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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O CLÃ ÚNICO

João Gonçalves 4 Nov 08


O Público em papel traz uma nota acerca de um estudo universitário que trata do "perfil psicológico do jornalista português". A conclusão mais interessante (ou evidente o que vai dar ao mesmo) é que o acesso à carreira se faz fundamentalmente através da "cunha". Uma "entrevistada jovem", de um total de quarenta e um, quando lhe perguntaram como é que se arranja "trabalho nos jornais de Lisboa", respondeu com "ingenuidade":«é com cunhas, nomes de família, amizades com figuras públicas, pertença a clãs jornalísticos.» Esta moça, no mínimo, já devia ser directora de informação ou comentadora na galáxia SIC. Mas há mais. A cama, a família ou a afinidade também contam: «dois irmãos jornalistas, filhos de um casal de jornalistas (...) um jornalista filho e sobrinho de jornalistas, primo de jornalistas e casados com [uma] jornalista.» Confesso que o que mais me enterneceu foi a referência aos "clãs jornalísticos" feita pela jovem candidata a profissional. Por aqui se percebe que não há "filtro" que nos salve das "verdades" que os jornais, as rádios e, sobretudo, as televisões nos "revelam". Ai daquele que não pertença a um "clã" e tente ser (vou tentar escrever isto sem sorrir) independente. O mundo, ao contrário do que o amável sr. Gore andou a papaguear, aprecia as "verdades convenientes". Os jornalistas são geralmente "formatados" para as transmitir e, para isso, precisam estar bem "inseridos" e de "directores espirituais" como, por cá e por exemplo, o dr. Santos Silva. A "língua de pau" que prevalece por aí não é fruto do acaso. O clã é um só.

SOARES VISTO DA TAILÂNDIA

João Gonçalves 4 Nov 08

«Há muito que deixei de ler Mário Alberto. Corrijo, desde que li o "Portugal de Mordaça", há mais de vinte anos, tenho opinião formada e sustentada a respeito do amadorismo, impreparação, falta de rigor e superficialidade, vazio e total inabilidade literária daquele que foi, durante décadas, ícone sagrado gabado por palafreneiros em busca de protector. Tido por um "homem de cultura", o Pai da Pátria é um campeão da banalidade e do lugar-comum, tendo até a rara qualidade de aliar os piores predicados de diletantismo atrevido, preguiça mental e falta de referências que dele fazem, por inteiro, um monumento à ausência de pensamento. Pergunto-me como é possível que tivesse o supino atrevimento de se fazer fotografar em frente de imensa biblioteca.»

Miguel Castelo-Branco, Combustões

PORREIROS, PÁ

João Gonçalves 4 Nov 08

Esta questão é muito mais importante do que esta. Estranho, aliás, que o prof. Campos e Cunha escreva que "a supervisão funcionou". Chega de pôr a mão debaixo do dr. Constâncio por muitas mãos que ele tenha posto debaixo do dr. Barroso e do senhor engenheiro por causa dos "défices independentes" apurados pelo Banco Central. Depois, o episódio BPN revela como o regime produziu mais "chicos-espertos" do que verdadeiros empreendedores. Um país de gajos porreiros, pá.

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