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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

As ruas de Lisboa, particularmente as dessa Baixa cuja paisagem foi imortalizada pelo mais famoso "morador" da Rua dos Douradores, o pagão Bernardo Soares, encheram-se para saudar Bento XVI. Esses milhares e milhares de pessoas correspondem aos milhares e milhares de caminhos que, tantos como os homens, conduzem a Deus. São caminhos de liberdade e não de servidão como tanto pateta enclausurado na sua frágil "razão" imagina. Ninguém ali estava obrigado ou contrariado. Há, claro, os que têm vergonha e precisam de proclamar publicamente que "gostam muito" ou "é muito bonito" sem sequer saber o que é que estão a dizer. Sócrates parecia desses, com receio de ofender o seu público mais estupidamente fanático. Mas, no meio da multidão, daquela multidão, percebe-se melhor como são pequeninos, irrelevantes e transitórios. Como esta lama. O essencial, porém, disse-o limpidamente Ratzinger. «É preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.»

23 comentários

De Jacinto a 11.05.2010 às 22:00

Marcelino Sousa Tavares e Pita com dois "t" - parelha a evitar enèrgicamente, por questões de higiene mínima...

De Anónimo a 11.05.2010 às 22:24

Esse Pitta, com todo o respeito, é uma besta.

De maria a 11.05.2010 às 22:44

Amanhã será em Fátima. O acolhimento pelo Coro Infantil do Santuário. Para quem já as ouviu, vale a pena.

De floribundus a 11.05.2010 às 22:52

o Prof Adriano Moreira explicou com clareza ao Crespo a mensagem do Papa.

os peregrinos têm que se comportar dignamente no caminho para a Ressurreição.

há quem espera por mim

De Anónimo a 11.05.2010 às 22:57

Pitta é parvo. Como Sousa Tavares. Como todos os bocas-abertas militantes indefectíveis da pequenez e da inveja. E tudo confundem: "...precisa de banhos de multidão como de pão para a boca"; idiotas. Bento XVI não é um político comum; não tem de fazer campanhas eleitorais nem de fazer promessas. Não faz parte das suas funções e não é a razão de existir da Igreja. Promessas, quando muito, fazem ou fizeram os imperfeitos fiéis.
Bento XVI tem banhos de multidão todos os dias, quando quizer, onde quizer e se quizer. Sem esforço, seria possível uma gestão das viagens papais, de modo político; e os banhos seriam - como são sempre - assegurados. Acontece que os Papas têm até viajado com frequência para "países" e territórios manifestamente hostis e onde os católicos são uma diminuta minoria - estratégia que jamais sócrates e seus súcubos escolheriam em campanha no Portugal Profundo!
Não é o Papa que precisa de banhos de multidão. A multidão é que precisa urgentemente de um propósito mais na vida, sem ser abotoar ou desabotoar as calças.
De um banho, estavam as alminhas de Pitta & Tavares a precisar - se as tivessem.

Ass.: Besta Imunda

De M. Abrantes a 11.05.2010 às 23:11

Ao ver todo o aparato, honrarias, comparência dos poderes, esta espécie de supra vénia a Ratzinger, não posso deixar de sentir o contraste com o que julgo entender da vida de Cristo, como descrita nos livros dos apóstolos, pela desproporção.

Se Cristo veio ao mundo e nele esteve como aí é contado, fica muito difícil imaginá-Lo por aqui agora. Não me espantava que os desígnios do Pai lhe parecessem ainda mais obscuros do que há 2000 anos atrás [se eu fosse crente, a vinda de Cristo ao mundo, dada a era em que aconteceu, parecer-me-ia tudo menos fruto do acaso].

De qualquer modo, ainda bem que estas coisas não podem ser proibidas.

De Garganta Funda... a 11.05.2010 às 23:11

O que mais me impressiona nesta turma folcloricamente laica é a sua pesporrência perante uma personalidade ímpar no Mundo que é o Papa Bento XVI.

Como não têm a grandeza intelectual, moral e vivencial do Cardeal Ratzinguer, põem-se a ladrar nos seus canis como isso impressionasse um homem daquela estatura.

Percorrendo alguns blogues alinhados com esse besunto de «raciocínio» avistamos pequenas criaturas a barafustar contra isto ou aquilo que a Igreja, organização humana, não fez da forma mais correcta.

Até alinham com alguns advogados britânicos ou americanos, financiados por lobbies judaicos, maçónicos e liberais, que querem «prender» o Papa.

Mas por que é não perguntam a esses advogados por que é que não intentam uma acção contra o ex-Presidente Bush ou o seu caniche Tony Blair, estes sim, responsáveis por inúmeros crimes de sangue nestes últimos anos?

O que esta turma pseudo intelectual e pretensiomente laica
queria é que o Papa autorizasse a fornicação a la gardere; a utilização dos preservativos desde o pequeno almoço ao jantar; que autorizasse o casamento entre humanos e animais; que se continuasse a permitir esse horrendo crime que é o aborto, etc.

Mas como se vê, os laicos têm azar, pois o Papa não está naquele lugar para ir em modinhas ou coisas efémeras.

Habituem-se, como diria um pequenote bem conhecido.

De Anónimo a 11.05.2010 às 23:27

sócrates, apanhado por um jornalista no fim da homilia, não resistiu a proferir mais algumas das suas baixesas e vulgaridades: já com medo das câncios e dos polhos-queridos da esquerda - "eu gosto muito de religião, não desta especialmente, mas de todas. Todas as outras! E respeito muito. E amanhã vou estar com Sua Eminência (!!!)" ..."Sua Eminência" palhaço inculto!
Por seu lado, Tó-costa foi ostensivamente condescendente e porcino; assim como Zé foi labregamente sorridente e desconhecedor do protocolo. Que gentinha esta, senhores! Que fauna mais inapresentável! E não aparece aí uma estranha epizootia que os leve a todos!

Ass.: Besta Imunda

De Alex a 11.05.2010 às 23:30

As honrarias e as vénias não são feitas a Ratzinger. São feitas ao Papa Bento XVI. Há uma diferença.

De Anónimo a 11.05.2010 às 23:52

A questão que Abrantes pretendeu levantar é velha de mais de mil anos. E nela esteve a origem dos grandes movimentos de penitência e o aparecimento de Francisco. E de todos os outros piedosos apóstolos tardios que pretendiam seguir nus o Cristo nu. A Igreja de Roma já foi mais poderosa e ostentatória - ao ponto do escândalo. A questão não me interessa grandemente, porque é estéril. Não nos concentremos excessivamente no cerimonial, que é necessário e devido a um Chefe-de-Estado herdeiro do Império Romano. É muito mais importante o que cada um de nós faz diariamente e como nos conduzimos. Além disso a grandeza, o cerimonial, as imagens são a estrutura da nossa cultura que devemos preservar com empenho; e não a paupérrima palhada que hoje passa bem nas "câmaras claras" e outros desenhos-animados para mentes simples.

Ass.: Besta Imunda

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