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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

MULHER-FURACÃO - 2

João Gonçalves 7 Set 08

O meu amigo JPP, como eu, aliás, não gosta das "jotas". Todavia, ontem à noite, como nos bons velhos tempos (só que, agora, ao lado da "boa senhora"), arrastou-se militantemente a Castelo de Vide para "leccionar". Sabe - tão bem como eu - que, para aquelas jovens almas ambiciosas e nulas, é letra-morta. Os "ídolos" deles não vêm em velhos livros coçados pelo tempo. São-lhes fornecidos pelos "jornais de economia" e pela televisão. "Competitividade" e "mérito" significa, para eles, espetar a faca no dorso do concorrente mais próximo, um "lugar" e chegar, por exemplo, a Dias Loureiro. Numa coisa acompanho JPP. No meio de tanto papagaio e de uma colossal máquina de propaganda oficial que mais parece uma permanente abertura de jogos olímpicos chineses, "falar" dever ser a excepção e não a regra. Ferreira Leite fez mais um diagnóstico. Bem feito, naturalmente. Sobretudo porque recordou - os papagaios escondem isto permanentemente - que, em quase treze anos (catorze em 2009), mais de dez são poder PS, primeiro com o bonzinho do alto comissário (com Sócrates sempre ao lado) e depois, em maioria, com o "menino de ouro". E que, apesar de socialistas e laicos, estes rapazes possuem uma cultura de absolutismo democrático incompatível com "diferença" e crítica. Ferreira Leite também disse que a política portuguesa vive num "círculo vicioso". Sucede que o partido dela também vive disso. Do regime, no fundo. Daquilo para que os jovens amestrados de Carlos Coelho, afinal, se estão a preparar.

8 comentários

De Anónimo a 07.09.2008 às 18:43

O PASSADO DA DRA MFL - ESTAMOS CONVERSADOS

O deputado socialista João Cravinho fez a intervenção mais dura do debate de ontem, na presença de Manuela Ferreira Leite, denunciando que o Governo, ao tornar-se “especulador imobiliário” na venda da Quinta da Falagueira, contraria o que definia no seu programa eleitoral, ou seja, o princípio de que o Estado devia diminuir o seu peso na actividade económica.
Mas as críticas do ex-ministro do PS não se ficaram por aqui. Para Cravinho, a venda da Falagueira pelo Estado ao próprio Estado “deu uma ajuda importantíssima à corrupção”.
O parlamentar do GP/PS criticou também a atitude do primeiro-ministro ao usufruir de umas férias no Brasil oferecidas pelo empresário João Pereira Coutinho, sublinhando que “até Marcelo Rebelo de Sousa disse ser uma imprudência” a actuação do chefe de Governo.
João Cravinho considerou que Durão Barroso não deve repetir tal comportamento e sustentou que, tendo funções públicas, o primeiro-ministro “deve ser prudente”, prevenindo que a “má fé tenha campo livre” e que se levantem suspeitas.
Criticado injustamente pelo PSD por ter usado da palavra para proferir acusações enquanto presidente da Comissão Parlamentar de Economia, Cravinho pediu ao deputado da maioria António Preto que assumisse a condução dos trabalhos, respondendo às interpelações já na qualidade de deputado e sugerindo ao PSD que pedisse a sua demissão.
Foi neste acalorado contexto de discussão que Manuela Ferreira Leite tentou desdramatizar o polémico caso das alienações do património público, mas sobre o papel de especulador imobiliário assumido pelo Executivo, a ministra pouco disse, recusando apenas tal epíteto.
Recorde-se que, a semana passada, o líder dos deputados socialistas subscreveu um requerimento em que se considerava “urgente” que o Governo comunicasse à Assembleia da República a “lista integral e pormenorizada” de todos os tipos de alienações realizadas pelo Ministério das Finanças.
No caso específico da Quinta de Falagueira, na Amadora, um outro requerimento, desta feita assinado pelo deputado socialista Miguel Coelho, exigia que Manuela Ferreira Leite fosse à Comissão Parlamentar de Economia explicar os contornos da venda.
A par do pedido de audição da ministra, os socialistas exigiam que Ferreira Leite prestasse também esclarecimentos sobre as condições em que foi realizado o negócio, “a quem foi vendido” o terreno e “por que valor”.
Dada a natureza do imóvel em questão, os deputados do PS consideraram necessário salvaguardar “o conjunto de investimentos com a construção de equipamentos públicos” que está previsto para aquele terreno, “independentemente da propriedade do terreno”.
Por isso, a bancada socialista pretendia que a ministra das Finanças esclarecesse se “foram salvaguardas no processo de alienação da Quinta da Falagueira as parcelas de terreno anteriormente identificadas pela Câmara Municipal da Amadora” para a instalação daqueles equipamentos.
A polémica em torno da quinta da Falagueira surgiu após notícias de que a propriedade fora vendida ao empresário Vasco Pereira Coutinho, irmão de João Pereira Coutinho, amigo pessoal do primeiro-ministro, Durão Barroso.
Durante a Comissão Nacional do PS, Ferro Rodrigues adiantou que os socialistas pediriam esclarecimentos ao Governo sobre os contornos do “negócio” da Quinta da Falagueira, denunciando existirem contradições nas posições do Governo.
Segundo o líder socialista, o Ministério das Finanças devia esclarecer o negócio da Quinta da Falagueira, explicando “em que moldes houve a participação de uma parte privada, numa transacção que teve do lado do comprador e do vendedor entidades públicas”.
“Queremos saber qual a razão da participação dessa entidade privada em concreto e por que razão não foi outra, que vantagens essa transacção teve para o Estado e que consequências terá para a autarquia local”, disse.
Ainda sobre a Quinta da Falagueira, Ferro Rodrigues fez questão de salientar que “estão em causa bens públicos e património muito importante para a Câmara da Amadora”.

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