Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

REALIDADE E TRAPÉZIO

João Gonçalves 13 Nov 08

«Trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma (da administração pública) serão trucidados», disse algures o secretário de Estado da Administração Pública. Não foi nenhum governante de Pol Pot ou de Santana Lopes. Nem sequer A. J. Jardim, a "bola de treino" dos "democratas". Foi um membro do governo socialista de Sócrates. Permanece? Permanece porque a complacência bovina é absoluta. Não dei, por exemplo, pela palavra - sempre tão prontamente indignada quando se trata da Madeira - de Vital Moreira. Mas eu é que sou mau e "amargo" como adjectivam os meus ex-amigos socialistas. Em que circo é que eles fazem trapézio?

MELHOR É IMPOSSÍVEL?

João Gonçalves 13 Nov 08


Alunos lançam ovos e tomates contra os improváveis secretários de Estado da Sra. Prof.ª Dra. Lurdes Rodrigues, um "gesto" que, tudo o indica, vai "pegar". Um professor é espancado, na escola, pelo pai de um aluno. Finalmente, a EPUL pretende despedir um funcionário por causa de um e-mail. Como costuma dizer o António Ribeiro Ferreira, este sítio anda cada vez mais mal frequentado de alto a baixo. And if this is as good as it gets?

A RAZÃO DE LAMPEDUSA

João Gonçalves 13 Nov 08

A nova administração do BPN é mais um monumento ao "bloco central". Repito. Vão ver que, no fim, não só ninguém conhecia o dr. Oliveira e Costa, como ele não tinha "amigos" nos principais partidos do regime e a "investigação" será, como em certas doenças, prolongada. Lampedusa nunca deixou de ter razão.


Jogo Floral: "O Sorumbático tem, neste momento, 2 exemplares de «O Leopardo» para atribuir aos primeiros leitores que expliquem por que é que Lampedusa é referido no post."

Tags

«O secretário de Estado adjunto da ministra lembrou-se de comparar o que parecia incomparável, explicando que, assim como o aumento dos impostos não pode ser negociado com os cidadãos que os pagam, também as medidas avançadas pelo Governo na área da educação não podem ser negociadas com as partes envolvidas no processo. Esta inovadora tese, que sobrepõe os altos desígnios do Governo aos interesses mesquinhos que guiam os governados, abre as portas a um novo mundo socialista onde o diálogo se transforma numa inutilidade e o consenso é, antes e mais, um sinal de fraqueza que se deve a todo o custo evitar. Entre as habilidades do Orçamento, a abertura às pequenas e médias empresas, o cuidado com os pobres e a atenção aos funcionários públicos, a avaliação dos professores teve o condão de fazer vir ao de cima o verdadeiro Governo do eng. Sócrates e de reacender a sua luta contra os inúmeros privilegiados que se passeiam pelo país. A crise internacional, como se sabe, tem dias: tanto leva à nacionalização do BPN, como se encolhe perante uma classe empedernida que, de acordo com o discurso oficial, anda por aí a protestar na rua porque não quer ser avaliada - ou, pior ainda, porque não está para perder tempo com duas ou três folhas de papel. Como diria o outro, uma classe assim, que não se deixa modernizar, acabará inexoravelmente por ser "triturada". Pelo menos, é o que garante um tal Castilho dos Santos, secretário de Estado da Administração Pública, com preocupante à vontade: "Trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma (da administração pública) serão trucidados." Bem pode o eng. Sócrates andar por aí a pregar contra o "capitalismo de casino", tentando heroicamente aproximar-se da esquerda: a verdadeira natureza do seu Governo surge, límpida e cristalina, através destes seus dois secretários de Estado. Um anuncia, de forma descontraída, que os trabalhadores que não estão com a sua reforma vão ser inexoravelmente "trucidados". O outro garante, cheio de si, que qualquer reforma conta, à partida, com a oposição dos que não se querem deixar reformar. Concluindo, não vale a pena negociar com todos aqueles que, por motivos mesquinhos, estão contra as reformas que os afectam, até porque, em última análise, se estes se mantiverem firmes nas suas nefastas posições, acabarão por ser higienicamente "trucidados". Nos tempos do Estado Novo dizia-se que quem não estava com o poder estava inevitavelmente contra o país. O eng. Sócrates e o seu Governo conseguiram ir ainda mais longe: agora, quem não está com o poder está a um passo de ser "trucidado". É obra!»
Constança Cunha e Sá, Público

MANUELA E AS FALHAS

João Gonçalves 13 Nov 08

A dra. Manuela foi a Fátima pregar aos militantes. Queixou-se de si, isto é, do facto de "não passar" a "mensagem" do partido e de "falhas" nessa comunicação. Também as atribui aos jornalistas que não acompanham a "agenda" do PSD. Apesar da "anestesia comunicacional" e da cumplicidade sem vergonha com que o sector, público e privado, tutelado (literalmente) pelo dr. Santos Silva "conta" a vida pública portuguesa, a dra. Manuela sabe que, para lá dos encómios pornográficos de Vasco Graça Moura, a "produção" política do PSD é frágil. Um país de medrosos tende a refugiar-se atrás do que está quando as dificuldades crescem. Os "resultados" de Sócrates nos estudos de opinião só evidenciam isso e não propriamente uma qualquer genialidade particular da criatura. A propaganda e a referida complacência fazem o resto. Manuela, no lado oposto, limita-se a ajudar, não porque queira, mas porque não é capaz de mais do que aquilo. Até Constâncio trocou o "economês" pela política para preservar o seu bunker. O PSD já tem muito pouco tempo para pensar nisto.

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • Gabriel Pedro

    Meu Caro,Bons olhos o leiam.O ensaio de Henrique R...

  • Maria Petronilho

    Encontrei um oásis neste dia, que ficará marcado p...

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor