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portugal dos pequeninos

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João Gonçalves 17 Ago 22

Melhor era impossível 

Estive a ler as três paginas que o "Jornal de Negócios" ofereceu a Sérgio Figueiredo para se defender das maldades do mundo. Em nenhuma das páginas, porém, encontrei nada que aconselhasse particularmente "aquela" contratação para um ministro das Finanças. Encontrei, sim, um ressentimento feio em relação a uma pessoa que já não está entre nós (e que não se pode defender, como o autor, independentemente da bondade ou não daquela contratação concreta) e aqueles momentos que destaquei com um lápis e que estão nas fotografias. Ficamos a saber que o Estado ficou a perder com a ausência da egrégia figura de SF (foto1). Ficamos a saber que foi o pessoal do "ressentimento", activo ou passivo, incluindo jornalistas, que pôs sobretudo em causa a excelência de SF quando ainda nem sequer tinham saído debaixo das pedras, como ele, há mais de 30 anos (foto2). E ficamos, finalmente, a saber (foto3) que Medina não possui "ideias" para o ministério que tutela. Ele apenas "pensou em mim" (SF), preocupado consigo", ou seja, sem os atributos e os contributos de SF, Medina entraria, no mínimo, em depressão. E o país, sabe-se lá em quê. Só SF estava em condições de dotar Medina, "enriquecendo" a sua "visão da realidade, com as "ideias", as "expectativas" e as "sugestões" que SF lhe faria chegar. Para além do Estado, o próprio gabinete do ministro será um vespeiro de incapazes ligados a uma "central técnica" que não lhe fazem "chegar" nada que se aproveite. Finalmente, SF acaba a confessar que sabia bem ao que ia, e dentro dos parâmetros da "honestidade das pessoas" que se presume, evidentemente, até prova em contrário. Se os ministros se fartam de contratar "consultores", "agências de comunicação" e "escritórios de advogados", "só para dar três exemplos que todos os dias prestam serviços especializados a instituições públicas", porquê deixá-lo a ele, SF, fora deste circuito trivial? Melhor era impossível. 

O Balázio

João Gonçalves 17 Ago 22

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Quando escrevi o "Balázio" para o "Tal&Qual" desta semana, Marcelo ainda não tinha descido ao Algarve. O que "estava a dar" era a "car interview" para a CNNP. No regresso, já que é tão exímio condutor, podia vir pela Beira e passar na Serra da Estrela. O inteior não é o Gigi, os Tomates, o Ancão ou o último restaurante da moda no eixo Vale de Lobo-Quinta do Lago, no Garrão, de seu nome "António Tá Certo", aprendi no "Tal&Qual". Há sempre um país que vai morrendo que não espera por selfies.

Lisboa feia, porca e má

João Gonçalves 17 Ago 22

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Sou pouco dado a "movimentos" e a "associações". Todavia, não deixa de ser sintomático que haja lisboetas que entendem dever "substituir-se" à CML no elementar exercício de manter as ruas limpas. Ainda me lembro de quando as ruas eram regularamente lavadas pelos serviços camarários. Hoje, a generalidade dos "passeios" mete nojo. A questão do lixo é incontornável. Porque acarreta o resto aflorado no artigo: bicharada. Não apenas na rua, mas nos nossos prédios. Basta um "encerramento para férias" de um qualquer estabelecimento de restauração, a presença por perto de contentores de lixo, daqueles das cores por causa da "reciclagem", que parecem poços sem fundo para qualquer merda, e os próprios saquinhos do lixo acumulado  encostados a estes, e é um recreio para baratas e rataria. Uma cidade que só pensa no bem estar do pé descalço, ou calçado, que é despejado, de novo, aos molhos em Lisboa pelo aeroporto ou pelos navios altamente poluentes que atracam em Santa Apolónia, é uma cidade sem respeito pelos seus. Aparentemente, esta CML, em que votei, está mais interessada em ser mais um estaminé de eventos circunstanciais do que em fazer o que os seus cidadãos esperam dela. Com uma vereação medíocre, caciqueira por um lado, e simplesmente burra, por outro, como uma ou outra honorável excepção, Moedas completa, na verdade, um primeiro ano de mandato praticamente inócuo. Isto depois de ter tudo na mão para ser claro e distinto do seu sinistro antecessor. A paloncice e a obsessão pelo "turista" são insuportáveis. Há dois anos que deixei de frequentar o "centro". Da última vez que lá andei, não vi hora de regressar ao meu bairro. Também está feio, porco e mal frequentado, um mal geral. Lisboa está como se escreve nos carros cheios de pó: "lava-me, porco". 

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