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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

PEQUENO EXERCÍCIO DE SEMIÓTICA

João Gonçalves 20 Dez 08


1. Quem é o idiota que ainda duvida que o dr. Portas já "combinou" qualquer coisinha com o admirável Sócrates para o caso de as coisas não correrem de acordo com as "fichas" em 2009? Pessoas com o "carácter" do dr. Portas (parece que é uma qualquer má sina do CDS) só prejudicam a direita. Até o sempre generoso dr. Lobo Xavier já percebeu.
2. José Pacheco Pereira que tem tanto lugar por onde escrever e falar, escolhe sempre a "Quadratura do Círculo" - onde se senta com o nulo presidente da Câmara de Lisboa do PS - para "bater" em Santana Lopes, por sinal do partido dele. Não vi mas li num artigo da Dutra Faria aka Fernanda Câncio que JPP declarou que pretende ir inscrever-se como eleitor em Santarém para evitar o voto autárquico em Lisboa. Se até os poucos lúcidos que restam já estão neste estado catatónico, é mesmo de esperar o pior.
3. Depois de ler os dois últimos artigos de "opinião" de Miguel Sousa Tavares no Expresso, fiquei com a sensação que o próximo "herói" de um putativo romance do jornalista será o admirável Sócrates. Tavares já mal escreve em português. Aquilo é mais uma coisa nova, talvez um "socratês" intraduzível noutra língua qualquer. O que interessa é que venda, não é verdade?
4. O mesmo Expresso sujeitou-se a que o senhor presidente da ERC, o prof. Azeredo, recusasse ser entrevistado por um específico jornalista da casa, um tal de Humberto. Mesmo assim, o hebdomadário regimental aceitou fazer a entrevista através de uma tal de Rosa. O prof. Azeredo é quem é (o Expresso há muito tempo que deixou de ser o Expresso) e o respeitinho ainda é uma coisa muito bonita.
5. A foto é de um antigo "cartoon" de António, dos poucos "resistentes" dos tempos em que a "democracia" e os jornais eram vivos e não outra coisa qualquer inominável.
6. Estes jovens de Leiria preparam-se para financiar um novo "jornal" aparentemente destinado a "destronar" o diário do engº Belmiro de Azevedo que ainda é dos poucos (o outro talvez seja o "Correio da Manhã") relativamente indiferentes ao admirável Sócrates. Isto como se a "redacção única" que inundou os jornais, as televisões e alguns blogues não existisse. Nada, todavia, como um clarinho "Diário da Manhã". Aprende-se muito com os velhos regimes.
7. «... uma questão central, que é hoje a de saber se, por trás de uma nobre palavra - «o jornalismo» - que a história associou a algumas das mais belas aspirações da humanidade (a isenção, a verdade, o pluralismo, o rigor, etc), não se terá entretanto instalado uma actividade que já pouco ou nada tem a ver com elas, que agora visa mais o lucro do que a verdade e se condiciona mais por múltiplos interesses do que por sólidos valores.»

UM REGIME SEM CRÉDITO

João Gonçalves 20 Dez 08

A manchete do Expresso, o "Borda d'Água" do regime, traz uma manchete à qual pouca gente prestará a devida atenção por causa dos peidinhos e dos arrotos da "classe política", metida nas suas tradicionais conversas de porteiras e na intriga mais baixa, a única coisa que interessa às redacções. Sucede que, apesar do admirável Sócrates e da não menos extraordinária banca portuguesa, Portugal não possui crédito (literalmente) externo. Mesmo com o aval do Estado, a Caixa Geral de Depósitos - que até é uma coisa séria ao pé de outros tugúrios da especialidade - não conseguiu o empréstimo que solicitou e, mesmo assim, pagou uma batelada em "spread" que agora vai forçosamente reflectir nas famosas "famílias" e nas "empresas" que tanto "preocupam" o magnífico Sócrates. Entretanto o Estado (com a indispensável ajuda dos mansos dos contribuintes) já "meteu" 1,5 mil milhões de euros na CGD, para, designadamente, financiar abortos como o BPN. Traduzido em pechisbeque, isto quer dizer que lá fora não confiam em nós e não nos passam cartão. E quem não confia, não empresta dinheiro ou empresta-o mais caro. Em compensação, nós por cá parecemos mais interessados em discutir o comportamento da irrelevante Assembleia da República e dos inúteis que a compõem do que em pensar no abismo que se aproxima. Uma raça tão ignóbil merece tudo o que de mau lhe acontecer. Só espero ter tempo para me poder sentar tranquilamente à beira do rio a ver passar o cadáver do regime rumo ao mar.

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