Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

REPRISE

João Gonçalves 11 Dez 08

Não se entende bem para quê, mas a ministra da educação tornou a reunir-se com Nogueira e os seus escuteiros amestrados. Tortos como são todos - da ministra "anarquista" que se comove com meninos computorizados que dizem que quando forem grandes querem ir a correr inscrever-se no PS aos sindicalistas dos professores - é manifesto que jamais se entenderão. O ano lectivo (que coincide com um ano eleitoral) anuncia-se desastroso. É impossível as escolas funcionarem neste clima de permanente caldeirada. Por isso, estes protagonistas, todos, se tivessem um módico de senso, saíam de cena. Não vale, porém, a pena falar em cordas em casa de enforcados.

VER A ALMA

João Gonçalves 11 Dez 08


Era muito novo e demasiado "adulto" para a idade. Nesse dia de Janeiro de 1986, meti-me cedo num comboio para o Porto e a meio da tarde estava sentado numa sala da sua casa a "entrevistar" Manoel de Oliveira. O João Amaral e o Semanário de Cunha Rego "mandaram-me" lá. Ia aparecer o Soulier de Satin, baseado na obra homónima de Claudel. Falámos longamente, rodeados pelas fotografias da família. Encontrámo-nos, de novo, num outro comboio, cerca de três anos depois. Eu vinha de Guimarães e ele entrou em Gaia. Recordei-lhe a entrevista. Estávamos praticamente sozinhos na carruagem de 1ª classe da CP pré-Alfa Pendular. Jovial, amável, conversador, sem tiques de celebridade como o ressequido Saramago. De lá para cá, envelheci muito mais do que ele jamais envelhecerá. Citado por Eduardo Prado Coelho em A Mecânica dos Fluídos, Oliveira descreve a imagem. «Como sabem, a gama de cor é enorme e o que é visível é muito pequeno. Para a nossa vista o que está aquém dos raios vermelhos já não se vê e o que está para além dos raios violetas também já se não vê. Se nós tivéssemos uma visão total, talvez que pudéssemos ver a alma...» É a isso que o cinema tantas vezes incompreendido de Oliveira nos leva. A "ver a alma" das suas "desalmadas" personagens. Os brutos acham-no "parado". Como ele, na juventude e na ironia do seu centenário, se deve rir deles. Parabéns, Manoel.

O ESTADO DA NAÇÃO

João Gonçalves 11 Dez 08

Um país de papagaios. Uma sociedade desenvergonhada. Um lugar que, a cada hora que passa, fica a dever mais dois milhões de euros ao estrangeiro, fora os juros. Henrique Medina Carreira explicou, com desenvoltura e ironia, o "estado da nação" e a razão por que não acredita na propaganda de Sócrates, alguém que ele não leva a sério ao contrário do empertigado Gomes Ferreira da SIC-Notícias. Dispensa comentários.

Adenda: Sempre atento a tudo o que coloque em causa o exercício "socrático", Eduardo Pitta consegue (o que também não é difícil) ser um supra Gomes Ferreira. Não convém esquecer que a "massa" de que é feito o exercício também está presente no "episódio" Joana Varela, da Gulbenkian, que em boa hora o Eduardo verberou. Já agora, em que ponto é que estará a situação da então directora da Colóquio-Letras? Já se esfumou a perfídia nas brumas do costume?

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • Gabriel Pedro

    Meu Caro,Bons olhos o leiam.O ensaio de Henrique R...

  • Maria Petronilho

    Encontrei um oásis neste dia, que ficará marcado p...

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor