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portugal dos pequeninos

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Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és

João Gonçalves 2 Out 12



Este top de livros revela mais um país do que todas os lençóis sociológicos que nos impingem desde que a disciplina foi recuperada pelo regime. «O ponto é este: somos um país de analfabetos. Do Marquês de Pombal a Vitorino Magalhães Godinho passando por António Sérgio e tantos outros, o diagnóstico encontra-se há muito feito, e bem feito. E é desde há muito que o poder político se arrasta, de promessa em promessa, de fiasco em fiasco, sem conseguir resolver o problema que, incontestavelmente, está na raiz do nó de bloqueios e de atavismos que constituem o mal português.» (M.M.Carrilho, Pensar o Mundo, Volume II)

10 comentários

De Anónimo a 02.10.2012 às 13:37

Não invente. É igual ao top de livros de qualquer pais, alfabetizado ou não. Ou pensa que em França, Inglaterra ou Allemanha, o Cicero ou o Thomas Mann são best sellers?

De Fernando Negro a 02.10.2012 às 22:49

(Ou, diria também eu: "Diz-me o que não lês e dir-te-ei o que és"...)

O poder estabelecido nunca irá resolver o problema da ignorância no nosso país, simplesmente porque não o quer.
Quanto mais estúpidas e ignorantes as pessoas forem, mais fáceis são de controlar. E, o dia em que forem cultas e inteligentes o suficiente, é o dia em que esse mesmo poder estabelecido deixa de ter um pretexto para as governar e controlar.
Quem governa nunca irá lutar pela extinção do poder e dos privilégios que tem. E, se não forem as próprias pessoas a esforçar-se por sair da ignorância, nunca irá este problema ser resolvido.
O Sr. Carrilho, que pertenceu a um dos partidos envolvidos no claro processo de estupidificação (http://www.danielestulin.com/2011/04/21/leccion-de-geografia-para-estadounidenses/#comment-8810) - de resultados bem visíveis - de que esta sociedade tem sido vítima, é também ele uma das pessoas culpadas em tudo isto, ainda que ande em público a fingir o contrário...
Ou será que eu estou para aqui só a dizer baboseiras?
Será que o poder estabelecido (http://blackfernando.mypressonline.com/semanario_entrevista.html) - do qual os partidos do Bloco Central são meros fantoches - quer mesmo que as pessoas sejam ignorantes?
Se assim não é, porque razão querem impedir as pessoas de ler livros como este (http://img594.imageshack.us/img594/8449/bilderbergfocusfev09.jpg)?

De Fernando Negro a 02.10.2012 às 23:14

E, permitam-me que acrescente que, tão importante quanto - ou ainda mais importante do que - a cultura, é a INTELIGÊNCIA.
E, se há coisa que não falta neste país, é gente muito culta, sim, mas que, cada vez que abre a boca para falar sobre a actual situação política ou sobre o mundo em que vive, "não dá uma para a caixa", como se costuma dizer...

De xico a 03.10.2012 às 14:10

A cultura é uma ferramente preciosa para alguém inteligente e é uma ferramente que serve para iludir alguma falta de inteligência. Mas é sempre de grande utilidade, tal como um martelo é tanto mais eficaz quanto mais músculo tiver o braço que o segura. Um inteligente sem cultura perde eficácia.

De Fernando Negro a 04.10.2012 às 01:43

Concordo inteiramente. É exactamente o que eu penso. Uma coisa sem a outra valem pouco. E é a combinação das duas que produz grandes resultados.
Infelizmente, o que se passa é que, enquanto a cultura é algo que se pode adquirir, a inteligência é - para o bem e para o mal - essencialmente algo com que se nasce. E também algo que a maioria da população parece não ter em grande escala, com resultados bem visíveis...

De xico a 06.10.2012 às 12:37

Precisamente.

De monge silésio a 03.10.2012 às 00:20

Se olharmos para a LER deste mês vemos que o problema é ocidental...e se virmos melhor a coisa...a coisa é deste tempo no-mundo. Olha-se o azul do céu, mas não se sabe onde está o unverso, nem se supõe dizer se existe.

De xico a 03.10.2012 às 14:13

Dos vinte livros apresentados só li dois e talvez só comprasse, além dos dois que li, o aroma das especiarias. Tudo o resto podia fazer jeito para qualquer coisa menos para leitura.

De xico a 03.10.2012 às 14:15

Corrijo. Não comprava. Julguei tratar-se de um livro sobre especiarias. Afinal é um romance de ficção. Ficava na prateleira.

De Le Grand Macabre a 04.10.2012 às 20:39

Salvo um ou outro título, não é pior do que no resto da Europa. A única coisa que me consola é que o romance (por assim dizer) da coerente activista anti-misses não chegou lá, apesar da golpada.

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