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portugal dos pequeninos

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O ESTRANHO CASO DE D. JOSÉ

João Gonçalves 26 Dez 10

D. José Policarpo, o chefe da Igreja Católica em Portugal, esteve particularmente activo nos últimos dias. Ouvi-o na rádio, li-o nos jornais. Salvo o devido respeito, é um politiqueiro. Basta ver a entrevista no Diário de Notícias de domingo. Parece um tudólogo e não um cardeal patriarca. É complacente com Sócrates como nunca foi com o seu "amigo" Cavaco aquando de um não veto circunstancial. Parece que não aprecia a ideia de poder vir a ser substituído pelo Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, ou pelo Auxilar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, dois dos mais notáveis prelados da Igreja portuguesa. Policarpo representa uma Igreja pusilânime e cortesã que, certamente, escapa ao múnus de Joseph Ratzinger. Não foi por acaso que, aquando da visita dos Bispos lusos ao Vaticano, foram forçados a ouvir muita coisa de que não gostaram. Designadamente que olhavam demasiado para si próprios. Ora D. José Policarpo é, nesta matéria, um epígono exímio. Sente-se confortável no regime e o regime sente-se confortável com ele. A Igreja é deste mundo mas representa outra coisa. Não conviria abusar.

28 comentários

De Anónimo a 27.12.2010 às 14:48

Este Blogue parece o PS....Dr. João Gonçalves diz "mata" e a trupe seguidista diz "esfola"..... ninguém discorda veemente de nada.....somos um pais de "bois mansos".... enfim.....este blogue também é um exemplo da nação...

De Dias Santos a 27.12.2010 às 15:28

Antes das "loas ao 31 de janeiro e à "república"", lembro-me de lhe ouvir que "a Igreja não tem nada a ver com o assunto" do aborto, e lembro-me da execração do padre que disse que matar seres humanos é sempre um crime, tenham eles algumas semanas ou muitos anos.
Para teses como as deste Cardeal, já nos chegava o Carlos Abreu Amorim.

De Anónimo a 27.12.2010 às 16:39

A ligação umbilical que D. Policarpo tem com este governo, não é mais nem menos, a que Cerejeira tinha com o anterior regime.
Há pessoas que não gostam de afrontar o poder instituído, nem que para isso vendam a alma a quem mais paga.
Resta-nos a consolação de termos a arraia miúda do clero a dar exemplos mais de acordo com a doutrina da igreja, ou seja, afrontando o poder político quando realmente se torna necessário, desmascarando os embustes que a classe governante tanto gosta de praticar.
Neste aspecto D. Policarpo não é exemplo para os seus subordinados.
Cps
S.G.

De Cáustico a 27.12.2010 às 16:49

Quem é esse clérigo? Nunca me foi possível ver se usa avental e se pertence à corja do Rato.
Sei, porque o afirmou ainda recentemente, não ser defensor da eleição dos deputados directamente pelo povo. Prefere, ele lá saberá porquê, a manutenção da paridarite que tanto salafrário, tanto vigarista, tanto corrupto, tanto aldrabão sem vergonha, tem colocado na gestão deste país.

De Pedro a 27.12.2010 às 17:16

Uma correcção: ao contrário do que a generalidade das pessoas pensa, o Patriarca de Lisboa não é "o chefe da Igreja Católica em Portugal". Essa relativa figura reside na pessoa do Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, um cargo rotativo.

Mas fundamentalmente, como todos sabem, o Chefe da Igreja Católica "Portuguesa" está em Roma. É Roma quem, por exemplo, nomeia todo os bispos, seja em Portugal seja nas dioceses católicas de outro país qualquer.

De Jacinto a 27.12.2010 às 18:18

"Cortesão".
Eis a definição exacta.

De Joaquim a 29.12.2010 às 12:12

Post certeiro. O exercício palaciano / mediático de D. José Policarpo decorre numa fase em que a Igreja portuguesa em vastos sectores, da base à alta hierarquia (vd. os dois bispos referidos no post), está a conseguir transitar para a prossecução de muitas das mensagens do Papa Bento XVI, nomeadamente, saber ser católico em minoria (em vez do embevecimento com as sondagens abrangentes dos católicos porque não...) e comunicar directamente com a sociedade rejeitando os mediadores políticos (e deixando de fazer de mediadores destes).
Triste a constatação de que a qualidade intelectual e cultural em pouco de útil tenha servido o exercício do múnus de Cardeal PAtricarca.
Devo dizer que neste tema, acompanho integralmente o JG, apesar da incomodidade de ter de constatar que pessoas que aprecio se comportam como idiotas úteis ou hipócritas com programas dissimulados.

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