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"Os tempos são ligeiros e nós pesados porque nos sobram recordações". Agustina Bessa-Luís
João Gonçalves 14 Mar 06
Passa-se qualquer coisa de grotesco no CDS/PP. O pequeno partido à direita do PSD, como lhe chamava o dr. Barroso, não tem emenda. O PP de Portas e dos seus amigos não gosta manifestamente do CDS de Ribeiro e Castro. Ribeiro e Castro ainda não percebeu que não pode dirigir o partido apenas aos fins de semana e durante os jantares com as bases. E que o país não lhe passa cartão. O seu irritante grupo parlamentar, a "banda", como com notável felicidade apelidou os discípulos do dr. Nuno Melo, anda à solta e com rédea curta imposta pelo seu patrono ideológico que finge que não é nada com ele. Marques Mendes também tem um problema semelhante - um grupo parlamentar feito à imagem e semelhança de Santana Lopes -, salvaguardadas as devidas distâncias, todavia com a vantagem de ele próprio lá estar. Feitas as contas, a "direita" navega à vista, para o seu umbigo e mal. E Cavaco, para este efeito, não conta. Ribeiro e Castro, se quiser mandar, tem de escolher o partido e o país e esquecer-se de Bruxelas. Mesmo assim, não é seguro que o "portismo" embotado dos srs. Telmo Correia e Pires de Lima lhe dê descanso. A "direita" precisa de um CDS. Com ou sem PP.Primeiro tem de me explicar o que é isso do “desta...
obviamente nao é culpa do autor ter sido escolhi...
Estou de acordo. Há questões em que cada macaco se...
Fui soldado PE 2 turno de 1986, estive na recruta ...
Então António de Araújo foi afastado do Expresso p...
É significativo o mal-estar que se instalou no CDS-PP. È certo que muitas pessoas, até ideologicamente ligados à Direita, consideram o CDS um partido fraco, sem uma liderança forte e com posições (muito) discutíveis acerca de temas basilares na nossa sociedade (a questão da pena de morte/prisão perpétua, a eutanásia e, claro, o aborto) e até mesmo nos temas recorrentes da política do dia-a-dia.
Com esta liderança de Ribeiro e castro, a divisão interna (que, num partido com tão pouca expressão, torna-se, deveras, alarmante) acentuou-se: é ainda a ala Portas/Telmo Correia que continua a liderar parlamentarmente o CDS. Insistem ora em interpelações ora em intervenções ambas completamente desnecessárias, roçando, por vezes, o ridículo – decerto sintomas daquilo a que já denominei anteriormente de um “Complexo de Édipo” em relação ao seu fundador, Freitas do Amaral, este, (tal como Ribeiro e Castro (!) ) cada vez mais afastado das mesquinhices e posições ideológicas que, ao longo dos anos, vêm caracterizando o próprio partido.
O CDS-PP corre, de facto, o risco de vir, literalmente, a desaparecer. No fundo, são “uma banda de música “popular”, desafinada e sem maestro”.