Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Hubris

João Gonçalves 5 Out 12






A cada "5 de Outubro", de há nove anos para cá, que escrevo que não vale a pena comemorá-lo. Em 1910 foi implantada a ditadura do PRP, depois eloquentemente transformado em "Partido Democrático", um regime com sede em Lisboa e pouco mais. Como republicano, não me revejo na 1ª República - nunca passou de um equívoco "ideológico" minoritário - que acabaria às mãos de outra ditadura. Mais tarde ou mais cedo, a coisa (a comemoração) acabaria numa caricatura de si mesma. Sucedeu hoje. Começou no hastear da bandeira, passou para o evento "caseirinho" no Pátio da Galé - em que nem sequer faltou o "momento Almodovar" com uma senhora a cantar, sozinha, Lopes Graça sem se perceber se fazia ou não parte do evento - e terminou com uma cidadã a entrar no dito Pátio para protestar a sua vida. Os convidados mais ilustres saíram pelas portas laterais, manifestamente aliviados por se terem visto livres daquilo. "Povo", nem vê-lo. Tratou-se, em suma, de um espectáculo deplorável e decadente. Isto não vai acabar bem.

Tags

11 comentários

De Anónimo a 05.10.2012 às 19:09

Ontem ardeu um a frota de pequena empresa de camionetas. No fim, uma senhora explicava: a nossa empresa não faz graves. Segundo a mesma, a explicação é para ser interpretada como quiserem. Uma coisa é certa: muitos dos personagens que se vêem na televisão dia após dia parecem mais uma uma banda do que um grupo de músicos a tocar cada um para seu lado.

De Nuno Castelo-Branco a 05.10.2012 às 19:42

Vai acabar como começou.

De bst a 05.10.2012 às 20:35

Isto não acabou bem.

De V. a 05.10.2012 às 21:59

Acho que era do mínimo bom senso ter interrompido o hasteamento e colocar a bandeira direita. Se estão ali para hastear a bandeira porque a hasteam ao contrário? Não se percebe. Mas isto é apenas a caricatura da forma como aquelas mesmas pessoas que estavam ali empoleiradas vêm gerindo o País. Com erros, persistindo em decisões erradas, com mau gosto, com rigidez e com tacanhice. É isto que para mim representa a República, que não celebro. Todos os regimes que a República produziu são regimes doentes, desleixados, mentirosos. A própria bandeira, que não é bonita, representa a "coisa".

De Marão a 05.10.2012 às 22:42


Os tais dos habituais discursos de pompa e circunstância e fartas mãos na massa são os principais responsáveis de isto estar tudo ao contrário. O símbolo hasteado de pernas para o ar assenta-lhes que nem uma luva. A todos ó Costa.
Um país inteiro contra o governo e com tantos sábios em estado de prontidão e cheios de soluções, é chegada a hora da inequívoca mudança pretendida. Masoquistas é que não nos obrigam a ser, que o povo não é de vergar e é quem mais ordena. Nem que seja á lei da bota cardada da tropa, que este prolongamento de mais de 3 décadas de república, excepcionalmente ainda não deu em ditadura.

De Nuno Castelo-Branco a 05.10.2012 às 23:22

Bem feitinhas as contas, o dia serviu para alguma coisa. O Costa do Intendente usou a coisa e lançou a sua campanha eleitoral no PS . Neste momento, o Sr. Seguro terá poucas razões para confiar na sua "segurança" como líder. O discurso do inquilino do Intendente foi um colossal chorrilho dos embustes do costume, falando de dinheiros que não tem e que ninguém de bom senso lhe dará. Falou de recuperação de imóveis, quando ele próprio é uma autêntica calamidade na gestão do património camarário. Piscou o olho aos monárquicos, atirando-lhes com o 1º de Dezembro, como se eles caíssem na esparrela. Fez umas fosquinhas à gente da R. do Grémio Lusitano, garantindo continuar a comemorar a coisa pelas quais hoje mesmo celebrou as exéquias. Faz parte de uma turma que há muito colocou o país de rastos perante qualquer estrangeireco que por cá chegue, logo se dando a ares de superioridade. Toda aquela conversa do chácha se diririgiu para o pancismo militante aboletado hoje na Aula magna, as atis "novas" esquerdas cheias de rugas, arrtrites, "espandiloses", "úrsulas" nervosas e claro está, dos habituais alcoólicos "invertebrados".
Só lá faltou o esfomeado patusco Pacheco. Porque raio o PPC não lhe deu um lugar à mesa do Parlamento? O homem anda mesmo mais encanitado do que um caniche e só o Balsemão lhe arranjou casota e latinha com biscoitos.

De Vasco a 05.10.2012 às 23:46

Bom, para usar uma expressão dos ingleses, acho que há um elefante na sala e ninguém o quer ver. Podemos questionar o regime (até o seu formato... a República, por exemplo, não me diz nada), mas há um problema por cima de tudo isto: a Constituição. Aquilo é mais um planfeto maçónico para países ricos, mas é o que temos e é com isso que temos de trabalhar. O que me parece óbvio é que a Constituição é claramente incompatível com os passos que o País tem de dar para cumprir o programa que assinou. E enquanto este problema não for ultrapassado nada disto vai funcionar. E arrisca-se mesmo a acabar mal.

De luis a 06.10.2012 às 01:25

Aqueles patuscos a olhar para a bandeira ao contrário trouxeram-me àmemória um artista candidato a primeiro-ministro na Austrália dos primeiros anosda década de 90, um gajo de quem não me lembro o nome mas que gostava de conduzir o seu porsche.Numa visita a uma escola foi apanhado a trautear o hino naciona lpois sóconhecia a música tendo-se esquecido há muito da letra do hino.

De Romão a 06.10.2012 às 13:56

Foi um dia para recordar. Comemora-se a Republica nos "traz-quintais" da CML, hasteiam a bandeira as avessas e assim ficou, nem a pobre da bandeira conseguiram colocar a direito.
Na outra ponta da cidade a esquerda mais merdosa da republica realiza o Congresso das Alternativas onde as unicas conclusões a que chegam é que " O Costa não sabe hastear bandeiras" e "se for preciso fazemos um novo 25 de Abril". Um luxo esta gente que deve pensar que vive em Marte. O unico que teve juizo foi o PM; preferiu ir a Bratislava a uma reunião de amigos, teve bom gosto, podia ter ido á Caparica á reunião dos "amigos da conquilha" mas preferiu os outros. Bratislava tem uma bela vista para o Danubio a partir do Bratislava Hrad, tem esplanadas onde sempre podia petiscar uns "pirohy" e mamar umas "becherovkas". E como Vienna fica a 40 Km se calhar ainda foi ao Leopold e ver o Klimt, com jeito ainda trouxe um "strudell" para a senhora. Fez muito bem.
Salvou-se Lisboa que estava optima para andar de bicicleta e eu tinha umas coisas do Louis Ferdinand Destouches para acabar de ler.

De Nuno Castelo-Branco a 06.10.2012 às 14:03

João, estás a incorrer em crime. Vira a foto ao contrário, a bandeira ficará direita ;)

Comentar post

Pág. 1/2

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • Gabriel Pedro

    Meu Caro,Bons olhos o leiam.O ensaio de Henrique R...

  • Maria Petronilho

    Encontrei um oásis neste dia, que ficará marcado p...

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor