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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O PAPA E "O GRANDE ISRAEL"

João Gonçalves 13 Mai 09


«O Papa pediu hoje, em Belém, terra do nascimento de Jesus, segundo as Escrituras, o fim do bloqueio israelita a Gaza e a criação de um Estado Palestino independente e soberano. Há muito que se esperava do Chefe da Igreja Católica uma palavra inequívoca, ainda que em linguagem diplomática, sobre o problema palestino. Palavra tão mais necessária – e oportuna – quando o novo governo israelita, saído de uma improvável coligação do Likud, do Partido Trabalhista e da extrema-direita preconiza o abandono da ideia da criação do Estado Palestino, considerando que os palestinos já têm um Estado que é a Jordânia. Política esta, de resto, em consonância com o progressivo alargamento das fronteiras do Estado Judaico com vista à construção do Grande Israel.»

Do Médio Oriente e Afins

Adenda: É claro que nunca se deve negligenciar um idiota como este.

ÇA N' EXISTE PLUS - 4

João Gonçalves 10 Jan 09

«Ao certo não sei quantos habitantes vegetam internados na tal Faixa de Gaza. O número, de resto, é irrelevante. Bem como a idade e o género: homens, mulheres, velhos ou crianças é tudo igual. É tudo "espécie cinegética autorizada". Sejam quantos forem, o que sei, de propaganda certa, é que se dividem em duas categorias gerais e totalistas: os que têm um terrorista do Hamas oculto dentro deles; e os que têm um terrorista do Hamas escondido atrás deles. É por isso que, piedosa, cirúrgica e justiceiramente, vão ter que ser todos abatidos.»

Dragoscópio

«O governo de Israel mediu tudo menos a desumana violência: o seu calendário eleitoral, a falta de aliados locais do Hamas extremista e, sobretudo, a transição presidencial norte-americana.»

José Medeiros Ferreira, Correio da Manhã

ÇA N' EXISTE PLUS - 3

João Gonçalves 8 Jan 09

Desde que o sr. Rabin foi assassinado por um judeu fanático, Israel passou a ser dominado por uma "abstracção" perigosa, de sentido único para efeito externo, que junta os "trabalhistas" e a "direita". Como há eleições em breve e como o aliado texano sai daqui a quinze dias, esta "abstracção" necessita de alguma distinção, para efeitos internos, sempre no sentido do "eu sou mais eficaz nos tiros do que tu". O pior dos sentidos, evidentemente. Helena Matos, no Público, fala na "diabolização de Israel". Não deixa de ter alguma razão. Para quê, de facto, tentar o diabo?

JOGOS DE GUERRA

João Gonçalves 3 Jan 09


Há dias escrevi aqui que o Hamas e os israelitas são umas bestas. Persistem bestificados. Meio milhar de mortos palestinianos não significa, de certeza, meio milhar de Hamas abatidos. Israel defende aquela extraordinária tese da ameaça permanente que justifica praticamente tudo. E não há maneira de perder o seu complexo "artificialista". Só que Israel e o Hamas não se limitam a lançar lama para a ventoinha. Para isso ainda temos quinze dias de Bush. Os jogos de guerra entre criatura (Hamas) e criador (Israel) fazem-se com mísseis que não distinguem criancinhas de terroristas puros. Israel está em pleno processo eleitoral interno e Obama vem aí, duas coisas que contam bastante nesta "ofensiva defensiva". Sei que o "Ocidente" aprecia e defende um lado. Aqui não. Não gosto de fundamentalistas. Judeus, árabes ou outra coisa qualquer. Um raio que os parta.

De o comentário de um leitor que não segue o cânone nem foi "apanhado" pela imprensa e que sabe alguma história: «Foram organizadas eleições livres nos territórios palestinianos, reconhecidamente livres pela dita comunidade internacional. Para espanto dela, o HAMAS ganhou as eleições e logo foi considerado uma organização terrorista com quem não se podia dialogar. Com quem pode Israel dialogar afinal? (...) Deve também dizer-se que quem violou a trégua entre Israel e o HAMAS foi Israel pois não cumpriu a sua parte do acordo que era levantar o bloqueio a Gaza. E durante a trégua Israel assassinou 49 palestinianos na Faixa de Gaza sem um único rocket do HAMAS.(...)É preciso, honestamente, olhar para trás e verificar o que se passou desde 1948. Infelizmente a memória das pessoas é fraca e talvez já não se recorde de todos os atentados terroristas cometidos pelos judeus (o povo eleito) contra os ingleses durante o mandato britânico na Palestina. Só a explosão do Hotel King David, em Jerusalém provocou cerca de 100 mortos! E quem fez o Hotel ir pelos ares não foram os palestinianos, mas os judeus, para apressar a criação do Estado de Israel.»

BESTAS

João Gonçalves 28 Dez 08

Os "Hamas" são umas bestas. Os israelitas reagem aos "Hamas" como bestas alegadamente "superiores". Até quando vamos ter de andar de chapéu na mão (ou na cabeça) a pedir-lhes desculpa?

De um comentário: «(...) recordaria que o HAMAS foi criado com o apoio de Israel (sim, é verdade) para enfraquecer a liderança laica de Yasser Arafat e para dividir os palestinianos. Há em toda esta história muitas estórias mal contadas, que um dia se conhecerão, ou talvez não! Porventura o HAMAS não deveria disparar contra o território de Israel (apesar da população da Faixa de Gaza - milhão e meio de habitantes vivendo a maior parte em campos de refugiados há décadas - estar com certeza farta dos falhados processos de paz), mas a ofensiva israelita é no mínimo desproporcionada (para usar um termo jurídico elegante), embora na verdade constitua um crime de guerra nos termos da legislação internacional. As vítimas, são sempre os palestinianos, que continuam a pagar um preço elevado à conta do "holocausto" nazi. Termino perguntando o que tem feito um homem chamado Tony Blair, especialmente encarregado desta questão a nível internacional desde que deixou a chefia do governo britânico. Que é feito dessa sinistra personagem? Ainda é vivo? Ou anda a resolver outras questões na esteira de Lord Balfour?»

IMPROVÁVEIS E PERIGOSOS

João Gonçalves 13 Jul 08

Sarkozy promoveu duas inutilidades quase simultaneamente. Pela enésima vez, desta vez em Paris, juntaram-se o chefe do governo israelita em exercício e o senhor que supostamente manda na Palestina. Agora é que sim. Agora é que não. É só esperar mais uns dias. Depois, reuniu a Europa com meia África e chamou-lhe "união para o Mediterrâneo". A presença do israelita foi suficiente para este "sucesso" não ter tido direito a "foto de família". Durão Barroso, com a sua habitual desfaçatez, até falou num "estaleiro" não sei de quê mas deve ser, seguramente, de qualquer coisa que lhe interessa. Sócrates esteve lá e deixou aos jornalistas a "cartilha" aprendida como ministro do ambiente e como recente "presidente em exercício" da Europa. Apenas vulgaridades num mundo improvável governado por tanta gente improvável. E perigosa.

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