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portugal dos pequeninos

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OS ANOS PERDIDOS

João Gonçalves 8 Nov 08


Ao princípio até apreciei a ministra da Educação. Com o tempo, percebi que se foi tornando em mais uma domesticadora de "estatísticas", de "indicadores" e de lugares-comuns. O António Barreto explicou perfeitamente a trapaça dos resultados da matemática. Agora há a questão da avaliação dos professores que trouxe, de novo, milhares para a rua. Quando era puto, queria ser professor. Hoje não teria assim tanta certeza. À bruteza mentecapta dos meninos é preciso juntar a infinita burocracia inventada à pressa pelo ministério para "catalogar" os professores. "Avaliai-vos uns aos outros como eu vos mando avaliar" é, mais ou menos, o "mote" em vigor para toda a função pública e, no caso, para os professores já de si pouco dados a que lhes mexam. A "ideia" é boa. O método é execrável e politicamente abstruso. Vai valer tudo. Lurdes Rodrigues faz parte de uma panóplia de políticos que procedem das extremas folclóricas dos idos do PREC. Esta gente parece empenhada em se "redimir" desses pecadilhos da pior maneira. Basta ouvi-la em directo no canal "1" da propaganda oficial. A ministra até pode acabar a legislatura mas não deve ficar se o PS ganhar. Entrou leoa e sai sendeira. Ela - e o que é bem mais grave do que a pessoa dela - a "educação" a que presidiu durante estes anos uma vez mais perdidos.

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João Gonçalves 8 Nov 08

«O que está em causa é também a "independência" dos bancos centrais, um mito que na prática se traduziu no esquecimento da sua função de indutor de confiança e numa inequívoca subordinação aos mercados financeiros. Subordinação que não é possível desligar dos erros de avaliação cometidos e sem os quais a crise não teria atingido as proporções que atingiu. O que se passou entre nós com o BPN só reforça esta perspectiva: tudo aponta não só para a cumplicidade dos auditores, mas também para a incapacidade da regulação e para a inutilidade da supervisão, suscitando legítimas dúvidas sobre a acção do Banco de Portugal.»

Manuel Maria Carrilho, Diário de Notícias


«Um regime em que o BPN se criou e agiu em toda a liberdade não merece confiança alguma. Primeiro, porque o Banco de Portugal, como se não lhe chegasse o fiasco do BCP, falhou completamente nas suas funções de fiscalização. E, segundo, porque entre a gente que, da fundação à “falência”, ocupou altos cargos no BPN estavam figuras políticas da maior importância: José de Oliveira e Costa (secretário de Estado de Cavaco), Dias Loureiro (ministro de Cavaco), Daniel Sanches (ministro de Santana), Rui Machete, o inevitável Guilherme de Oliveira Martins e um genro de Aznar, ex-secretário do Partido Popular espanhol. Isto põe um problema essencial. Se a justiça portuguesa não desembaraça rapidamente a tremenda meada do BPN, se não apura rapidamente responsabilidades sem respeito ao estatuto e posição seja de quem for e se não julga e pune rapidamente os culpados, prova, proclama e fundamenta a corrupção do Estado. Existe uma diferença entre o que sucedeu no BPN e um assalto a uma ourivesaria.»

Vasco Pulido Valente, Público

MANUELA VAI COM AS OUTRAS?

João Gonçalves 8 Nov 08

Hoje ocorre uma "gigantesca" manifestação de professores. Ontem, certamente por mera coincidência, Manuela Ferreira Leite defendeu a suspensão da avaliação dos docentes e o recurso a um "novo" modelo e à avaliação "externa". Está encontrada a versão "Manuela vai com as outras"?

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