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portugal dos pequeninos

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O aleijão, segunda parte

João Gonçalves 25 Mar 12

É, de novo, Angola a dizer o que é preciso dizer sobre o "acordo ortográfico", a língua portuguesa e a lusofonia. Sem tergiversações. «O meu país, Angola, tem, por opção e não por imposição, o orgulho de ter a Língua Portuguesa como língua oficial e de escolaridade. Uma língua que, a par de outras línguas africanas, é património de todos os angolanos que a falam, independentemente do facto de a terem adquirido como primeira ou segunda língua. Angola assinou o novo acordo ortográfico, mas, por razões de ordem, essencialmente, científica e cultural, ainda não o ratificou e tem todo o direito de querer voltar a discuti-lo, pelo facto de, em alguns aspectos, não se rever nele. De nenhum modo terá de ser obrigado a consumi-lo, tal como, no seu todo, o mesmo se apresenta. Moçambique também não ratificou o novo acordo ortográfico e há outros países africanos de expressão portuguesa que, apesar de o terem feito, juridicamente, ainda vão a tempo de reponderar sobre determinados aspectos. Em Portugal, por exemplo, o novo acordo ortográfico terá, oficialmente, de conviver com o antigo, pelo menos, até 2015. Assim sendo, o acordo ortográfico de 1945 mantem-se ainda em vigor.(...) Face aos embaraços constatados no novo acordo, não só em Angola, mas também em Portugal, no Brasil e em outros países da Comunidade, só os asnáticos fogem para a frente e procuram impor pela força o que não conseguem convencer pelo uso da argumentação. O jeitinho do “tomem lá o Acordo e não piem”, é uma forma muito pouco urbana, democrática e sensata de tentar resolver o problema. Assim, dificilmente, em português, seremos capazes de nos entender.»

2 comentários

De Isabel de Deus a 26.03.2012 às 16:30

Subscrevo inteiramente o artigo angolano. Este aleijão envergonha-nos a todos. Até quando?

De S.Guimarães a 26.03.2012 às 18:26

Ora aqui está, o resultado do Aborto Ortográfico em todo o seu esplendor.
Já nem os africanos o querem consumir, nem a bem, nem por imposição, e afinal os seus responsáveis, aqueles que pariram tal monstro, continuam a assobiar para o lado como se nada fosse com eles.
Não há um pano encharcado para dar com ele nas trombas de S.ªs Exc.as ?

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