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portugal dos pequeninos

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O "MOMENTO ACÁCIO" DE PACHECO

João Gonçalves 13 Mar 11


Não fui lá nem apoiei as manifestações de ontem. Mas concordo com o José Manuel Fernandes uma vez a coisa passada e depois do "momento conselheiro Acácio de iPad na mão" do J. Pacheco Pereira, agora quase tão empenhado em "segurar" o regime como o seu "colega" Costa, da sicn. «Desceu à rua um Portugal farto de tudo isto. Farto por boas e más razões, mas sobretudo farto. Desceu à rua um Portugal que quis fazer qualquer coisa, mesmo que não saiba muito bem como as coisas podem ser diferentes. Desceu à rua um país inorgânico mas, no essencial, ordeiro e respeitador da democracia. Desceu à rua um Portugal algo desesperado mas não revolucionário. Desceu à rua um Portugal que gostou de verificar que não está totalmente alheado da coisa pública. (...) JPP, que também faz parte da “classe política”, também entendeu seleccionar umas fotografias em que alguns manifestantes empunham cartazes contra os políticos, talvez para provar a sua tese sobre o carácter anti-democrático da manifestação. É uma selecção tão ridiculamente lateral que só pode ser contraproducente e ter como efeito que os que poderiam ouvir JPP passem a mudar de canal quando ele aparecer a falar. Para além de que não é honesto – acho mesmo intelectualmente desonesto fazê-lo depois daquilo a que assistimos ontem – querer fazer querer que o imenso “basta” de ontem se dirige contra a democracia. Para vacuidades e preconceitos já basta o Miguel Sousa Tavares e o Mário Soares.»

11 comentários

De Anónimo a 13.03.2011 às 18:49

Conheço o Porto e ali ninguém junta aquela gente toda daquela maneira com uma festa "comuna" ou bloquista. Aquilo é outra coisa e nem é o desespero de quem está mal, é o desespero de quem sabe, com certeza da absoluta, que quando morrer o país vai estar igual ou pior. É de quem sabe que vai passar miséria. De quem reconhece ao PM responsablidades e qualidades de aldrabão. De quem cansado aproveitou para se ligar ao Presidente da República como última réstia de esperança já morta. Basta ir ao Porto e ver a cada vez maior quantidade de carros de grande luxo de último modelo que por lá andam a torto e a direito para perceber o que se esteve a passar em Portugal. Como diria um amigo dali "nos tempos de crise, com um pito faz-se um prédio".

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