos em duas partes incomunicáveis: «um dos meus maiores inimigos!» Não era. Era apenas directo nas críticas. Como foi, é e será nos apoios que não confunde com louvaminhices grotescas. Nunca houve, nem há, nem haverá neste blogue nenhum ghostwriter. Je suis mon ouvrage, como dizia a Madame de Mertreuil. Nâo recebo nem dou recados. A minha liberdade é a minha lealdade. Comigo próprio e com os outros. A defesa intransigente da liberdade de expressão está exposta no arquivo do blogue. Não aceito lições de ninguém nessa matéria, muito menos de canalha anónima e de prosélitos de ocasião. Não deve, aliás, ter sido por acaso que Manuela Moura Guedes escolheu o Portugal dos Pequeninos, no momento mais difícil da sua carreira jornalística, para, livremente, comentar a sua situação. É este o registo do Portugal dos Pequeninos passado, presente e futuro. De volta aos jornais, li-os num instante, no tempo de uma bica que é, em geral, o tempo deles. Felizmente conheci grandes jornalistas. Cunha Rego, Carlos Plantier, Margarida Viegas, Helena Sanches Osório, Francisco Sousa Tavares. Se escolho mortos, é para não ofender a sua memória citando alguns vivos. Foi o que fez, também, o Miguel Castelo-Branco no post do seu libérrimo Combustões que passo a citar: «Um dia, Vera Lagoa disse-me que evitasse escrever aquilo que as pessoas não querem ler. As pessoas gostam de banalidades, gostam de mentiras, pelam-se por insignificâncias. Vera Lagoa estaria já naquela fase da vida em que a sabedoria se instala e o conhecimento dos homens e das suas cobardias, inconsequências e pequenez aconselham à máxima precaução. A Vera Lagoa tinha razão.»

NO SAPO

João Gonçalves 22 Jan 12


Amanhã, dia 23, e ao fim de mais de oito anos de "emissão" através do blogspot, este blogue migra para o portal SAPO. Com um novo design concebido pela competente equipa "Blogs do Sapo", o Portugal dos Pequeninos muda apenas de aspecto e aparecerá com novas "funcionalidades". A migração inclui naturalmente o arquivo que permanece indemne desde o primeiro post. Isto facilita a vida aos patrulheiros de diversas proveniências que o percorrem com a avidez típica das ténias. Em vez de um, passam a dispor de dois já que este endereço blogspot não desaparecerá. Os mais diligentes burgessos podem, assim, "conferir" permanentemente ambos não vá escapar-lhes qualquer coisinha. Todavia, e permitindo-me parafrasear Wittgenstein livremente, tudo o que ainda não escrevi é mil vezes mais interessante que tudo o que já escrevi. Podem crer.

MEMORANDO DE ENTENDIMENTO

João Gonçalves 5 Set 11


Este blogue assinará brevemente um "memorando de entendimento" com o portal Sapo.

AGRADECIMENTOS COM CONTA, PESO E MEDIDA

João Gonçalves 14 Jun 11

«A gente sabe que (...)/ já nada pode durar/ muito.»

João Miguel Fernandes Jorge


Ao Medeiros Ferreira, ao Fernando Martins, ao André Azevedo Neves, ao Samuel de Paiva Pires, ao Nuno Gouveia, ao Luís Novaes Tito, ao Tiago Moreira Ramalho, à Joana Carvalho Dias , ao Afonso Azevedo Neves, ao Fernando Moreira de Sá, ao «ser injusto faz parte do seu talento. Mas pronto. Confio que o Portugal dos Pequeninos, que agora faz 8 anos, redobre de espírito cáustico nestes novos tempos do poder.» Ou o Fernando Martins. «Frontal, corajoso, muito bem escrito e geralmente bem pensado, é às vezes obtuso. É bastas vezes reaccionário e salazarista (coisas diferentes para os mais distraídos), qualidades que eu muito aprecio quando servidas com conta, peso e medida.» Revejo-me muito neste "auto retrato" do Vasco Pulido Valente escrito por irónica ocasião dos seus cinquenta anos. Ele que também não me perdoe a citação como eu não perdoo nada. «Dantes andava-se e esquecia-se. Agora, a vida pára. Repete-se. Um mês é igual ao anterior e ao próximo e ao seguinte. Não acontece nenhuma coisa diferente, só acontecem coisas indiferentes. Por qualquer razão obscura, não se consegue descobrir o sítio onde as coisas acontecem; e elas já não acontecem onde aconteciam.(...) Eu penetrei na impropriamente chamada meia idade desta maneira: ou seja, aflito. O céu caiu-me em cima sem aviso. Nestas crises, segundo o costume, as pessoas agarram-se: à família, ao trabalho, às ambições. Reparei que os meus amigos se agarravam. Um a um, consoante a sua natureza, transformaram-se em secretários de Estado, políticos respeitáveis, académicos triunfantes, altos funcionários ou pais extremosos. Vários preferiram a virtude, ideológica ou sexual. Com meritórias excepções, quase todos se encaminharam.»

«BALANÇA»*

João Gonçalves 11 Jun 11


Quando regressava do Guincho, ocorreu-me que este blogue completa hoje oito anos de existência. Alguns leitores amigos recordaram-se disso aparentemente mais depressa do que eu. Pelo caminho, este blogue - o seu autor - deixou fundamentalmente duas coisas impensáveis (para ele) em Junho de 2003: dois livros e algumas amizades. Dos livros não há nada a dizer. Das amizades, há apenas que lamentar. Também houve o contrário. Sem o blogue provavelmente nunca teria conhecido novos amigos que, contudo, não substituem a falta dos desaparecidos. Como é próprio de um blogue e da vida, segue-se em frente. Este blogue esteve com coisas que ganharam e com coisas que perderam. Tem preferências que não esconde. Da mesma forma que não poupa o que detesta. Ser, como é, independente não quer dizer que seja neutro. Num país pequenino como este ninguém se pode dar ao luxo de ser neutro. Como todos os trabalhos solitários, este custa. Custa, precisamente, em solidão, em "solidariedades" de ocasião, em obtusas incompreensões e em pequenas invejas. Mas compensa, no essencial, por aqueles leitores (não da onça) que fizeram dele o modesto "sucesso" em que acabou por se tornar sem recurso a outras "armas". Sobretudo porque, salvo raríssimas excepções, não "cresceu" deste espaço para jornais ou televisões, permanecendo fiel a (talvez lhe possamos chamar assim) uma "tradição" blogosférica à qual outros, vindos dos media convencionais, acabaram por aderir. Não sei se isto durará mais oito dias, oito meses ou outros tantos oito anos. Quem sobreviver, verá.

*Poema de Eugénio de Andrade: «No prato da balança um verso basta/ para pesar no outro a minha vida.»

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