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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

JOCOSO E SARCÁSTICO

João Gonçalves 21 Dez 09


Mais uma pequena e simbólica vitória da liberdade de expressão sobre o pretenso delito de opinião, de vez em quando inventado pela língua de pau em vigor para sobreviver no seu inner circle. «Palavras jocosas e sarcásticas não têm potencialidade para difamar.»

A "PARTICIPANTE" CAPRICHOSA

João Gonçalves 24 Fev 09


Pedro Santana Lopes arrasa aquela intelectual lusa que começou a sua carreira político-mediática ainda na velha sede do PS, à Rua da Emenda, a ler jornais, e que ultimamente andou na RTP "caminhando" de braço dado com o dr. Soares pelas sete partidas do mundo dele.

«Sem dó e sem piedade é como se deve qualificar a falta de nível de um programa que dá, aos Sábados, na SIC, principalmente, da parte de uma participante. Muito raramente assisto, porque me faz impressão o ar doutoral com que algumas pessoas falam de quase tudo sem saberem quase nada (...). Há participantes desse debate que levam aquilo meio a brincar, o que parece ser a ideia inicial do programa. Mas aquele azedume, aquele mau estar com a vida, com tudo e com todos, mas, principalmente, quero crer, consigo própria, é intolerável. Não deve gostar de se ver ao espelho e até devemos respeitar isso: cada um pensa o que quer de si próprio. Agora, tempo de antena dado a quem é tão sectário, tão insultuoso, tão desagradável, é um desperdício. É que os outros, apesar de tudo, pensam, gritam debatem, riem. Ela odeia, é o eixo do ódio.»

Sucede que, quem se mete com a "participante", leva. Até processos em tribunal. Pedro Santana Lopes, no entanto, concedeu-lhe um dia o benefício da dúvida e ela não recusou. Foi directora da Casa Fernando Pessoa onde, apesar da empáfia, não deixou recordações. Fora esse "lamentável incidente", é "sistémica" e PS friendly ou, mais propriamente, Soares friendly o que, para o regime, constitui biografia. Como uma vez lhe disse, PSL, tem de ser mais exigente na escolha dos seus amigos. Gente desta, caprichosa, só gosta dela mesma.

Adenda: PSL também se "admira" pelo facto de nenhum jornalista do semanário Sol ser paineleiro televisivo. Não queria mais nada...

O CAMINHO DELES

João Gonçalves 23 Dez 07


Entre intervalos dos episódios do CSI, apercebi-me que o dr. Soares e a D. Ferreira Alves lá iam, na passada quinta-feira, "caminhando" à nossa custa, na RTP, pelos locais mais desvairados, com os comentários mais despropositados e com as banalidades mais requentadas. O dr. Soares é um político, não é um pensador e, muito menos, um filósofo. Aliás, a sua "filosofia" ficou imortalizada naqueles três volumes de entrevista feita por Maria João Avillez com esta pérola: "o que me interessa é levar a água ao meu moinho." E Ferreira Alves é muito pouco ou quase nada. Alberto Gonçalves, no DN, assistiu penosamente a tudo. Com a devida vénia, reproduzo. (Foto: Kaos)

«Primeira cena. Mário Soares e Clara Ferreira Alves no interior dos Jerónimos. Falam sobre religião. O dr. Soares diz que a religião "tem uma força", mas apressa-se a inventariar os seus limites. A dra. Clara, inclinada, ri-se: "Não ousa dizer que os deuses são os homens..." O dr. Soares não ousa, embora lembre que "o homem é a medida de todas as coisas" e que "o que temos descoberto nestas últimas duas décadas é extraordinário". Segunda cena. Sinagoga de Lisboa. O dr. Soares, de solidéu, acha que "a religião judaica é extremamente importante" e recorda que foi o primeiro chefe de Estado europeu a pedir desculpa aos judeus. A dra. Clara introduz na conversa Israel e o Médio Oriente e informa que viajou duas vezes com o dr. Soares a Jerusalém. Terceira cena. Mesquita e Catedral de Córdoba. O dr. Soares desfia inocentemente os mitos acerca da tolerância do "Al-Andalus" e exorta ao fim das guerras religiosas. Depois, numa análise mais profunda, revela que os terroristas são seres humanos e que o Ocidente "deve desarmá-los com a bondade" (sic). Quarta cena. Mesquita de Lisboa. A dra. Clara enverga um lenço muçulmano. O dr. Soares explica que Bush, "um flagelo", "incendiou o Médio Oriente e criou um conflito entre o Islão e o mundo cristão." Quinta cena. Sinagoga de Lisboa. O dr. Soares confessa que seguiu a filosofia grega e o direito romano. E que não foi "tocado pela fé". A dra. Clara concorda com um aceno. O dr. Soares cita Julia Kristeva (uma referência seríssima) a propósito da "necessidade de acreditar". A dra. Clara interrompe para decretar o dr. Soares "um iluminista que não foi iluminado pelo divino" e ri-se com o engenhoso trocadilho. O dr. Soares resume: "Sou filho da Revolução Francesa..." E a dra. Clara, que aqui estranhamente não ri, completa: "... e dos direitos do homem". Isto prossegue por outros vinte minutos. Isto é O Caminho Faz-se Caminhando, a série mensal do dr. Soares e da dra. Clara que a RTP transmite. O normal seria imitar a dra. Clara e acrescentar: "... e que o contribuinte paga". Não vou por aí. O Caminho... eu pago com gosto. É verdade que sem gosto também pagaria, mas esse não é o ponto.»

SEM EMENDA

João Gonçalves 11 Nov 07

Depois de empregada de Santana Lopes na Casa Fernando Pessoa, Clara Ferreira Alves descobriu agora que o homem "não estuda, não se prepara, não sabe decidir". Depois de ter estado à beira de dirigir o DN pela mão dos "santanistas" de 2004 - nestas coisas convém sempre lembrar a data -, Clarinha revela que, afinal, o homem não serve para nada. Talvez por causa desta "plasticidade", o PS, através da RTP, decidiu recuperar esta velha camarada da Rua da Emenda para fazer de Júlia Pinheiro do dr. Mário Soares no programa que este irá protagonizar na televisão pública. Este retrato mantém-se. Não tem emenda.

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