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portugal dos pequeninos

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O ESTRANHO CASO DE D. JOSÉ

João Gonçalves 26 Dez 10

D. José Policarpo, o chefe da Igreja Católica em Portugal, esteve particularmente activo nos últimos dias. Ouvi-o na rádio, li-o nos jornais. Salvo o devido respeito, é um politiqueiro. Basta ver a entrevista no Diário de Notícias de domingo. Parece um tudólogo e não um cardeal patriarca. É complacente com Sócrates como nunca foi com o seu "amigo" Cavaco aquando de um não veto circunstancial. Parece que não aprecia a ideia de poder vir a ser substituído pelo Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, ou pelo Auxilar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, dois dos mais notáveis prelados da Igreja portuguesa. Policarpo representa uma Igreja pusilânime e cortesã que, certamente, escapa ao múnus de Joseph Ratzinger. Não foi por acaso que, aquando da visita dos Bispos lusos ao Vaticano, foram forçados a ouvir muita coisa de que não gostaram. Designadamente que olhavam demasiado para si próprios. Ora D. José Policarpo é, nesta matéria, um epígono exímio. Sente-se confortável no regime e o regime sente-se confortável com ele. A Igreja é deste mundo mas representa outra coisa. Não conviria abusar.

28 comentários

De Pedro Ferreira a 26.12.2010 às 21:23

A Igreja não terá decidido isso, mas a imagem destes últimos anos é a de se ter mancomunado com este Governo.

O resto daí é derivado.

Levaram com o aborto, o casamento dos homo e ainda hoje não passam de lavadores de imagem dos socialistas.

Salvo garbosas excepções na provincia, a Igreja de hoje está demasiado arregimentada para não fazer ondas e passar no meio dos pingos da chuva.

Vai acabar toda molhada.

Na Igreja como nos orgãos do Estado, está a chegar o tempo de mudanças profundas ou será a apatia a prevalecer, a indiferença e o afundamento.

Uma Igreja sem espírito de combate na actual situação do País, é uma Igreja demissionária.

Com tais bispos, em 1975 a RRenascença tinha ido à vida.

A relação Estado/Igreja é hoje uma relação marcada pela cedência aos interesses materiais.

A relação Igreja/Povo é marcada pela mera continuidade dos velhos e uma relativa indiferença dos novos.

O futuro não é brilhante com estas criaturas a dirigir.

De Alblopes a 21.02.2013 às 16:05

De todo o seu arrazoado,com o qual até se pode estar de acordo,só lhe faço uma pergunta:acha mesmo que o cardeal Policarpo está mesmo mancomunado COM ESTE GOVERNO?
Acha que ele não estava mesmo MANCOMUNADO com o governo do iluminado engº.da independente?
Veja lá se não é assim!

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