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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Pol Pot em Lisboa

João Gonçalves 7 Out 13

 

Na Suécia, o Doutor Cavaco desvalorizou algum eventual significado nacional das eleições autárquicas. Disse mesmo que apenas tinham um efeito "local". O que se tem vindo a saber quanto ao OE 2014 comprova a "teoria" presidencial. São as ridículas "pequenas poupanças" do dr. Portas, são os cortes nas pensões de sobrevivência para "poupar" cem milhões à custa da dignidade (e do dinheiro) das pessoas, é a cizânia perversa no mundo do trabalho, é o aviltamento do serviço público com o colaboracionismo de idiotas úteis "internos", etc., etc., em suma, são coisas "localizadas" que, todas juntas, correspondem à progressiva, deliberada e estatutária proletarização da sociedade portuguesa. Praticamente não se mexeu no "Estado paralelo" (veja-se o pornográfico "passivo" do dito revelado a semana passada: 32,37 mil milhões de euros de endividamento e prejuízos a rondarem os 220 milhões de euros) porque sempre serve, como sempre serviu, para "encostar" os encostados do regime e meia dúzia de amigos nas respectivas administrações, direcções e presidências. Confesso que nunca me tinha ocorrido que um governo dito de centro-direita pudesse agir como se estivéssemos num regime de "khmeres vermelhos" ao contrário. Pol Pot, afinal, tem herdeiros azuis, amarelos e laranja em Lisboa.

 

Adenda: O senhor vice PM usa a expressão "condição de recurso" (sic) para classificar os cortes em geral por contraposição à "pequena poupança" que representará a caça à chamada pensão de sobrevivência. Para além destes truques de "engenharia" social", temos agora a "engenharia de almas" escondida na semântica?

3 comentários

De João Vargas Moniz a 07.10.2013 às 19:38

Pois.
Bem podia - e devia, digamos - ter percebido mais cedo.
A realidade é sempre mais rica do que a ficção. E fica também uma amarga sensação dolosa, como se isto já fosse um indisfarçável pretexto para a agenda em que o dolo se cumpre.
Por entre improvisos, palpites - o 23 de Setembro seria o quê? - estados de alma, arrebites de prima dona e, agora, também, desenhos que se presumem irrevogáveis, dissimulados e a tinta vermelha, junto à linha da mesma cor.
Quosque tandem?

De Pedro a 07.10.2013 às 20:50

Há muito tempo, percebi o que estes neoliberais de lambreta querem: forçar a institucionalização de um sistema privado de pensões. Para benefício dos patrões deles e a troco de uns tachos nos seus bancos e seguradoras, pagos com salários acima do milhão de euros. Fora os bónus.

De C Vidal a 08.10.2013 às 00:04

Agora, meu caro, falar assim deste governo já é tarde. Agora, isto vindo de si, já é tarde. Um pouco tarde, não?

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