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"Os tempos são ligeiros e nós pesados porque nos sobram recordações". Agustina Bessa-Luís
João Gonçalves 5 Fev 13

Com o Manuel Falcão. «Digo sem problemas que, neste momento, em Lisboa, não tenho em quem votar. Se surgisse algum candidato independente com um discurso de ruptura com os interesses instalados e que pensasse no desenvolvimento da cidade e do seu bem estar, não hesitaria em lhe dar o meu apoio. Um candidato que não fosse politicamente correcto mas tivesse a coragem de melhorar a cidade teria o meu voto. Não me apetece votar numa eleição que está condenada a ser uma peça da disputa nacional e interna dos partidos, com dois candidatos que encaram a cidade como um meio e não um fim.»
João Gonçalves 3 Fev 13

Ao parecer - e em política, como dizia o outro, o que parece, é - mais um pusilânime à coca das melhores expectativas e oportunidades, António Costa arrisca-se a perder o partido e a câmara. Relativamente ao partido, estou-me nas tintas para essa miserável conversa de porteiras sem um pingo de nível. Mas quanto a Lisboa, a minha cidade, a coisa fia mais fino. Costa prodigalizou na capital uma espécie de proto-mandato autárquico. Delegou praticamente tudo nos seus improváveis vereadores, não prestou grande atenção à cidade a não ser em pequenos aspectos "emblemáticos" para aparecer e, finalmente, como bom tacticista que é, "deixou" chumbar o orçamento da câmara pela oposição que não viu que, mantendo-se o de 2012 (maior), Costa tem uns meses para se exibir como recandidato "obreirista" e com um módico de "desígnio" que foi algo que nunca conseguiu verdadeiramente desenvolver até agora (Lisboa, como ideia de cidade, é uma treta). Como opositor a este estado da arte, dois partidos, o PSD e o CDS, decidiram apresentar o dr. Seara, conhecido comentador desportivo e ainda presidente da câmara de Sintra. Não sei o que é que os munícipes de Sintra e arrabaldes pensam dos mandatos autárquicos de Seara nem, francamente, me interessa. Todavia, e como tenho reclamado no Facebook, interessa-me saber o que é que Pedro Santana Lopes, de quem fui apoiante em 2009, pensa disto tudo. Porque não julgo que Seara "una" a direita e o centro-direita contra Costa (começou logo mal com "piadas" - algo para que tem jeito - sobre a vida interna do PS) a não ser pelo lado "desportivo-televisivo" da sua personalidade o que não é propriamente nem entusiasmante nem um elogio. Neste contexto, pode aparecer um "Rui Moreira" em Lisboa mesmo com o CDS "oficial" encafuado em Seara? Parafraseando um dito muito glosado, ai pode pode.
João Gonçalves 30 Nov 12
A dona do quiosque onde compro jornais e revistas abordou-me, julgando que eu pertencia à CML, para me dizer que "fiscais" da dita estiveram lá dando nota que passava a ser vedado aos quiosques manterem bancas exteriores contíguas aos quiosques. A exiguidade dos quiosques obriga à existência dessas bancas que, no caso concreto, não perturbam a circulação pedonal. Com tanta porcaria para tratar na cidade, as bancas dos quiosques de jornais serão porventura prioritárias? Ou a piroseira das "decorações" natalícias?
João Gonçalves 17 Nov 12

João Gonçalves 31 Out 12

O sr. Sá Fernandes, mais um profeta que entrou na CML para nossa eterna infelicidade (veja-se a irredemível estupidez dos circuitos das ciclovias), quer agora acabar com os graffiti em 2013. Entretanto, inventaram - a câmara - mais uma taxa, desta vez de conservação de esgotos, que acabei de pagar. Com a cidade permanentemente esventrada, suja, a cheiral mal, com um trânsito esquizofrénico, a "prioridade" deste alucinado é acabar com os graffiti e ajudar a inventar taxas (como se não bastasse o fatal IMI). Não haverá nenhum criativo que exiba este monumental embuste num graffiti inapagável?
Foto: streetfilles.org.
João Gonçalves 1 Jun 12
Há uma semana saí no metro do Terreiro do Paço. A Praça do Comércio, para variar, estava esventrada o que parece ser a sua condição natural desde os tempos do senhor eng.º Cravinho. Agora anuncia-se um picnicão que junta couves, porcos, vacas, o Continente, a RTP, Tony Carreira e, eventualmente, uma ministra. A Praça do Comércio não é propriamente um local sagrado. Mas não deve ser transformado num locus infectus.
João Gonçalves 20 Mar 12
João Gonçalves 26 Fev 12
Hoje, já sentado (e com o som e a imagem de Placido Domingo, James Morris e Renée Fleming no Otello de Verdi), leio mais uns quantos jornais em papel e online. Num deles, um artigo de opinião de um historiador de arquitectura, António Sérgio Rosa de Carvalho. E vejo lá expostas duas questões interessantes. «Em primeiro lugar, a decisão arbitrária de construir um novo Museu dos Coches, optando-se por um grande nome da arquitectura, que produziu um edifício caríssimo já em plena crise económica, desnecessário e inadequado para a sua função.» Depois, «em segundo lugar, o então secretário de Estado da Cultura, Summavielle, determinou a retirada da lista de 946 monumentos em vias de classificação assumindo assim, não-oficialmente, a incapacidade do Estado de proteger o património nacional.» Isto porque na sua opinião, «o universo do património cultural foi perturbado por uma sucessão de graves acontecimentos, que infelizmente, vieram ilustrar sérias deficiências de programa, visão estratégica e gestão.» Sobre os Coches, partilho a perplexidade do autor. Um trambolho daqueles não tem a menor justificação ética ou estética. Relativamente à alegada "incapacidade do Estado de proteger o património nacional" já não o acompanho. Há que confiar na nova direcção-geral do património nacional e dar tempo ao tempo. E ao novo director-geral.
João Gonçalves 6 Fev 12
João Gonçalves 26 Jan 12

«Informa a comunicação social que encerrarão, dentro de dias, a Livraria Portugal (na Rua do Carmo), velha de 70 anos, e a Ourivesaria Aliança (na Rua Garrett), quase a completar 80 anos. A pouco e pouco, o Chiado, que foi o centro chique de Lisboa, vai-se desmoronando, aliás como toda a Baixa pombalina. A abertura arbitrária de grandes superfícies comerciais, fruto de um provincianismo parolo e de uma inconfessável concupiscência, dera o primeiro golpe no comércio do centro da cidade. Depois, o incêndio do Chiado, em 1988, devido a causas naturais, ou a fogo posto (o que nunca foi devidamente esclarecido) foi mais uma importante contribuição para a decadência da zona, até pelo tempo que levou a proceder-se à reconstrução dos imóveis destruídos ou danificados. Também a reconstituição dos edifícios, devido à traça gélida de Siza Vieira (oportunísticamente convidado por Nuno Abecasis para o efeito) em nada ajudou à recuperação do local. Não se pretenderia a reconstituição original mas as linhas de Siza têm, em minha opinião (e apesar dos prémios recebidos, o que nada me impressiona) o dom de afugentar as pessoas.»
Primeiro tem de me explicar o que é isso do “desta...
obviamente nao é culpa do autor ter sido escolhi...
Estou de acordo. Há questões em que cada macaco se...
Fui soldado PE 2 turno de 1986, estive na recruta ...
Então António de Araújo foi afastado do Expresso p...