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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

ENGRAÇADISMO NACIONAL

João Gonçalves 10 Set 09



Fui tartamudeando este post do Francisco Almeida Leite na esperança de que a "noção do rídiculo" se aplicasse aos engraçadinhos "gato fedorento". Enganei-me, claro. Os cartazes dos moços que ontem vi espalhados por Lisboa elucidaram-me acerca do exercício. Apenas mais idiocia e nacional-porreirismo. We are the world, we are the chidren. Força.

"TWITTER" OU A DERROTA DO PENSAMENTO

João Gonçalves 20 Ago 09


O "twitter", afinal, pode ser um ringue de boxe virtual. Até o mais insuspeito dos académicos portugueses (que acumula, pelos vistos, com a condição de marialva primitivo) o usa para propósitos nada académicos. Esta revelação da Maria João Marques é um extraordinário "fresco". E não apenas sobre Nogueira Leite. É por estas e por outras que não aprecio estas artes. Têm demasiados momentos nos quais, em apenas 140 caracteres, o ridículo triunfa sobre o pensamento.

Adenda: Pergunta-me o Nuno, com manifesta razão, quem é Nogueira Leite. Na realidade, é este ilustre membro da academia nacional. Politicamente é o mesmo que falar de Passos Coelho e dos seus amiguinhos amestrados, gente que prefere apoucar Ferreira Leite a escrutinar frontalmente o admirável líder de quem mais parecem vulgares toupeiras.

COMO NÃO?

João Gonçalves 20 Mai 09



«Comment, lorsqu'on est attaché à la promesse moderne de ne laisser personne à la porte du monde hérité, ne pas être anti-moderne?»

Alain Finkielkraut, Nous autres, modernes


Clip: Bach, Suite N° 3, BWV 1068, 2º andamento.The Amsterdam Baroque Orchestra.Tom Koopman.

ANTIGOS E MODERNOS, MODERNOS E ANTIGOS

João Gonçalves 16 Abr 09



«O esforço na modernidade é individual, restando-nos preservar a única coisa que nos pertence: a nossa vida, cuja elevação parece possível através da concretização de preocupações tão antigas como o despojamento do que é mundano, trivial, superficial e, por tudo isso, desgastante.»

Carla Hilário Quevedo

COITADINHOS

João Gonçalves 13 Jan 09

Armando Vara ou Pitta again (sempre?). O bacanal "ronaldiano" na televisão visto por João Tordo e por Medeiros Ferreira. É espantoso como MF ainda leva a sério a sra. D. Campos Ferreira e, pior do que isso, parece conformado com o processo de idiotização geral. We are the world, we are the children.

LIBERAIS DE SOFÁ

João Gonçalves 21 Set 08


Por causa da crise financeira mundial, os "liberais" apareceram em força. Não há praticamente ninguém que não seja "liberal". Todos nos explicam invariavelmente que o problema não é do capitalismo, essa maravilhosa invenção "libertadora" que domina o mundo de Nova Iorque a Pequim, de Luanda à Cova da Moura. Aliás, não foi o capitalismo que se "estragou". As pessoas, essas gananciosas - no fundo aquilo que devia justificar o liberalismo a sério -, é que o estragaram quando o capitalismo acenou com a cenoura do crédito até para comprar cuecas, e elas a comeram. Mesmo os partidos socialistas são, no essencial, "liberais". Sócrates, por exemplo, não pára de descerrar lápides e de lançar pedras em futuros empreendimentos de origem "capitalista" ou, mesmo, provenientes desse grande denominador comum da economia nacional chamado Angola, um virtuoso "modelo" de liberalismo africano. O aborto, o divórcio, o "cartão único", a gasolina, o dr. Pinho, Luís Delgado, Resendes, Rogeiro, Câncio, Daniel Oliveira, Marques Lopes, Passos Coelho, Chávez ou o sr. César aí estão para provar que somos mais "liberais" que o próprio D. Pedro. Os jornais e as televisões são "liberais". Num dia "enterram" alguém e no dia seguinte já o estão a "levantar". Qualquer media tem os melhores "explicadores liberais" do país à disposição para dizerem hoje o contrário do que disseram a semana passada, etc., etc. E a blogosfera, então, é o verdadeiro "campo de trigo" do liberalismo. Como é que o país não é um oásis de liberdade e de liberalismo, seja a que nível for, quando, do chefe do governo, ao derradeiro comentarista, todos são liberais ? É que, sendo isto um país periférico e pobre, é fácil ser-se "liberal" de sofá. Aliás, a maior parte desta gente é paga pelo Estado - em institutos públicos, universidades e outros organismos "oficiais" - para, entre outras coisas, praticar este original "onanismo liberal". De sofá. O "mercado" - que Sócrates inaugura dia sim dia não - também não é dele, mas ele apresenta-se, sem vergonha, ao lado dos donos do referido "mercado" para criar a ilusão de que a "esquerda moderna" é tão ou mais "liberal" do que os que que se dizem de direita. O "liberalismo" à portuguesa não passa de um exercício intelectual menos sofisticado que o "sodoku". Uns fingem que são liberais - de esquerda, de direita ou de nada - e outros fingem que acreditam. Não entra um átomo de "realidade" na equação destes jogos florais do regime. Está tudo bem assim e não podia ser de outra maneira, como diria o único que nunca se preocupou em se "travestir" de liberal e que se chamava Salazar. O único que nos conhecia.

QUE LUGAR?

João Gonçalves 1 Set 08


Com o aproximar das aulas, regressa inevitavelmente a "banda larga" e o mentido "plano tecnológico". Lá onde a escola representava a conquista da raridade (Finkielkraut), instala-se agora a Internet, «o perigo que corre a liberdade quando se pode conservar o traço seja do que for, mas é também o perigo que fazemos correr aos outros e a nós próprios quando gozamos de uma liberdade sem limites.» Continuo com Finkielkraut. «Apresentam-nos a Internet como um magnífico instrumento de informação e de comunicação, mas para quê tanta informação, tanta comunicação? E o lugar para o resto - para tudo o que na nossa vida não depende nem da informação nem da comunicação? Que lugar fica para a contemplação? Que lugar para a admiração? Que lugar para a ruminação? Que lugar para a solidão? (...) A Internet favorece a constituição e a afirmação plena de um indivíduo prazo-zero, que não concebe a realidade a não ser como maleabilidade. Será particularmente difícil converter a criança mimada ao pensamento dos limites ou ao sentido da medida.»

A DERROTA DO PENSAMENTO

João Gonçalves 12 Jul 08


Os inventores das "novas oportunidades" têm aqui a ocasião de criar mais um cursinho "técnico-profissional". We are the world, we the children.

A DERROTA DO PENSAMENTO

João Gonçalves 27 Mai 08

«Sempre que Portugal está numa dificuldade maior são chamados à televisão os especialistas da morte assistida...» (Medeiros Ferreira). Pena é que pessoas como o JMF ou o JPP andem entretidos com o festival da eurovisão e com Marte, respectivamente, como se estivéssemos no paraíso entre palhaços ricos e pobres. A "derrota do pensamento" espreita onde menos se espera.

A DERROTA DO PENSAMENTO

João Gonçalves 27 Set 07

O episódio Pedro Santana Lopes/SIC Notícias, com o sr. Mourinho e as suas malas pelo meio por causa dos "critérios editoriais", é apenas mais um episódio da derrota do pensamento em curso, aqui e um pouco por todo o mundo. Na Polónia, por exemplo, umas putas quaisquer concorrem à eleição, com o aplauso da Europa bruxelense, e qualquer dia ainda "descobrem" que os gémeos, afinal, eram artistas de circo e nunca foram eleitos. Nos EUA, riram-se às escâncaras do presidente do Irão, um pequeno louco perigoso, sem medirem as consequências do gesto e até ao dia em que apanharem com um míssil dele nos cornos. Tudo serve para acentuar a infantilização assassina que nos assola como uma praga a partir do Estado, do mundo, dos "media" e da "sociedade civil". Antes de Santana Lopes, a jornalista Lourenço - se fosse comigo tinha levado uma bofetada em directo naquele focinho aparvalhado - entrevistara dois paquidermes que jogam râguebi, de cujas boquinhas só brotaram disparates e banalidades. Já não se trata de o mundo estar simplesmente perigoso, oco, mal frequentado e insuportável. Trata-se de vivermos dentro de uma sociedade global de cretinos e de não sabermos como nos vermos livres deles.

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