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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

As árvores e a floresta

João Gonçalves 2 Jun 12

«A origem da presente crise do Ocidente emerge da sua desindustrialização e da dependência energética, com custos crescentes. Foi isso que afundou as economias e foi esse afundamento que motivou os endividamentos já referidos, destinados a evitar uma quebra acentuada do padrão de vida ocidental. Entre nós, sentem-se também os efeitos da incompetência e da irresponsabilidade governativa vigente nos últimos anos. A fragilidade económica ocidental gerou os endividamentos e foram estes que originaram o subprime americano, tanto quanto a chamada crise das dívidas soberanas na Europa. A crise da zona euro surge na sequência desses factos. Sem se enfrentar esta realidade mais ampla, os esforços em curso na Europa do euro, mesmo que bem sucedidos, não evitarão a progressiva decadência do Ocidente. Neste emaranhado de circunstâncias, de que ainda não se fala em Portugal, as árvores são a austeridade, a falta de crescimento e o desemprego. Estão na orla da floresta e por isso são visíveis por todos. Mas a reviravolta do mundo, que é tudo o resto que a liberalização económica provocou, ultrapassa a Europa e o euro, e constitui a verdadeira floresta em que avançamos, desorientados. (...) Já mencionei há pouco as causas situadas fora da Europa. Pela sua importância decisiva, volto a sublinhar que são, primeiro, a instalação das indústrias transformadoras nos países de mão-de--obra muito barata, em geral no Oriente; segundo, os custos crescentes do petróleo. Por isso ficaram connosco: o desemprego industrial, que não diminui; os empregos mal pagos nos serviços pouco qualificados; a obrigatoriedade de importar o que antes produzíamos e agora já não produzimos, provocando desequilíbrios, que não existiam, nas nossas balanças comerciais; a cada vez mais pesada factura do petróleo. São estas as causas essenciais do afundamento das nossas economias. Iludimos esta realidade com os “endividamentos” destinados a manter um nível de bem-estar que já não estava, nem está, ao alcance do que produzimos. As sociedades desta parte do mundo estão a ser enganadas, todos os dias, por um número excessivo de irresponsáveis. Se põem dinheiro a circular sem se instalar uma rigorosa disciplina financeira na Europa, num prazo muito curto corre-se o risco de voltarmos ao ponto de partida.»


Medina Carreira, i

 

Foto:Expresso

O "TAXISTA" NA FEIRA DO LIVRO

João Gonçalves 7 Mai 10


Chamam-lhe "taxista" da mesma forma que Ferreira Leite era "bruxa" ou, no fino calão socrático-ricardorodrigal, a "velha". Acusam-no de mostrar sempre os mesmos mapas, de ser pessimista, tremendista e outras coisas mais. Até agora, nem ele nem os mapas que ele exibe mentiram independentemente do meio de transporte da mensagem. O mesmo não se poderá dizer de tantos dos seus detractores-papagaios e dos brilhantes "resultados" do optimismo saloio e irresponsável dos mandantes de circunstância e opereta. Medina Carreira vai estar logo, na Feira do Livro de Lisboa (Espaço EDP), pelas 19.30, para uma conferência acerca do seu livro Portugal, que futuro?

UM FUTURO MAIS ALÉM

João Gonçalves 3 Nov 09


Venho de uma conferência de Medina Carreira. Já sei. É apocalíptico, uma língua de prata, um tremendista, um profeta do pior, etc., etc. Todavia, ainda não vi nenhum optimista salvar um país ou um povo. Pelo contrário, sempre levaram tudo alegremente para o fundo quando mandaram. Agora agravou-se porque, por aqui, estamos mais pobres, endividados, analfabetos e amorais. Estava na primeira fila - onde chegou convenientemente atrasado - Passos Coelho*. Proferiu, quando abriu a boca e como lhe competia, trivialidades. Henrique Neto, na assistência, explicou-o. Seria a pior coisa que podia acontecer ao PSD eleger semelhante criatura para presidir à coisa. As palmas valeram por mil palavras.

*«O que é o 'passismo' para além do Passos? Seis assessores à procura de um emprego; a redação do DN; umas quantas figuras de terceiro plano do partido; o enorme castor Ângelo Correia?»

MARÉS E MARINHEIROS

João Gonçalves 15 Set 09



Estive ontem em Queluz - é a "ilustração" deste post - numa gravação para a tvi24 em linha com o Nuno Ramos de Almeida. No segundo piso da redacção da tvi, onde decorreu a gravação, encontrei a Manuela Moura Guedes. Trabalho há mais de vinte anos e já assisti a diversos "filmes" parecidos com este. A Manuela está por lá, literalmente a um canto, presumo que a ver passar os comboios e os "alinhamentos" do telejornal. Não é uma prateleira porque é uma secretária. Fiz-lhe apenas notar que há mais marés que marinheiros.

Adenda: Fala-se no vídeo em Medina Carreira. O livro dele - em forma de entrevista com Eduardo Dâmaso, director-adjunto do Correio da Manhã - intitulado Portugal, Que Futuro?, acaba de ser editado pela Objectiva.

O LIVRO DE MEDINA

João Gonçalves 30 Ago 09

Pelo André Azevedo Alves (e, indirectamente por Luís Aguiar Santos), fica-se a saber que já está pronto o livro de Medina Carreira, Portugal Que Futuro? Infelizmente o título é recorrente. Também podia chamar-se Portugal Contemporâneo não fosse esta a obra capital escrita ultimamente (sim, é mesmo assim, ultimamente) sobre o país. No primeiro livro, o entrevistador era Ricardo Costa e, agora, é Eduardo Dâmaso. Em ambos os casos deve saltar-se sempre as perguntas. E passar directamente ao que interessa.

VIVER DE QUÊ?

João Gonçalves 26 Jun 09

«Este país vai viver de TGV's e de Ronaldos...?», pergunta Medina Carreira diante de Mário Crespo. E define bem os "comentadores": «conversa de café, de taberna... nem sei se é de Júlio de Matos.»

CHAMAR AS COISAS PELO NOME DELAS

João Gonçalves 3 Mai 09



Nesta entrevista de Medina Carreira. Com vídeo e tudo. «António Guterres era palavreado. A política de Guterres era saber quantos por cento do PIB iam para a Educação. O que se fazia com os tais por cento era indiferente. Este que está lá agora, o José Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem e circo. Desde a primeira hora. É gente de circo. Eles prezam o espectáculo. Porque eles não percebem que os problemas não se resolvem com espectáculo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade, para sobreviver. E sobreviver para continuar a tomar conta do dinheiro do Estado, para pôr os amigos e negociar com os amigos (...) O Governo é esta família de Cancun. LC – Acha que essa é a diferença essencial que distingue hoje o PS do PSD? A doutora Manuela Ferreira Leite também tem essa visão. - Com certeza que tem. Qualquer pessoa com juízo tem. Não há nenhuma pessoa ponderada que não pense assim. Não sou eu. Manuela Ferreira Leite, Cavaco, toda a gente com juízo pensa isso, tirando José Sócrates e Mário Lino. LC – Preferia ver Manuela Ferreira Leite à frente do Governo em vez de José Sócrates? - Eu não preferia ver. A Manuela Ferreira Leite pode trazer à política uma coisa que é essencial, que é a seriedade. ARF – E já agora a verdade. - A verdade. Seriedade. Nós não temos seriedade na política. Isto é um espectáculo, uma aldrabice pegada. Manuela Ferreira Leite abre a boca e passado duas horas já estão duas pessoas a bater-lhe nas canelas. É o Santos Silva e o Pedro Silva Pereira. Eu nunca vi isso. Quando estive no Governo não tínhamos dois ministros para irem atacar os outros. O País está a ser gerido por medíocres.»

OS NÚMEROS

João Gonçalves 9 Mar 09


Para aliviar dos papagaios e dos ventríloquos do costume, Henrique Medina Carreira é entrevistado por Mário Crespo, às 21 horas, na SIC. Já sei que é tremendista e mais isto e mais aquilo. Mas o país em que estado é que está? Próspero? Feliz? Entregue a visionários "realistas"? Ou paralisado pela propaganda oficial e imbecilizado por direito próprio? Os números doem sempre, não doem?

Adenda: A entrevista aqui.

AS "SANTOLAS"

João Gonçalves 28 Jan 09

Descrição da "grande porca" ou a "grande porcaria" na versão do entrevistado. "Santolas" que vão andando até que alguém as esmague. Digo eu.

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