Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

“Pactos de silêncio”

João Gonçalves 4 Set 22

9212770C-EA4A-4F9D-B317-0CBCC0429F23.jpeg


É preciso efectivamente pregar a paz universal e a fraternidade entre os homens, de boa e de má vontade. Como o nome indica, o princípio é difícil de aplicar numa guerra onde existem vários lados. E, dentro de um dos lados, mais lados. No Norte de Angola, por exemplo, a UPA, depois FNLA, era um desses lados de um dos lados. Anos mais tarde, representantes desse lado sentaram-se com os outros lados - o nosso incluído, uma vez que isto era uma nação pluricontinental, no seu todo, como afirmou Spínola, na madrugada de 26.4.1974, na Rtp - para aplicar o sobredito princípio. Não vieram mortos, de morte matada, à colação. Ou seja, os abraços e os acordos não incluíam pedidos de desculpa. Nem na Guiné, nem em São Tomé, nem em Moçambique. Porquê? Porque já não havia inimigos, ou na língua de pau em vigor, irritantes. Na guerra, claro, fosse lá o lado que fosse, não se limpavam propriamente armas. Usavam-se. De todos os lados contra todos os lados. Em abstracto, podemos perguntar se os “pactos de silêncio” de uns são mais “pactos de silêncio” do que os de outros. Ou menos. Os nossos representantes políticos, quando se deslocam a esses países africanos que foram Portugal, continuam a representar Portugal na sua complexidade histórica que já não é geográfica. Não representam mais ninguém. Nem pedem desculpa por essa representação, valha a coisa o que valer.

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • O apartidário

    Por falar em discursos inconsequentes. No discurso...

  • marão

    INDUÇÃO CULTURA TUGA Gritem, esfolem-se, sofram e ...

  • O apartidário

    " A política vive num estado constante de conformi...

  • Anónimo

    Não vale a pena.

  • passante

    > acabaram as ideologiasSe acabassem não eram m...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor