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portugal dos pequeninos

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Quanto deve "medir" um Estado de direito?

João Gonçalves 21 Nov 13

Esta "honra nacional", decretada por Sampaio em 2004, nunca nos falha. Por que não, já agora, Bruxelas passar a definir, como faz para os preservativos ou para as alfaces, a "medida" tolerada pela Comissão do Estado de direito português? Depois admiram-se que mesmo a não esquerda acabe por ter de se "juntar" ao dr. Soares para não perder totalmente a vergonha de se ser português.

Limites à insolência

João Gonçalves 8 Abr 13

 

Confesso que me irritou ver um garoto qualquer, porta-voz da comissão europeia, a "dar ordens" ao país numa conferência de imprensa em Bruxelas. Se bem que a nossa soberania na ordem externa esteja diminuída por força das circunstâncias, mantemos a soberania na ordem interna. E devemos, sobretudo, manter um módico de dignidade. Malgré tout, apareceu o próprio dr. Barroso a temperar a insolência do seu funcionário. Todavia, episódios como este - ou a mensagem telefónica do senhor ministro das finanças alemão - não ajudam a reforçar a "Europa". E para haver duas ou três "europas, ", então mais vale não haver nenhuma.

UM CRETINO É UM CRETINO

João Gonçalves 11 Set 11


Para não passar tantas vezes por basbaque, o dr. Barroso, presidente da Comissão Europeia, devia convidar o cretino da foto a pedir a demissão.

A PASSO DE CARACOL

João Gonçalves 28 Jul 11


«O que na verdade se passa é que a Europa tem vivido num estado que Jean-Paul Fitoussi, no próprio dia da Cimeira, designou no Le Monde como «a paralisia da decisão». Paralisia que é acentuada pela diferença entre a crise financeira que se tem vivido, e a crise do euro que agora nos ameaça: é que enquanto o motor da primeira foi a cupidez, o da segunda é a virtude pública que se impôs com a visão austeritária da Europa e dos seus problemas. Com esta visão, consolidou-se a ideia absconsa que no futuro só há despesas e dívidas, não há receitas. O que, naturalmente, só pode levar ao aumento das taxas de juro e ao aperto do garrote sobre os devedores. É assim, explica J.-P Fitoussi, «que a especulação se revela auto-realizadora, produzindo as condições de insolvabilidade: alta das taxas de juro e, portanto, do serviço da dívida, aritmeticamente compensada por uma redução das despesas e um aumento dos impostos.» A especulação, acrescenta, não podia desejar melhor que esta política de impotência que, a pretexto das responsabilidades nacionais, tem gerado uma verdadeira irresponsabilidade europeia. É por isso bom perceber que, se finalmente nos afastámos um pouco desta irresponsabilidade com a última Cimeira Europeia, isso se fez todavia a passo de caracol.»

M. M. Carrilho, Contingências

A CAVERNA ESQUIZOFRÉNICA DA EUROPA

João Gonçalves 8 Jul 10

Face à «convergência objectiva de interesses" que, decerto, provocou grande reboliço nas ossadas de D. Afonso Henriques, do que é que o PR e o governo estão à espera para decretar luto nacional? A esquizofrenia interesseiro-patrioteira em torno da PT não é menos que Saramago. Ou é? E a PT vale agora mais que o Tratado de Lisboa que esses mesmos patrioteiros aplaudiram de pé. Ou não vale? Respondam lá.

BARROSO, AFINAL, VITAL

João Gonçalves 16 Jun 09

Vital Moreira ressuscitou provisoriamente ontem para dar conta do seu apoio a Durão Barroso. A Vital não bastou ter sido um mau candidato ao PE. Ainda não se sentou em Estrasburgo e já é "dito-por-não-dito". Em campanha, inspirado pelo glorioso ex-pai da pátria, Soares, não queria o mesmo Barroso que Sócrates já apoiara. Agora é isto. Bem aconselha Medeiros Ferreira: «Espere pelo início do mandato e pela chegada da proposta do Conselho ao PE para anunciar uma decisão. Não se precipite.» Coitado do Vital, sempre com Coimbra na lapela.

TEMOS HOMEM

João Gonçalves 11 Jun 09


Lembram-se da "velha Europa", o jargão do Bush filho e da sua azougada corte, a doméstica e a internacional? Pois a "velha Europa", agora representada pelas pessoas de Sarkozy e Merkl, "escolheu" hoje o dr. Barroso para um segundo mandato na Comissão Europeia. Ambos saíram reforçados das eleições europeias de domingo e até Sarkozy, que inicialmente estava renitente, agora apenas exige que Barroso, na véspera da eleição, apresente um "programa", presumivelmente um que agrade à "velha Europa". Isto é, a ele e à chanceler alemã. Nada que Barroso não saiba fazer com elegância e um bocadinho de "livro vermelho". Temos homem.

RECONDUÇÕES

João Gonçalves 8 Jun 09


Cavaco Silva forneceu hoje à nação o primeiro sinal de que pretende recandidatar-se. Ao defender com tanta veemência a recondução de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia, com a desculpa que isso é importante para Portugal, o Chefe de Estado estava mais preocupado em afastar um putativo concorrente do que em consagrar um português. Se há alguém no planeta que é só ele mesmo antes de ser português ou outra coisa qualquer, é Durão Barroso. E ninguém sabe isso como Cavaco. Estou com ele.

DE HONRA NACIONAL A COISA ESTRANHA

João Gonçalves 18 Abr 09


Por falar em Sampaio, reparo que um seu antigo conselheiro, numa crónica no Expresso, afirma ser "coisa estranha" a manutenção de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia. Recorde-se, porém, que em 2004, quando Barroso largou levianamente o governo com destino a Bruxelas, Sampaio - a quem o cronista prestava conselho "cultural" e político - achou a coisa uma "honra nacional" que acarinhou profusamente como Chefe de Estado. Por que é que o cronista conselheiro não o alertou na altura para a "estranheza" da coisa que agora lamenta?

ASSIM NÃO VÃO LÁ

João Gonçalves 16 Abr 09


Estive em Bruxelas a convite do PPE e, em particular, dos eurodeputados do PSD - e, dentro destes, do incansável Carlos Coelho - de visita ao Parlamento e à Comissão. Apesar da minha declaração de voto, considero-me um europeísta cada vez mais céptico. Sou contra o Tratado de Lisboa e ainda sou mais agreste em relação à circunstância de, ao contrário do que foi prometido (felizmente o tempo tem dado para perceber que somos dirigidos por gente com uma péssima relação com a verdade), aquele não ter sido referendado. Um referendo europeu a pretexto do Tratado (ou da "constituição europeia" que é o que ele verdadeiramente é) seria um bom passo para a tão inverosímil "aproximação" da Europa aos seus cidadãos e dos seus cidadãos à Europa em vez de esta ser olhada com desconfiança como um lugar cinzento onde se produz burocracia ininteligível e, tantas vezes, impraticável. Uma moeda única, por exemplo, não tem necessariamente de corresponder a um "pensamento único" ou a uma discussão "única". A Europa - mesmo, ou sobretudo, perante a presente crise - deve ser um espaço de negociação e jamais de "consensos" impostos. Por outro lado, os disparatados derradeiros alargamentos - longe da devida "digestão" e já há quem suspire pela Turquia, pela Albânia ou pela Ucrânia... - não auguram nada de positivo em termos da "coesão" retórica apregoada nas cimeiras já que a história mostra que haverá sempre várias "Europas" dentro da Europa. E, evidentemente, quem a pague e que não quer abdicar do "direito de pernada". Esta publicidade (aparentemente enganosa mas politicamente verdadeira e perigosa) é um símbolo freudiano daquilo que o funcionalismo bruxelense - refractário à escolha pública - pensa dos seus pobres concidadãos europeus. Assim não vão lá.

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