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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

BOM ANO

João Gonçalves 3 Jan 10



O Professor Louçã, personagem que, passados tantos anos, continua a ser, no mínimo, inusitada, vê-se em maus lençóis. Julgando que a liderança de um partido e um assento na Assembleia da República lhe permitem fazer acusações graves sobre todos aqueles que pretende usar como marionetas do seu jogo propagandístico, acabou com as contas furadas. Paulo Teixeira Pinto apresentou uma queixa-crime a propósito da acusação que Louçã lhe fez de «conduzir um dos maiores escândalos da criminalidade económica em Portugal», feita num discurso em que se divertiu a atacar os monárquicos que fizeram uns desembarques há uns meses.
Este é apenas um caso. Haveria muitos outros que levariam, num país decente, ao levantamento de mais processos. Os discursos de Louçã, em matéria de ódio e apelo ao ódio, não são muito diferentes dos discursos da segregação racial ou da discriminação de homossexuais, habituais do outro lado do espectro. Louçã merece que este processo vá em frente. Merece que a AR levante a sua imunidade. A acção política não pode ser encarada como uma brincadeira em que cada um compete pela maior quantidade de lama atirada e não pode ser feita à conta de ataques gratuitos e infundados. É um belo começo de ano, este.

21 comentários

De Anónimo a 03.01.2010 às 15:03

De aqui a quantos anos saberemos o resultado desta acção?

De Jacinto a 03.01.2010 às 15:47

Temo que o espírito de solidariedade entre "colegas" que vigora no bordel ali a S.Bento, funcione como protecção à cobardia do Anacleto...

De radical livre a 03.01.2010 às 16:33

dirá o ofendido:
"see you lather alligathor"

De Ré Publicana a 03.01.2010 às 16:41

Ora, ora, o "poeta" Paulo não deve ter mais nada que fazer nem onde gastar o dinheiro da gorda reforma.
É preciso topete!

De Anónimo a 03.01.2010 às 18:05

regressou ,num novo ano, mas igual a si mesmo, imitador péssimo da maravilhosa escrita de J.G

De Anónimo a 03.01.2010 às 18:19

Não que queriam mais nada, o Anacleto no BdR (Banco dos Réus*). O tipo tem um asco a bancos que até é capaz de levar uma cadeira para se sentar, daquelas de campismo, de abrir e fechar!

PC

* Eu sei que agora se diz "arguido" e não "réu", mas não sei se não será "argüido"... E "réu" é bastante mais "sexy".

De Anónimo a 03.01.2010 às 18:23

Então mas processar alguém por fazer juízos sobre personalidade não era um crime de lesa liberdade de expressão?

De joshua a 03.01.2010 às 18:41

Seria cómico que o processo movido por Paulo Teixeira Pinto ao professor Louçã tivesse consequências de maior ou sequer algum tipo de celeridade especial, quando outros não têm nem umas nem outro e quando, sobretudo, há entre quem move o processo e quem é processado um desnível económico absolutamente obsceno. A força moral da causa monárquica basta-se a si mesma. Entre iguais, digladiem-se como iguais. Na causa monárquica, que subscrevo e da qual Paulo Teixeira Pinto é dos mais lúcidos proponentes, militam homens e mulheres de todos os quadrantes políticos. Não percebo o entusiasmo Torquemada do jovem febo e glauco Tiago por se moverem processos deste tipo ou pela ideia burocrática e justiceirista de que ainda mais processos se deveriam mover. Um esforço extra e por que não propor duelos à moda do oitocentos? Quanto ao argumentário de Louçã, ele incha de preconceituoso e simplista e não é uma questão de ódio, mas de ignorância e populismo. Há tantos nexos entre Democracia e República como entre um feijão e uma osga. A actual República de 1974 é um exemplo de decadência, de falência moral, extrema corrupção, nula justiça social, com o progressivo enfraquecimento cultural, demográfico e social de um Povo inteiro, apesar do rótulo "democrata"; a de 1932, República sob a qual vigorou uma longa ditadura, prova quem são os subditos e os soberanos e como não passa de vazia toda essa conversa sobre papéis simbólicos e não sobre a natureza concreta dos privilégios e dos privilegiados. Repúblicas assim, lesivas e empobrecedoras da maioria, não, obrigado! Enquanto isso, por essa Europa, monarquias constitucionais e seus governos e parlamentos democraticamente eleitos, prosperavam. Os portugueses e os partidos devem questionar-se sobre a relação custo/benefício de um Regime. O que ganhamos e o que perdemos com uma liderança longa, experimentada, sábia, em compromisso visceral com um povo sempre livre de destronar quem não esteja à altura das suas responsabilidades?! Uma instituição sólida, estável e independente, como a Monarquia, serve de modo acrescido ou não a felicidade e a inteireza de um País, agora que se esbatem as soberanias e os mais frágeis se ressentem duplamente?

De Anónimo a 03.01.2010 às 18:57

É de facto em minha opinião um homem com muita pouca ética! O jogo sujo que fez na questão do aborto é um dos exemplos claros que a extrema-esquerda é irreformável: se não é imoral é pelo menos amoral.

Um processo vai-lhe fazer muito bem: política não é um passaporte para a javardice.

De Anónimo a 03.01.2010 às 19:17

Eu cá acho que o Senhor, como muitos outros que nos (se) goveram precisava, urgentemente fazer terapia ( e para tanro retirarem-se, por bons largos anos, aborrecendo apenas os "psis" deste país).
realmente o "ódio e raiva" que a linguagem corpoal e a voz do homem deixam transparecer devem ter qualquer trauma mal resolvido por trás.

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