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portugal dos pequeninos

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Não “somos todos igreja”

João Gonçalves 4 Mar 23

 

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Uma série de "movimentos" católicos insurgiu-se, sobretudo através do jornal "Público", contra a Conferência Episcopal Portuguesa que divulgou ontem a sua reacção ao relatório que ela mesma encomendou a uma "comissão independente". Ao bispo de Leiria e Fátima, simultaneamente presidente da CEP, coube falar e responder aos jornalistas. O que se passou - e o que o referido jornal em papel e online não cessa de mencionar sob as mais diversas formas, desde "notícias" a artigos e entrevistas - não terá sido esclarecedor para os circunstantes e para aqueles "movimentos" que provavelmente esperavam imediatismos do costume. Nem a circunstância de, dos quinze casos indicados pela comissão à PGR, nove terem sido arquivados sem inquérito, sossegou as almas. O relatório funcionou desde o início como uma "fatwa" contra a Igreja e praticamente ninguém discutiu os seus dados e fundamentos. Aquele lugar, ontem, porém, não era o adequado para esse efeito e a CEP pronunciou-se sobre o futuro imediato sem precipitações, e, muito provavelmente, com falta de jeito. Não relativizou, nem absolutizou o relatório como tem feito a opinião que se publica. Vai agir segundo as suas próprias regras e não pelas do "mundo". O que inclui, evidentemente, que os crimes que possam e devam ser perseguidos e punidos o deverão ser, quer no direito "civil", aqui o criminal e processual penal, quer no direito canónico. Não vale a pena acrescentar mais imprecisões ao que já nasceu impreciso. Ou extrapolações ao que não é extrapolável. Nenhum católico, ordenado ou leigo, praticante ou mero curioso, deve afastar-se da Igreja ou afastar a Igreja através de palavras, actos ou omissões. Se escolhi para ilustração um texto que aparentemente nada tem a ver com o que escrevi, é porque precisamente tem e "a contrario". Nem é por ser um padre que o escreve. É porque preenche, pela negativa, o que referi antes sobre o comportamento dos católicos. É um texto anti-católico que ainda por cima usa a figura do papa. Por amor de Deus, literalmente, não deixemos que o relativismo contagie a Igreja, o Corpo vivo do Ressuscitado, com conversas mundanas. Faz mais mal à Igreja coisas deste jaez que a por demais conhecida posição dos "movimentos católicos" a que comecei por aludir. E não, não "somos todos igreja" porque a Igreja não é um regime político-ideológico destinado a agradar e a desagradar consoante o vento da história. Perceba-se isso de vez. 


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