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portugal dos pequeninos

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O CADÁVER ADIADO

João Gonçalves 23 Abr 11

Os números do défice nunca são bem aquilo que o governo prevê. Com a despromoção política de Teixeira dos Santos a favor do sr. Vieira da Silva - a sibila das listas socráticas -, foi a este quem coube vir defender as "novas metodologias" do cálculo do dito défice que, pelos vistos, o obrigam a subir. Passos Coelho, há dias, mencionou os "esqueletos no armário". Curiosamente o Bloco recuperou o termo para comentar a elevação do défice. Com esqueletos ou sem eles, certo é que o cadáver adiado que é o governo em funções nos vai custar muito caro.

Adenda (de leitor devidamente identificado): «O socretismo já não pode aldrabar o défice, mas pode escondê-lo o mais que pode. O Instituto Nacional de Estatística divulgou a revisão do défice de 2010 em alta num sábado, e num sábado de Páscoa, quando o país está a banhos e o governo aproveitou para desaparecer de cena. Ninguém ouviu de Sócrates uma palavra sobre o assunto nem do seu querido lugar-tenente Silva Pereira. Eles voltarão com "casos", para tapar o que interessa e achincalhar a vida política em geral e os opositores em particular.»

6 comentários

De Anónimo a 23.04.2011 às 21:13

De PEC em PEC, nada adiantou.

Anda tudo a dizer que as contas do País estão em ordem, mas o que se observa é que cada vez que se fazem as contas acaba por subir.

E os superavit do Estado, ainda são mais surpreendentes!

Não é que temos boas contas mas o dinheiro não chega aos militares e hospitais...

De Anónimo a 23.04.2011 às 22:37

Cada vez que me lembro do ministro da defesa iraniano a dizer que esta tudo calmo e tudo normal, com os tanques americanos a desembarcarem em 2º plano.
Por cá: As contas estaõ certas, o pais esta em ordem, e o FMI a acostar em lisboa...

De Gonçalo Correia a 23.04.2011 às 23:51

Esqueletos a saírem dos armários

Era uma vez a Sra. Contabilidade Criativa vivendo num mundo da pura fantasia. Nem Lewis Carroll conseguiria ombrear com tal estado fantasioso… De qualquer maneira, não se brinca assim com os números! Nem com a vida dos portugueses, pelo menos, dos “não socráticos”. O que dirão os senhores do FMI? Reparem, por muito que alguns pensem o seu contrário, eles estão cá para ajudarem-nos. E para darem-nos bons exemplos de trabalho, abnegado e incansável, nestes longos dias do fim de semana pascal… O Gigante (buraco do Estado), por sua vez, não os pode ver, nem ao longe! Pudera…

(continua)

De Isabel a 24.04.2011 às 01:50

Começo a gostar de Passos Coelho, apesar da entourage.Quanto às novas sondagens, acabei de ler que Portugal, visto "de fora",é um país desqualificado por uma população em apenas 25% detentora do nono ano de escolaridade. Só este facto já justificaria as "intenções de voto" no algoz e coveiro de todos nós enquanto povo. Citando Camilo:" Não há ser mais bestial do que o homem sem a luz que se faz na educação".

De a.marques a 24.04.2011 às 12:10

REPETIDO, COMO ELE............
Definitivamente. Sócrates é o mais puro, inocente e ludibriado impostor. E o menos culpado por este atoleiro colectivo em que nos mergulhou. Merecemos. Ele olha á volta e vê o País curvado e submisso a seus embrutecidos pés, em todos os palcos, frentes, redutos e retaguardas . Pelintras, importantes, famosos, especialistas, intelectualoides , comentadores e figurões de toda a casta. Pode dizer e fazer tudo e o seu contrário num estalar de dedos que ninguém lhe vai aos fagotes, e com a prenda extra de uma comunicação social a aparar e cobrir-lhe os golpes solicita e obediente em romaria beata e curvada. Convenceram-no. Sócrates é a maior vítima. Quero ver o descaramento de certos comentadeiros aconchegados quando o homem se estatelar de vez. Vão ser os primeiros a malhar bem ao jeito da nossa escola: Só sabemos bater em homens caídos. Paira o medo, Somos uns cagarolas.

De O Carrilhão de Mafra a 24.04.2011 às 19:08

O que eu me fartaria de rir se tudo isto não fosse demasiado trágico...

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