
Não conhecia
esta campanha e concordo no essencial com o que escreve o Francisco. A brigada das plumas e lantejoulas - tão repugnante como uma eventualmente marialva de moços de forcados ou de homens portadores de unha crescida no dedo mindinho - aproveita todos os pretextos para exibir a sua "diferença". Sempre me irritou a ideia do "orgulho" por isto ou por aquilo. Quem é verdadeiramente livre, não tem de se "orgulhar" ou de pedir desculpas por tudo e por nada. E, no limiar do ridículo, de facto a melhor resposta a um "orgulho homo" é um "orgulho hetero". Como a um "orgulho PS, um "orgulho PSD", a um "orgulho Odete Santos", um "orgulho Teresa Caeiro" ou a um "orgulho Miguel Sousa Tavares", um "orgulho Margarida Rebelo Pinto". Se dermos largas à imaginação, um bem escasso entre nós, talvez o "orgulho" que mais nos calha seja o "orgulho corno". Não existe um só português ou portuguesa que, de certeza, não tenha sido "corno" pelo menos uma vez na vida. Ou, dramaticamente, uma vida inteira. No trabalho, na intimidade, na amizade, no cumprimento de uma promessa, na família, onde quer que seja, a tendência para sermos "encornados" é devastadora. Não é um mal em si mesmo. É uma consequência de uma sociedade global de invertebrados hedonistas onde eu incluo o meu próprio "orgulho corno". As pessoas mais generosas que conheço foram ou são todas "cornos". Carreiras públicas de sucesso ocorreram a gente a quem não chegam os armários para guardar os "cornos" arrecadados ao longo do tempo. Já agora, e aproveitando o apelo do senhor Presidente da República, aplique-se algum desse "orgulho hetero" da campanha publicitária a fazer filhos antes que isto desapareça do mapa. Não se perdia grande coisa, a não ser boas cervejas e pouco mais. Nesta matéria, o meu "orgulho" é a
Super Bock. Vá-se lá saber porquê.
essa mania de falar por todos os portugueses ainda termina mal. Então todos nós fomos " pelo menos na vida uma vez "corno" " ??!!!
É baseado nalguma estatísitca do INE ou do Eurostat ?
E corno com aspas porquê ?
Cumprimentos