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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

FÁTIMA

João Gonçalves 7 Nov 08

Fátima Felgueiras é, também, um produto das televisões. Não nos esqueçamos das entrevistas, em directo, do Brasil quando a senhora era uma fugitiva à "justiça". Não nos esqueçamos do vexame e da violência a que foi sujeito Francisco Assis, então líder do PS do Porto, quando foi a Felgueiras. Não nos esqueçamos da cobertura dada hoje à decisão de primeira instância e a soberba populista da senhora, uma vez mais, em discurso directo. Ela não tem pingo de vergonha. Mas deveria ter? Fátima Felgueiras resulta directamente do que se construiu em torno do "poder autárquico". Representa, em parte, o regime. Não é exactamente atípica nem caiu do céu. Ela é o que nós somos. Nós somos o que ela é.

DISPONÍVEL

João Gonçalves 7 Nov 08


Pedro Santana Lopes disse uma coisa óbvia numa entrevista ao telejornal da SIC. Se a eleição para a CML fosse fácil, a bancada dos dois jornalistas estaria cheia de gente. Para já, nem sequer se nota que Lisboa possui um presidente de Câmara. Em compensação, nota-se que a SIC-Notícias tem mais um "comentador" que até já condescende em frequentar o "submundo" dos blogues. PSL, se calhar, tem horror ao vazio. Eu também.

UMA GULBENKIAN "CORRECTA"?

João Gonçalves 7 Nov 08


A Fundação Gulbenkian, dirigida pelo venerável Vilar - uma eminência ao nível de um Constâncio ou de um Rui Machete para não "discriminar" ninguém -, prepara-se para despedir Joana Varela. Para quem não sabe, Varela é a directora da Colóquio-Letras, umas das poucas revistas dignas do epíteto de "literárias", recentemente colocada online desde o primeiro número. Antes dela, a revista foi dirigida por gente tão notável como Hernâni Cidade, David Mourão-Ferreira e Jacinto Prado Coelho. Joana Varela soube estar à altura destes homens mas não escapou ao "modismo" a que nem a Gulbenkian de Vilar (um administrador profissional do regime), Marçal Grilo (o profeta da educação de Guterres), Teresa Patrício Gouveia (antiga e insignificante SEC) ou Isabel Mota (uma "manelista" do PSD) souberam fugir. A Gulbenkian foi invadida pela praga do "multiculturalismo". Vão longe os idos de 96, 97 e 98 quando se organizaram os magníficos seminários internacionais sobre a Europa que trouxeram a Lisboa Steiner, Shama, Furet, Finkielkraut, Romilly, Vidal e outros. Joana Varela não deve servir para "acompanhar" estes tempos da propaganda "multicultural" ligada a essa miragem "correcta" que são os chamados "países emergentes". E é natural que Rui Vilar queira ver no seu lugar - e, por consequência, a "escrever" uma outra Colóquio-Letras mais "adequada" a terceiros-mundismos "emergentes" e petrolíferos - um seu antigo colaborador na Culturgest, António Pinto Ribeiro, o verdadeiro "Pinto Ribeiro", aquele que nunca chegou a receber o telefonema certo para ir para a Ajuda pastorear a Cultura de Sócrates. O método para remover Joana Varela é o do costume e nada "multicultural": o «competente processo disciplinar com vista à aplicação da sanção que se mostrar adequada e na qual desde já se declara incluir-se o despedimento com justa causa» acompanhado da "suspensão preventiva" da arguida não vá ela virar a "louca da casa". Há coisas que nunca mudam.

POBRE PAÍS

João Gonçalves 7 Nov 08

Como é que pretendem que a manada respeite a democracia dita "representativa", vazada em deputados nacionais e regionais, quando, na Assembleia de São Bento, apenas meia dúzia de deputados assiste, sexta-feira de manhã, ao encerramento do debate na generalidade do orçamento de Estado? Pobre país.

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