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portugal dos pequeninos

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Pequenina novela ribeirinha

João Gonçalves 22 Jun 15

Não sei se foi em "conversa", no intervalo de uma, se foi uma "ideia" ou o fumo de uma. O que se sabe é que o senhor arquitecto Salgado, antigo nº 2 de António Costa na Câmara de Lisboa (agora, com Medina, é Duarte Cordeiro), "sonhou" com a Estação de Santa Apolónia. E "sonhou" alegadamente em a aprimorar, fechando-a para dar lugar a um jardim. O arquitecto Salgado é uma figura que Lisboa conhece perfeitamente e, para usar as suas próprias palavras, com um "enorme potencial". Vem pelo menos de 2005 a sua "apetência" por uma vereação camarária conforme dei nota num post antigo. Mas o mais interessante nesta pequenina novela ribeirinha é saber o que pensa Fernando Medina de quem tenho boa impressão. A sua auoridade, no presente e para o futuro, passa por não deixar florescer boatos ou ervas daninhas. Seja em que parte de Lisboa for.

O "surpreendido"

João Gonçalves 30 Ago 14

 

António Costa tem na Câmara que virtualmente lidera uma coisa em forma de vereador chamada Sá Fernandes, mais conhecida pelo defunto "Zé que faz falta" do quase defunto Bloco. O desdito "Zé" começou a sua carreira artístico-política graças a umas inocuidades que debitou a dado momento sobre Lisboa e que entusiasmaram umas quantas notabilidades "independentes", por natureza, impressionáveis e crédulas. O Bloco abocanhou-o mas o "Zé" queria voar sozinho como é próprio das cabeças de vento. Aí o dr. Costa deu-lhe serventia de vereador para as vias, ciclovias - essa praga desenhada com os pés - e aparentemente jardins. Mas, sobretudo, anulou-o e exibiu-o na lapela como prova do "Corso" português das esquerdas que se imagina. Deixou-o, a ele e aos restantes veradores, à solta, porque, lembrou numa entrevista recente, os lisboetas que votaram nele não elegeram um presidente de Câmara mas, antes, um putativo "salvador" laico a quem sonham poder atribuir "mais responsabilidades". Sucede que o "Zé" não pode ser largado por aí como, por exemplo, o vereador do lixo, o sr. Cordeiro, que anda entretido com debates partidários em nome do seu Napoleãozinho. Não admira, pois, que Costa tenha sido "surpreendido" pela peripécia anunciada pelo "Zé" de remover dos jardins em frente aos Jerónimos os "símbolos do império" porque, diz, a câmara não pode efectuar a manutenção de arvoredo que ressume a "colonialismo" e a um "passado" que já não existe (por esta "ordem de estupidez", por que não começar pelos Jerónimos?). A mim não me "surpreende" que uma nulidade como o "Zé" se proponha a este género de disparates. Já me preocupa que António Costa se "surpreenda" com isto como se não fosse nada com ele. Candidato a quê? A primeiro-ministro? Por amor de Deus.

Costa e os pombos

João Gonçalves 17 Ago 14

 

O presidente da Câmara de Lisboa, em "tempo parcial", proclamou há dias possuir uma "visão estratégica" para o PS, primeiro, e para o país, a seguir. A dita "visão" é um conjunto de banalidades de entre as quais, prudentemente, não constam demasiadas elaborações sobre as finanças públicas ou as "alianças". O dr. Costa, ao contrário do que a propaganda amiga sugere, não congrega nada: mete avulsamente no bolso meia dúzia de irrelevâncias que, só por isso, passam a ter um estatuto de "aliados". Nunca é o Bloco, o PC, o PSD ou o CDS. São criaturas espúrias que pertenceram ou pertencem àquelas agremiações e que Costa, conforme as circunstâncias, exibe a seu lado para as anular. Sabe que o país nunca lhe dará, nem a ele nem a ninguém, qualquer maioria absoluta a qual duvido possa ele sequer obter junto de militantes e simpatizantes em Setembro. Costa é um político de salão, filho do regime, que conhece o resto do país pelo telefone e de umas aparições enquanto MAI por causa dos fogos. Só agora, e porque Seguro não lhe entregou o poder de mão beijada, anda a ser "mostrado" pelos fiéis do "interior" norte e sul. Mas, dizia eu, o homem diz ter uma "visão estratégica". Ora se nem sequer tem, por exemplo, uma para tratar a praga dos pombos de Lisboa (e das malucas e dos malucos que os alimentam porcamente por todo o lado), como é que quer que se acredite nele para a pastorícia nacional? Dizia Ary dos Santos, nuns poemetos revisteiros, que "estes pombos de Lisboa, quem os conhece sou eu". Quem é que os pode apresentar ao dr. Costa?

Lisboa, merda e tudo

João Gonçalves 4 Mai 14

 

Há tempos a Câmara Municipal de Lisboa decidiu substituir as tampas dos contentores do lixo doméstico. Agora são verdes, amarelas, cinzentas e azuis. Supostamente cada tampinha representa o tipo de lixo que lá deve ser enfiado. E teoricamente haverá dias específicos para recolher o lixo do contentor conforme a cor da tampa. Sucede que, por causa das hesitações em torno de quem tem a responsabilidade pela recolha - a CML, as juntas de freguesia ou "privados" -, na dúvida, não se recolhe nada independentemente da cor. O que se traduz na proliferação de lixo indistinto, fora ou dentro dos contentores, espalhado aos molhos pelas ruas. Percebo que o mítico dr. Costa não tenha tempo político para minudências como estas. Mas quem não consegue impor-se para evitar prejudicar a "vida material" e a qualidade da saúde pública dos seus munícipes, como é que espera impor-se ao país sem sair do quentinho do ecrã da televisão ou de dois ou três eventos circunstanciais e sorridentes? Dá vontade de deixar os cães fazer as suas necessidades onde lhes aprouver. Para quê andar de saquinhos na mão com tanta merda humana por aí?

Lisboa, um esgoto ao ar livre

João Gonçalves 10 Dez 13

Aproveitei o sossego da bola para andar uma hora com o cão na rua. As ruas metem nojo. Como não chove, não são lavadas: a CML aprecia lavar as ruas precisamente quando chove. Há folhas por todo o lado e lixo lançado pelos animais de duas patas a roldos. Já "fixei" uns quantos "objectos" - desde objectos propriamente ditos a pombos ou pássaros mortos - que estão no mesmo sítio, onde pereceram ou foram atirados, há semanas. Em suma, Lisboa cheira mal e aparenta pior fora dos lugares previsivelmente frequentados por turistas. E é por um tipo politiqueiro, que não cuida da cidade que o elegeu, que alguns pernósticos suspiram para pastorear, não apenas um partido, mas o país?

Mau gosto

João Gonçalves 25 Ago 13

 

 

Com parte do país a arder e com mortos em combate às chamas, o dr. António Costa não arranjou melhor maneira de "comemorar" os 25 anos do incêndio do Chiado do que com uma "brincadeira" em forma de simulacro do dito incêndio. e da actuação dos bombeiros, na Rua do Carmo. Que mau gosto.

Oito anos?

João Gonçalves 15 Jul 13

Seara ainda nem sequer "está" candidato e já promete, a Lisboa,  um filme de terror. Para além disso, julgo que o Presidente da República não pediu a sua "douta" opinião sobre nada.

"Nem atireis vossas pérolas aos porcos"

João Gonçalves 25 Jun 13

 

«Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram!» (Mt 7,6.12-14) Este é o Evangelho da data e, creio, explica-se por si mesmo quotidianamente. No entanto, a caminho da missa na Igreja de São Nicolau constatei que a rua com o mesmo nome persiste intransitável para peões (imagino a alegria que grassa no comércio local), exibindo uma poeira desértica bastamente desagradável. E o agente da polícia municipal colocado à entrada da rua, a do Ouro, era incapaz de informar que não valia a pena sequer tentar atravessá-la. É para isto que temos os Sá Fernandes e as Rosetas das bicicletas - e de idiotices semelhantes - quando nem para andar a pé a Baixa serve. E quer ainda o pequenino vereador ver "crescer as árvores". Ámen.

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As escadas não têm degraus, 2

João Gonçalves 2 Abr 13

Pela primeira vez passei na Rua do Carmo por aquele espaço que foi a Livraria Portugal. Agora está lá uma padaria francesa, um franchising, suponho. Toda a Baixa, aliás, é uma espécie de franchising do Alto da Boavista, aquele ermo dos concertos rock ali para os lados de Chelas onde se deve poder mijar às escâncaras. Quer pela frequência, quer na morte a que foi sujeita a baixa pombalina - as suas lojas, as pessoas - pelo decurso do tempo e pela estupidez humana, foi uma paisagem devastada que atravessei. Quem puder sair deste escarro material e moral em que o país se tornou, não perca tempo.

Lisboa na ambiguidade

João Gonçalves 7 Fev 13

Pedro Santana Lopes, se bem entendi, vai deixar de ser vereador em Lisboa para "deixar espaço" ao dr. Seara, o actual presidente da CM de Sintra que pretende vir para os Paços do Concelho da capital. Referi há dias que «interessa-me saber o que é que Pedro Santana Lopes, de quem fui apoiante em 2009, pensa disto tudo», onde o "isto tudo" era o desempenho global da CML/Costa, da oposição a Costa e a referida candidatura do edil sintrense. Santana, por consequência, "deixou espaço" aos seus eleitores de 2001 e de 2009 para deixarem respirar o dr. Seara. E, já agora, eles próprios. Fiquei esclarecido.

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