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portugal dos pequeninos

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BOA NOITE E BOA SORTE

João Gonçalves 3 Nov 08


Obama tem atrás dele todo o tipo de tralha que detesto. Não me refiro apenas (ou sobretudo) à América. Desde o periférico Portugal até, quem sabe, aos Urais, a "esperança obamista" (se lhes perguntarmos que esperança é essa, seguramente emerge um conceito vazio) varreu o planeta apesar do próprio senador do Illinois. Também não me atrai (teria ainda quinze anos mentais se me atraísse ou estaria a disparatar em directo de Washington como Mário Crespo que relata a morte da avó da Obama como um zeloso funcionário da Servilusa) a retórica do candidato. Qualquer bom assessor escreve aquelas boas tiradas na casa de banho. A minha "candidata", fosse eu americano, seria Hillary Clinton. Todavia, as coisas são o que são e os EUA valem um mundo. Por isso, estando lá, provavelmente amanhã ficaria em casa ou, a sair, votava em Obama. Porquê? O "número um" da Sra. Palin nunca entusiasmou ninguém. Com uma voz de actor dos anos cinquenta e uma imagem desse tempo, "a preto e branco", McCain nunca conseguiu impor-se na opinião pública como um "conservador" realmente independente. Baralhou-se. Depois a Sra. Palin, afinal, não ajudou. Fez um bom debate com o irrelevante Biden, mas perdeu-se pelo caminho. Ora oito anos de W. Bush pesam como chumbo. Uma vez eleito, Obama vai dar um desgosto à esquerda patológica global porque terá de exercer a presidência dos EUA com tudo o que isso representa para o mundo e que Bush Júnior nunca soube representar. Precisa limpar a casa. A dele e a planetária, e restaurar a confiança que o "ocidente" deve ter nos EUA. Em suma, não ficamos nem bem nem mal servidos com Barack Obama. Ele é apenas o precário sumo sacerdote do tempo que passa. Boa noite e boa sorte, Senador.

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«As Forças Armadas dotaram-se de um naipe de senadores notável: Eanes, Loureiro dos Santos, Garcia Leandro, Vasco Lourenço, entre outros, pertencem a uma geração de protagonistas do início da democracia em Portugal que continua a prestar relevantes serviços. Estes antigos oficiais ajudam governos e chefes militares a sair de situações difíceis. Enquanto estes senadores militares exercerem influência não será preciso escutar catedráticos em boas maneiras democráticas.» Isto é: «mais seguros na defesa da subordinação dos militares às regras democráticas do que muitos novos-ricos do sistema.» (Medeiros Ferreira)

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