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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

NÃO NOS DESILUDA

João Gonçalves 1 Jun 08

José Pacheco Pereira, nos últimos anos, tem andado a fazer o papel do cego das tragédias gregas em relação ao seu partido. De vez em quando lá condescendia a fazer de coro, mas, no essencial, foi o cego. Não tem mais condições para continuar refastelado neste ethos. Pacheco foi um dos "autores morais" da candidatura da actual presidente "laranja". Por consequência, deve apresentar-se agora como um militante exemplar, disposto a servir a senhora e o partido no "terreno", sem floreados. Já não basta a grandiloquência e a facilidade da aparição mediática. O PSD não pode deixar de estar "refém" de determinados caciques para passar a estar de outros. A plateia que assistiu à entronização de Ferreira Leite metia medo ao susto. O lugar na primeira fila, ocupado por Pacheco ao lado de Luís Arnaut, a duas de António Preto e Helena Lopes da Costa por entre figuras vindas directamente do jazigo de família, confere-lhe uma especial responsabilidade. Não nos desiluda.

9 comentários

De Cáustico a 06.06.2008 às 17:41

Outrora houve uma dupla - Partido Regenerador e partido Progressista - que, um de cada vez, foram escaqueirando isto. Depois passou a preponderar o republicanismo, que completou a obra iniciada por regeneradores e progressistas.
Esperava-se que o 25 de Abril, ao abolir uma ditadura, trouxesse ao país um processo novo de governação. Puro engano. Os hinos à democracia representativa, que necessita do esterco dos partidos, esconderam bem a podridão que ela encerra. Apareceram vários partidos, sobessaindo dentre eles, pelo número de votantes, o chamado socialista, que não tardou muito em abraçar o socialismo de merda, e o social-democrata, que passaram a ser os partidos mais em destaque. Evidentemente, um regresso ao passado. Cada partido escolhe, na manada que o constitui, e para o representar no parlamento, apenas aqueles que sempre se mostram fieis, que dizem sempre amén a tudo o que a direcção, bem ou mal, estabelece, ainda que sejam autênticos nabos.
E como a vaidade, a ânsia de mando e a necessidade de euros atinge muito salafrário,o resultado é o que se vê nos partidos quando estes conseguem atingir uma posição cimeira. Esgadanham-se, escoicinham-se, esfarrapam-se mutuamente.
Enquanto o sistema perdurar, teremos sempre mais do mesmo, porque o ser humano é uma peste e, dizem, não pode ser mudado.
É por isso que defendo os círculos uninomais em que cada círculo elege um seu representante para defender os seus interesses no Parlamento, e é a ele que os seus eleitores pedem contas. Os eleitores vêem como ele actua na defesa desses interesses e voltam a dar-lhe o voto se actua bem e dão-lhe um bom biqueiro no traseiro se se mostrar um aldrabâo e um incapaz. E escolhem outro sempre numa tentativa de conseguir o homem certo.

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