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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

E o resto?

João Gonçalves 27 Set 12

Na apresentação do livro de Carrilho, Eduardo Lourenço aludiu à propalada inutilidade da filosofia. E recordou Vieira de Almeida que, uma vez confrontado com esta ideia, perguntou: "e então o resto?" Olhamos para o mundo, olhamos para nós, olhamos para a "estupidez sistémica" e, de facto, perguntamo-nos: e o resto não é inútil?

A actualidade de Epicuro

João Gonçalves 7 Ago 12



«Na mesma semana, três revistas francesas destacaram a mesma personagem, duas dando-lhe a capa e outra várias páginas. Seria normal se a coincidência fosse causada pela actualidade - Marilyn, por exemplo, seria capa óbvia. Mas não, Le Nouvel Observateur, de esquerda, Le Point e Le Figaro Magazine, de direita, desencantaram a sua personagem no baú da Antiguidade: o filósofo grego Epicuro (341-270 a. C.). Para lá da bizarria de revistas generalistas se ocuparem em época estival de um filósofo antigo e não com "conheça as férias mais luxuosas dos nossos ricos", fica o mistério: porquê Epicuro? Se ainda fosse Epicuro "o filósofo do prazer", entendia-se logo o destaque dado neste clima de fim de Império que a Europa vive. "Bora beber o melhor vinho das ânforas antes qu'isto acabe e cheguem os bárbaros..." Acontece, porém, que as revistas desmontam o mito desse Epicuro, desvirtuado e caluniado nos séculos que se lhe seguiram como adepto de bacanais (e nessa desmontagem, a revista mais levezinha, Le Figaro Magazine, tem o melhor texto, na entrevista ao filósofo Michel Onfray). O epicurismo seria, isso sim, a felicidade procurada na serenidade e nos prazeres simples, via radical da libertação do indivíduo. Afinal, foi mesmo a actualidade - os noticiários que nos fazem sentir, hoje como nunca, impotentes e manipulados - que tornou Epicuro actual. »

 

Ferreira Fernandes, DN

O "CASO ZIZEK"

João Gonçalves 9 Ago 11


Concordo que o Bernard Henri-Lévy tem os seus momentos de cabotinismo, Carlos. Mas o Zizek parece-me que os tem com menos intervalos.

RANCIÈRE

João Gonçalves 14 Mar 11


Para quebrar a vulgaridade doméstica por uns instantes. «Je ne dis jamais ce qu'il faut faire ni comment le faire. J'essaie de redessiner la carte du pensable afin de lever les impossibles et les interdits qui se logent souvent au coeur même des pensées qui se veulent subversives.»

LÓGICA

João Gonçalves 28 Set 10


Wittgenstein não tinha meramente génio ou o sentido do dever do génio. Tinha dinheiro, era meticuloso e não suportava chatos: estúpidos ou intelectuais. Dava-se ao luxo de deambular, num "silêncio agitado" como um "animal selvagem", três horas seguidas diante de um Bertrand Russell perplexo e apaixonado por uma sujeita com um nome improvável (Ottoline), discorrendo. «É sobre lógica ou sobre os seus pecados que está para aí a falar?», perguntou-lhe o outro. «É sobre as duas coisas.» E com isto acordei. Tem lógica.

UM LIVRO

João Gonçalves 17 Set 10

«Um ensaio sobre acção, explicação e racionalidade.» Tudo, em tudo, o que faz falta.

DIZER OU NÃO DIZER

João Gonçalves 17 Nov 09


«Pode dizer-se em certas circunstâncias: "Enquanto falava, tive a sensação de que o dizia a ti." Mas eu não diria isto se estivesse a falar contigo.»

Wittgenstein, Investigações Filosóficas

COMO UMA DOENÇA

João Gonçalves 31 Out 09


«Um filósofo trata uma questão como uma doença.»

Wittgenstein, Investigações Filosóficas

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