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portugal dos pequeninos

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João Gonçalves 17 Abr 09


1. O João Pereira Coutinho no CM:
«Num universo político mumificado ou com particular queda para premiar as nulidades que rastejam pelos aparelhos, o PSD escolheu um homem sério, culto, preparado. E, pormenor relevante, suficientemente jovem para ser um filho de Abril sem os complexos ideológicos de Abril. Não ver isto nada diz sobre Rangel. Mas talvez diga tudo sobre o País onde fomos afocinhando sem piar.»
2. O Francisco José Viegas, idem:
«O que conta para cada europeu é o seu território, a sua casa, a escola dos seus filhos, a sua memória, os jardins da sua cidade, a facilidade ou a dificuldade de viver. Isso é a Europa. Dizer o que se pode ou não falar não é europeu.»
3. D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, idem:
«Uma associação, que se intitula ateísta, tem-se manifestado contra a canonização de Nuno de Santa Maria e lamentado a presença do factor religioso em Portugal. Porque as intervenções rondam a desonestidade intelectual venho aqui combater afirmações deste pequeno grupo quase residual na sociedade portuguesa, mas, em virtude das suas posições extravagantes, valorizado na comunicação social. Porque respeito e considero o ateísmo atitude séria, estranho esta campanha anticatólica, mascarada de ateísta. Afirmar que Nuno Álvares Pereira foi canonizado graças a um milagre que ridicularizam, é desonesto. A canonização de uma figura tem como razão primeira as virtudes fora do comum, vividas em grau heróico, que aqui são absolutamente claras: entrega total ao serviço da pátria, confiança absoluta em Deus, perdão, partilha, serviço aos pobres. A segunda prende-se com a fama de santidade, muito cedo demonstrada pelo povo, invocando o Santo Condestável . Só em terceiro lugar se atende, como confirmação, à ocorrência de um milagre, sinal sempre débil, como todos os sinais da presença de Deus. Só a fé constitui a luz para entender o que a razão médica não consegue explicar. Neste caso, nem seria necessário este terceiro elemento, dada a antiguidade da fama de santidade, que aqui não cabe explicar. Pretender ignorar este processo completo é desonestidade grave, além de alinhar na crítica destruidora das grandes figuras da identidade nacional. É o mesmo anticatolicismo primário a motivar o desacordo com o facto de o Presidente da República integrar uma Comissão de Honra que promove comemorações destinadas a valorizar a dimensão nacional de Nuno Álvares Pereira. (...) A identificação que a referida Associação faz entre religião e superstição é enganadora e velha. Pessoas com rigor intelectual não fazem equivaler formas degradadas de religião com verdadeira religião transformadora da sociedade, da qual tantos católicos e membros de várias religiões deram testemunho com o dom da própria vida. Denegrir toda a dimensão religiosa, meter tudo no mesmo saco para deitar abaixo é usar da mentira para a propaganda em curso. O grande crítico da falsa religião foi Jesus Cristo. Os que O seguem, como o Beato Nuno, não são super-homens ou super-mulheres, isentos de qualquer defeito. São porém, antes de mais, servidores do Deus vivo e inteiramente dados ao bem dos outros, em mil formas próprias da fidelidade a cada tempo.»
4. Fernanda Câncio, Jugular. Sem comentários. Coitadinha.

12 comentários

De Vítor Pimenta a 17.04.2009 às 21:48

Com todo o respeito ao serviço de beato Condestável, santo a 26 - se Deus quiser, para lá de histórias de azeite ou de óleos, ainda alguém me há-de explicar onde se arranja santidade em gente que mata?

E se a canonização se ganha pelo patriotismo, há que rezar a Deus que algum milagre nos salpique no acto patriótico do sr. Sócrates no empenho de manter o odre do Barroso em Bruxelas, quando seria menos de lesa-pátria tirar a nulidade de lá para fora.

Ricos e enviesados sejam os oleados critérios da Santa Igreja...

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