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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O que é que a recomenda?

João Gonçalves 12 Ago 13

 

No domingo à noite, por entre línguas de gato, Marcelo aflorou a hipótese de a actual presidente da Assembleia da República ser uma putativa candidata a Belém em 2016. Parece que António Barreto também consta deste friso e, quem sabe, a minha padeira. Assunção Esteves apareceu em São Bento deputada e, de um dia para o outro, tapou o buraco Fernando Nobre. Não fosse a mesa do Parlamento, e um ou outro vice-presidente com experiência, Assunção ainda hoje teria apenas uma vaga ideia do que é dirigir um plenário ou ter de tomar de decisões finais que vinculem a casa. Uma delas, lembro-me agora, foi aquela brilhante de deixar aos tribunais a decisão sobre as candidaturas autárquicas sujeitas a limitação de mandatos. Assunção até apareceu, sozinha, a explicar por que é que tinha de ser assim, usando algum do jargão que aprendeu no Tribunal Constitucional. Uma linda decisão, como se tem visto. Assunção, apesar da sua não provecta idade, está reformada precisamente do TC onde trabalhou o tempo mínimo para alcançar a dita reforma. Abdicou do vencimento como segunda figura do Estado - mas evidentemente não abdicou do estatuto inerente à segunda figura do Estado - e manteve a pensão do TC com os abonos que decorrrem da função. O mesmo, aliás, tinha feito o PR. Um certo sentido republicano do exercício de funções políticas, e do interesse público, recomendaria que as pesssoas contingentemente investidas em altos cargos de representação da soberania nacional não ganhassem nem mais nem menos do que está previsto na lei para o efeito. Sobretudo quando não há uma única luminária "liberal" que não sugira a pura eliminação dos "direitos adquiridos": de facto eliminados consoante os "beneficiários" e a equação "quanto mais pequenos, mais elimináveis". Por consequência, não descortino, a não ser para "minar" o terreno presidenciável do centro-direita, o menor interesse numa candidatura de Assunção Esteves cuja "densidade" política (e republicana no sentido apontado), certamente por defeito meu, não avisto.

7 comentários

De Justiniano a 17.08.2013 às 12:36

Pois...meu caríssimo Vidal!! Estas páginas, aqui do caro J. Gonçalves, fazem-me, por vezes, lembrar um jornal diário que, diariamente, lia! Insistia em lê-lo!! O Público, comprava-o instintivamente e sempre com a secreta esperança de que, nesse dia, duraria mais do que a folheadela habitual, em ritmo de fuga, impaciente!! Que por lá me pudesse louvar nalgum escrito ou descrito...Mas, nada. Ritual insano!! Desisti dele há uns dez anos, já nada ali me comovia e o hábito perdera-se!!
Um bem haja para si e aqui para o caro J. Gonçalves

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