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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O cordeiro de César

João Gonçalves 2 Jul 12

Aprecio ver um amigo de sempre a crer no pai natal desta vez sem barbas brancas. Em Outubro.

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Os detalhes do diabo

João Gonçalves 19 Jun 12

O Tribunal de Contas pronunciou-se de novo sobre as contas regionais da Madeira e dos Açores. Por motivos distitintos, os resultados não pareem brilhantes. A Madeira, se tudo fosse levado a sério, podia deixar de receber fundos continentais e nos Açores aparentemente o governo regional de partida apreciava viajar sem preocupações. As autonomias regionais são, como se costuma dizer, uma conquista da democracia. Quanto mais autónomos, maior é a democracia para usar um silogismo simples. Mas as democracias autonómicas funcionam literalmente como ilhas na democracia. Interessa o resultado, não importa o "como". Gosto muito da Madeira e dos Açores - pessoas, paisagens, a água do mar, a simpatia das vacas. Todavia, é preciso que os governos regionais - as populações não têm culpa dos delírios majestáticos que pastoreiam as onze ilhas dos dois arquipélagos - percebam de uma vez por todas que a solidariedade nacional não é um jargão para colocar na lapela dos comícios locais. Não é apenas de cá para lá. É em todo o lado mesmo naqueles lados rodeados de mar por todo o lado. Independentemente das qualidades dos homens (apesar de tudo prefiro a inteligência emotiva de Jardim à empáfia socrática de César), é perigoso juntar ao passado o passivo. Há dias, no Correio da Manhã, Eduardo Cintra Torres "descrevia" a RTP Açores. Em certo sentido, é um retrato deste passado e deste passivo através do microcosmo de um dos dois centros regionais de televisão que, precisamente, são um exemplo do "de cá para lá" sem mais. É que o diabo, como lhe compete, está sempre nos detalhes.

Bom tempo no canal

João Gonçalves 8 Mai 12

Acabei de ver e ouvir Berta Cabral numa entrevista com Mário Crespo. Berta Cabral é presidente da Câmara de Ponta Delgada e candidata à presidência do Governo Regional dos Açores. É uma mulher a todos os títulos notável e uma combatente de primeira água. Augura finalmente, e a partir de Outubro, bom tempo no canal.

DO CHÁ AO GOLFE

João Gonçalves 13 Out 11

Na imagem, o meu chá verde preferido. Neste texto do Correio dos Açores, outro tipo de "chá". Ou da falta dele.

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GESTO DE CORTESIA

João Gonçalves 9 Out 11

Medeiros Ferreira, insuspeito para o efeito, discorre aqui sobre a melhor decisão política de Carlos César em dezasseis anos de presidência do Governo Regional dos Açores. Um belo gesto de cortesia. A de Medeiros em relação a César, evidentemente.

UM PATRIOTA

João Gonçalves 8 Abr 11

O César açoriano, mesmo nas actuais circunstâncias, continua a desafiar a unidade nacional. Desta vez alargou a "remuneração compensatória" dos funcionários regionais às empresas públicas regionais como fórmula chico-esperta de contornar os cortes salariais em vigor. Um patriota, este pequenino déspota local. E uma prova viva do estado a que isto chegou.

A ILHA CESARISTA

João Gonçalves 27 Jan 11

Marques Mendes denunciou na tvi24 mais umas "tiradas" cesaristas nos Açores. Autarquias e outras entidades públicas (empresas) ficam fora dos cortes salariais no Estado decretados a nível nacional. No primeiro caso, trata-se de um diploma regional que se preparam para aprovar apenas com a oposição do PSD. Para além de inconstitucional, a coisa é amoral. Mas de um Carlos César e respectivos acólitos localistas o que é que se pode esperar?

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SEM DESCULPAS

João Gonçalves 26 Jan 10

Um pouco na sequência do post anterior, constata-se que o CDS, sempre na peugada do PSD (e do governo), também vai apresentar duas tretas quaisquer sobre a lei das finanças regionais. Pela voz da dra. Cristas (a nova Teresa Caeiro do dr. Portas em versão quinhentas vezes mais ambiciosa), ficou a saber-se que «pensamos (pensa ela) que não são devidos à Madeira quaisquer montantes a título retroactivo.» Por acaso pensa mal mas alguém lhe explicará porquê. Depois, como ganharam uns votinhos nos Açores, a dra. Cristas quer «que os Açores não fiquem prejudicados com qualquer alteração legislativa» e, à falta de uma "iniciativa", junta duas para a gente não se esquecer que existem. Todavia, insuflar a questão "finanças regionais" nesta altura do campeonato - seja por causa da Madeira, seja por causa dos Açores - é um manifesto disparate que o país não entenderia e que Sócrates iria explorar à exaustão. Nunca pensei escrever isto, mas deixem-no trabalhar sem desculpas.

O BAILINHO

João Gonçalves 8 Set 09



Quando se fala - em permanente estado de má-fé ignorante de quem nunca lá colocou os pés - de Jardim (até o beto Silveira foi retirado ao jazigo de família para debitar umas trivialidades "correctas" sobre o assunto), esquecem-se que existe um César nos Açores. Pequenino, mas césar. Todavia, ambos - César e Jardim - foram escolhidos pelo "povo". Jardim, aliás, há mais de trinta anos com sucessos palpáveis elogiados publicamente pelo socialista açoriano Jaime Gama que, imagino, perceberá qualquer coisa de regiões autónomas e de democracia. Não gosto de César nem um bocadinho. Mas vou "bater" no povo dos Açores por causa da legitimidade política que lhe deu? Não sejam tão previsivelmente imbecis.

Clip: Amália Rodrigues, "Bailinho da Madeira". Orquestração de Jorge Palma.

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