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portugal dos pequeninos

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UM ARREPIO NA ESPINHA

João Gonçalves 4 Dez 08

Esta semana, numa sessão "nobre" de propaganda das "novas oportunidades", o coordenador nacional da coisa "incentivou" os presentes a arranjar cerca de mais quinhentos mil candidatos para 2009 porque há eleições. Pediu, sem pudor, um "esforçozinho" (sic). A criatura - passou, sem um murmúrio ou comentário, nas televisões - foi bem explícita no propósito quando o "ligou" ao ano eleitoral. Assistiram à sessão o 1º ministro e dois ministros, a seráfica da Educação e o do Trabalho. Socrátes até perguntou à assistência se não sentia "um arrepio na espinha" (sic) com o milhão de "novas oportunidades" alcançado até agora. A complacência - ia a escrever impunidade - com que já se assume tudo, incluindo estes disparates, "às claras" é notável. Tal como é notável que os jornalistas, na sua esmagadora maioria, participem nestas farsas sem as denunciar ou apreciar com um módico de sentido crítico e de honestidade intelectual. O que as "novas oportunidades" não explicam (e Sócrates também não) é que, apesar delas, o "mundo do trabalho" não tem saída, nem sequer para os que já estão "qualificados", quanto mais para um milhão de supostamente "qualificados" à pressa e dos que resultarem do tal "esforçozinho" solicitado pelo diligente serventuário. Isto, de facto, arrepia a espinha de qualquer um.

11 comentários

De Nuno Nasoni a 04.12.2008 às 18:54

Portugal deve ser o único país democrático (estive quase a colocar entre aspas) em que o escrutínio dos media e dos "comentadores" (aqui, não consigo dispensá-las) recai, sobretudo, sobre a oposição (no caso, até recai exclusivamente).

De Manuel a 04.12.2008 às 18:55

Assinaria por baixo o seu post. Apenas sugeriria a substituição da última frase por "Isto, de facto, arrepia a espinha dos que ainda a têm."

De Anónimo a 04.12.2008 às 19:04

O Homem ja percebeu que o povo nao perceber o seu fino sentido de humor...ele eh mesmo imparavel...

De Fado Alexandrino a 04.12.2008 às 19:27

Tal como é notável que os jornalistas, na sua esmagadora maioria, participem nestas farsas

Não são jornalistas.
São empregados à rasquinha para não perderem o emprego.

De Anónimo a 05.12.2008 às 00:03

Pois eu conheço pelo menos três pessoas que têm um posto de trabalho "fixo e garantido" e que a única razão pela qual se inscrevam neste programa, foi mesmo para aprenderem e irem mais longe a nível pessoal (e não profissional). A generelização é portanto falível.

De Anónimo a 05.12.2008 às 00:10

Pela ortografia do post do anónimo que conhece "três pessoas" se constata que o dito cujo frequentou uma Nova Opotunidade.

De Anónimo a 05.12.2008 às 07:51

João. Você só se esquece de dizer que tudo isto não é assim porque seja o PS ou Sócrates, posto que com os PSDs, com Ferreira Leite ou sem ela, seria precisamente igual ou pior. Digo pior porque parece ser uma inevitabilidade (também não por causa do PSD): O normal dos últimos trinta e tal é que é sempre para pior. Sejamos honestinhos, João.

De Anónimo a 05.12.2008 às 14:20

Nem todos somos pessoas brilhantes, inteligentes e educadas sem necessidade de frequentar as Novas Oportunidades. Há pessoas, como eu, Anónimas, que não temos um curso universitário, porque entre outras razões, fomos trabalhar para ajudar a família a criar os irmãos mais novos. E não, não frequentei uma Nova Oportunidade. Mas não desdenho de quem o fez!

De de.puta.madre a 06.12.2008 às 10:28

Digamos que nestas Novas Oportunidades se passa a borracha pelos Licenciados-Desempregados ... coitadinhos! Pobre que se licencia é coisa nojenta! Muito nojenta! Há que o manter à margem, bem amarradinho. Que ousadia! Há só serve para pagar curso a burguês...

De rxc a 09.12.2008 às 00:18

Isto dos CNO é para rir. Como são uns broncos que nunca deram nada para a escola, e preferiram muitos deles andar lá a passear os livros, agora vêm reivindicar que lhes seja dado um curso como têm aqueles que, em devido tempo, se esforçaram e fizeram o percurso normal, de 3 anos e algum conteúdo. Estes espertalhões, em meia dúzia de meses, certificam-se com um 9º ou 12º, que a "escola da vida" também conta. Esquecem-se que isto apenas retira todo o valor ao diploma que, embevecidos, recebem do "professor" que teve de os aturar para poder ter mais um ano de salário...Boa sorte, Portugal.

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