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portugal dos pequeninos

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O EX-ALFERES E O VELHO MINISTRO

João Gonçalves 24 Nov 08


Em três televisões, três entrevistas. Constâncio foi à RTP. Jerónimo à TVI e Rui Patrício, o derradeiro MNE do Estado Novo, tentou falar com Mário Crespo na SIC-Notícias. Ainda cheguei a tempo - os outros dois "crónicos" não me interessam nada - de ouvir Patrício perguntar a um Crespo que lhe "atirara" (e que puxou de um calhamaço qualquer) com a opinião da "diplomacia americana" sobre o Portugal de então, se a diplomacia dos EUA serve de exemplo para quem quer que seja. Sobretudo depois do Iraque. O ex-alferes Crespo ficou com aquele sorriso improvável que teve ocasião de exibir, há dias, nas ruas Washington, quando andou de braço dado com Costa Ribas a celebrar Obama para a tv do dr. Balsemão. Um sorriso, como ele mesmo diria, a não perder.
«BPN: Cavaco Silva contra "tentativas de associar" o seu nome ao banco». Fez bem. Já lhe basta o incómodo de ver seus antigos colaboradores e amigos envolvidos na comprometedora história. Os titulares de cargos políticos, a começar pelo Presidente da República, também têm o direito de defender o seu bom nome e reputação contra as acções de "smearing" que muita imprensa pratica. Ao contrário do que pretende uma visão absolutista da liberdade de imprensa, os políticos não perdem o direito à honra só pelo facto de o serem.»

Nota de leitura: A tendência de quem escreve nos jornais, fala nas televisões, perpetra em blogues ou de quem é serventuário de partidos e de corporações, é para colocar a correr a lebre que melhor serve a respectiva narrativa. Insistir neste tema, sobretudo nos termos em que a insistência é realizada, é, por exemplo, seguir a "narrativa" do evangelista Louçã que passa a vida a exigir cabeças exibidas em bandejas regimentais. E mantenho. Pendant que ça dure, Sócrates inexiste politicamente. Basta estar minimamente atento aos sinais dos "socráticos-sempre-de-serviço". Muitos até são do PSD.

A CALHAR

João Gonçalves 24 Nov 08

Ao "lado dos afectos" retribui-se com o "lado dos afectos". Há tempos, Dias Loureiro, por causa do livrinho do "menino de ouro", veio dizer que "o optimismo de Sócrates faz muito bem a Portugal". Ao permitir-se andar na "crista da onda", Loureiro, voluntariamente ou não, deixa o caminho livre para Sócrates irradiar o seu "optimismo" sobre a pátria numa altura de aperto. Passámos a semana passada a "discutir" uma fala errada de Ferreira Leite e entramos nesta suspensos da "novela" Dias Loureiro. Logo mais até Constâncio vai fazer a sua "perninha" numa entrevista a Judite de Sousa, o "diário da manhã" falado do regime. Nestes momentos, interessa não apenas ver quem perde com certas situações mas também quem ganha com a sua indefinição. O BPN, independentemente das questões de polícia, é ou não é um assunto politicamente jeitoso? Como diria uma vendedora de castanhas da Rua Augusta perante a chegada do frio, veio mesmo a calhar.

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