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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

OLHAR PARA A FRENTE

João Gonçalves 4 Jun 10


Medeiros Ferreira, com indisputável brilho, acabou de explicar na SICN que o PS não está condenado a ser um partido albanês. E como Alegre, que tanta bravata retórica alimentou contra essa albanização, acaba pateticamente refém da única coisa que o distinguia de um Sócrates no qual, há apenas escassas horas, descobriu "ética" e "convicções": ter estado seis anos contra ele.

A EVOLUÇÃO DA BARBA

João Gonçalves 31 Out 09

Há sempre, no Medeiros Ferreira, uma encantadora desmesura insular. Com a mesma tranquilidade com que defendeu a terceira candidatura presidencial de Soares, agora dispõe-se argumentar a favor da de Francisco Assis. É a vantagem de o conhecer, ao Medeiros, há trinta anos quando, justamente, eu ainda me preparava para ter barba.

FORMA DE VIDA

João Gonçalves 11 Jul 09

... inteligente no PS. São tão escassas que convinha prestar-lhes mais atenção. O interesse nem sequer é meu. Bem pelo contrário.

UM REFORMADOR PERMANENTE

João Gonçalves 18 Jun 09

Até ao 7 de Junho Sócrates desconhecia a figura da opinião pública e está agora a "esforçar-se" para a conhecer, disse Medeiros Ferreira numa entrevista seriamente divertida a Mário Crespo. O PS se quiser salvar-se - sobretudo no pós-Sócrates e após varrer de cena os medíocres sub- Sócrates que pululam na elite do partido - deve dar mais atenção a socialistas como Medeiros Ferreira, um reformador permanente.

OS NOSSOS

João Gonçalves 12 Fev 09

«Havia muita gente escondida debaixo da mesa quando Ramalho Eanes se ergueu contra o medo por dever não administrativo. Fê-lo com serenidade, conta, peso e medida. Não esmagou ninguém com a sua coragem pessoal e política. Muitos heróis só apareceram depois. Tem-se remetido a um silêncio que sugere um exílio interior perante tantos talentos à solta. Foi ontem ao Instituto de Defesa Nacional fazer uma conferência sobre estratégia nacional e achou oportuno denunciar um medo difuso que encontra na sociedade portuguesa.Tenho a certeza que se Ramalho Eanes um dia achar insuportável a situação o dirá com todas as letras.» Escreve o José Medeiros Ferreira. E também tenho a certeza que o José Medeiros Ferreira fará exactamente a mesma coisa nesse caso.

UM AÇORIANO

João Gonçalves 19 Out 08


Nesse "jogo de expectativas e de decepções" que é a política - ouço-o da boca de Manuel Maria Carrilho - constato (quem é que nunca constatou?) que dela também não faz parte a gratidão. Fernando Madaíl, no Diário de Notícias, dedicou um artigo a "uma dúzia de açorianos que mudaram Portugal". Dos políticos, digamos assim, contemporâneos, Madaíl seleccionou apenas dois e monótonos: Mota Amaral e Jaime Gama. Isto no meio do Antero, de Nemésio, de Natália Correia, do futebolista Pauleta ou do músico Nuno Bettencourt. Com o devido respeito, creio que o jornalista se esqueceu de outro português nascido nos Açores a quem o país deve, no cargo então desempenhado de ministro dos negócios estrangeiros, o pedido formal de adesão à CEE. Chama-se José Medeiros Ferreira e apesar de ser um "homem de partido", como os outros dois, ao contrário deles manteve sempre uma liberdade de acção que lhe facultou um registo muito próprio e independente nos últimos trinta e quatro anos de vida pública. O que verdadeiramente obrigou a "mudar" Portugal foi esse gesto fundador "europeísta", inscrito no "código genético" do actual regime, independentemente dos juízos que se façam da evolução posterior, cá dentro e na Europa. Sem ela, no entanto, seríamos hoje seguramente ainda mais periféricos e absurdos do que já somos. Neste sentido, Medeiros Ferreira também é um açoriano que "mudou" Portugal.

24 HORAS NA VIDA DE UMA MULHER

João Gonçalves 17 Jun 08

José Medeiros Ferreira esteve a ler Ferreira Leite. É a prova viva de que há homens que, apesar das aparências, não pensam em futebol 24 horas por dia.

CONVERSA ACABADA

João Gonçalves 13 Fev 08

Às 18.30, na Casa Fernando Pessoa, Medeiros Ferreira fala dos "livros que não esqueceu". Ainda é uma iniciativa do Francisco José Viegas e um bom pretexto para me despedir do 16 da Coelho da Rocha, a partir de sexta-feira nas mãos desta senhora.

TENTAR EXPLICAR...

João Gonçalves 18 Out 07

... o que se está a passar no conselho europeu de Lisboa, sem a retórica habitual e "neutral", foi o que José Medeiros Ferreira fez com Mário Crespo na SIC-Notícias. Não percebi o destemperado ataque de Miguel Sousa Tavares, no último Expresso, ao MNE que solicitou a adesão à então Comunidade Europeia nos anos setenta. Ou Sousa Tavares, contrariando pergaminhos familiares e os seus próprios, já desistiu de ser uma "voz incómoda" e consola-se em ser um mediano escritor rendido à "determinação socrática"?

A CONVERSA

João Gonçalves 29 Jun 07


Ao fim do dia de ontem, no meio de uma paisagem "silenciosa e estática" na Caloura, em São Miguel, escutava - porque não o via, a sala já estava cheia quando cheguei - José Medeiros Ferreira. Ia a meio da apresentação do livro do seu conterrâneo Daniel de Sá, O pastor das casas mortas (Veraçor Editores). De repente lembrou-se de mencionar o filme absoluto sobre a impossibilidade do amor, Esplendor na Relva, qualquer coisa a que, anos mais tarde, Marguerite Duras viria a apelidar de "luto do amor". Todo o amor é luto do amor, escrevia a Duras, para ser preciso. E Medeiros Ferreira falou desse filme, do livro e do "amor na hora certa". No filme - não li este livro - os dois protagonistas voltam a encontrar-se, anos depois da passagem da "hora certa" que falharam. Eram eles, os mesmos, sem o sentimento. O sentimento deixara de existir. Ficara apenas a recordação, o luto do amor. Sim, o amor também pode ser isto, "o pastor das casas mortas". Depois falámos das liberdades públicas à luz do fabuloso crepúsculo açoriano. Mas essa é a conversa para os próximos meses. Infelizmente.

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