
O PSD devia meditar na circunstância de, após a saída de Cavaco em 1995, já ir no oitavo presidente. O PS, de lá para cá, teve apenas três chefes. Quando há pouco vi Menezes a esbracejar em Carcavelos, interroguei-me como é que foi possível que aquilo tivesse sido um dos oito. Mas depois percebi que Menezes, afinal, era apenas um sintoma de um distúrbio mais geral que culminou no ensimesmamento politicamente sério mas improdutivo de Ferreira Leite. Por isso não me surpreende que Passos Coelho tivesse afirmado, depois de ter intuído, que a reeleição de Cavaco será a primeira vitória do "seu" PSD. E que, contrariamente ao PS que parece envergonhado com Alegre e o seu patético
petit comité, não hesitasse em defender, em público, a recandidatura do actual PR. Isto é bom senso puro e simples de quem deve saber que o poder não está já ali à esquina. Para que "cheire", há antes que prepará-lo.
Adenda: A prestação dos "comentadores" e dos jornalistas nas tv's de notícias (SICN e TVI24) reduz-se ora a comentarem-se a si mesmos, ora a comentarem irrelevâncias, ora a debitarem "doutrina" partidária como se fossem eles o "gabinete de estudos". Que bando de patetas.
Adenda2 (de domingo):
Este texto do Nuno Ramos de Almeida. O PSD só deixou os histéricos dos jornalistas entrarem na sala de Carcavelos, para o encerramento do congresso, depois de Passos Coelho estar sentado. Fez muito bem.
Provavelmente, vão passar a achar o peiésse mais interessante para essas "broncas". Seria bom sinal!
PC