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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

RANGEL NO SEU LABIRINTO

João Gonçalves 8 Dez 08

Aquela esperteza melancólica de Gaia que dá pelo nome de Marco António, veio pedir a cabeça de Paulo Rangel por causa disto. As "explicações" de Rangel - remetendo para os faltosos do PS a "culpa" - não convencem ninguém. Todavia, desde o início da legislatura que o grupo parlamentar do PSD não se recomendava nem para uma assembleia legislativa em Marrocos. Rangel "herdou-o" tal como Santana Lopes o dirigiu como pôde (e podia mais porque o escolheu). Trata-se agora de punir - este é o termo exacto - os faltosos e não de soltar babugem "menezista", gasta e invariavelmente medíocre, para cima de Rangel. É o momento de mostrar que manda.

A PEDIATRA E O SNS

João Gonçalves 8 Dez 08

Ana Jorge, a remota ministra da saúde, percebe tanto do défice do seu SNS como eu. Depois do profeta Correia de Campos (consta que era, coitado, um "reformista"), Sócrates colocou esta pediatra na João Crisóstomo praticamente para nada. O seu modesto "caderno de encargos" parece consistir em não levantar "ondas" e presidir a actos simbólicos. Sempre que a interpelam sobre dinheiro, a senhora recua como um passarinho assustado. Manifestamente não foi feita para aquilo.
Através do Augusto M. Seabra tomo conhecimento disto, onde «há comissário, e olha quem!, nada mais que um dos bonzos acumuladores-mor do regime, o ex-ministro e ex-comissário europeu António Vitorino, dirigente do partido do governo, o homem que além de ter um programa de opinião no 1º canal da televisão pública, está também na situação, certamente única no mundo, de ser colunista num jornal, o “Diário de Notícias”, e ser membro do Conselho Editorial do concorrente directo, o “Público”, e que, não obstante não se lhe conhecerem particulares interesses culturais, foi também nomeado já por este governo para o Conselho de Administração da Fundação Vieira da Silva – Arpard Szenes, mais este comissariado agora – talvez em reminiscência pela sua passagem pelo governo de Macau.» Parece que a coisa - com o alto patrocínio de Belém e do vaguíssimo ministro da Cultura Pinto Ribeiro - seria "escolhida" por sms, internet ou telefone como se os putativos "votantes" soubessem o que é que estavam a "votar". Como pergunta o Augusto, as «“Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo” não será mesmo um tema apropriado para um programa destinado aos “Magalhães”?» tão «ao gosto do “show-off” da governação vigente?»

ALÇADA

João Gonçalves 8 Dez 08

Sobre Alçada Baptista, este post do Pedro Correia, este do F. J. Viegas e este do Miguel Castelo-Branco [adenda de 9.12]. «Uma observação da sociedade moderna, ainda que conformada com os quadros analíticos com que nos condicionaram, não poderá deixar de reconhecer que as carências que hoje profundamente marcam o homem pouco já têm que ver com aquelas que deram às doutrinas de Marx sua glória e seu êxito, e que a solidão e a tristeza. a angústia e o desencanto, a insegurança e a fragilidade, a desconfiança e o ódio, a mecanização de todas as horas, fizeram de cada homem um ser aflito e ansioso, com uma vida inteiramente incapaz de poder estar referida a quaisquer valores que passem além da medida numerada.» Alçada escrevia assim em Setembro de 1973, quase no fim das "Conversas com Marcello Caetano", livro editado pela "sua" Moraes. Podia ter escrito as mesmíssimas palavras ontem quando, aos 81 anos, desapareceu.

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