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portugal dos pequeninos

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PEQUENEZ

João Gonçalves 14 Dez 08

«Este Parlamento não é uma metáfora: é o retrato exacto e verdadeiro da democracia que temos.» (António Barreto)

GRANDEZA

João Gonçalves 14 Dez 08



Mirella Freni, Verdi, Simon Boccanegra. Teatro alla Scalla, 1978

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PORTAS ALBANÊS

João Gonçalves 14 Dez 08

A "novidade" dominical é seguramente a eleição albanesa do dr. Portas como líder do CDS/PP. Parece que o dr. Nobre Guedes, ex-eminência "portista", ficou de fora e nem sequer para o congresso foi eleito. Portas quer, desta vez, encavalitar-se em Sócrates na esperança de que ele não saia maioritário em 2009. Um "teste de confirmação" disto pode fazer-se já a propósito de Lisboa. Se o PP não apoiar Santana Lopes (como queria Guedes), é sinal de que pretende estar liberto para "ajudar" quem precisar da sua "ajuda". Nunca há bom vento para quem não conhece o seu porto.

BEM FEITO

João Gonçalves 14 Dez 08


Sócrates - lembram-se? - começou "contra" as "corporações". Na posse, deu logo dois exemplos. Ia reduzir as férias judiciais e "proletarizar" o acesso ao medicamento colocando-o, nos supermercados, ao lado da manteiga e do papel higiénico. Correia de Campos, na saúde, foi tão "original" no seu "combate" que acabou vexado e corrido com umas palmadinhas nas costas. E a indústria farmacêutica não consta que tivesse perdido o que quer que fosse. Os médicos, a cuja classe profissional pertence a improvável sucessora de Campos, ameaça. Os magistrados do MP também. Depois, e através da "anarquista" Lurdes Rodrigues, o chefe do governo pretendeu extinguir politicamente a Fenprof. Eu teria sido o primeiro a dar-lhe uma medalha se o tivesse conseguido. O resultado, porém, está à vista. Ou seja, da mesma maneira que Sócrates, num inesperado prolegómeno populista, deu início às "hostilidades", chegou agora a vez das "corporações" reagirem. Não deve ficar por aqui até porque a partir de Janeiro (na prática, já) começa a campanha eleitoral. Ora o PS parece-se cada vez mais com uma vanguarda do que com um partido com responsabilidades de Estado. Mal se distingue a linguagem da rua da língua de pau do poder. Nem o Presidente da República escapa à via "chávista" do partido maioritário. Isto só é possível porque existe uma formidável complacência com a "situação" e porque a oposição partidária não vale um chavo. Não há nenhum talento especial que justifique Sócrates. Nem sequer a crise à qual ele responde invariavelmente com propaganda e Durão Barroso. Todavia, mansa e medrosa, a "massa" preferirá sempre a sua "autoridade" a "confusões". Tudo o que nos acontecer (ou deixar de acontecer) é, pois, muito bem feito.

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