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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

TINTIM DE SÓCRATES

João Gonçalves 30 Out 08


Não chega a corridinha no primeiro calcetão disponível. Não basta fechar a Praça Vermelha para satisfazer o ego. Não. Sócrates também é o novo "homem da Regisconta", agora transformada no "moderno" Magalhães. De tão contente que estava na cimeira ibero-americana de El Salvador, Sócrates, que não tem graça nenhuma, fez uma gracinha. O que é que ele disse? «Não há um computador mais ibero-americano do que este, desde logo porque se chama Magalhães – e não há nome mais ibero-americano do que Magalhães». Para além disso, «foi pensado para as crianças e por isso é resistente ao choque. O Presidente [Hugo] Chávez já o atirou ao chão e não o conseguiu partir.» Todavia, o nosso sublime timoneiro ainda foi mais longe depois de comparar Chávez a uma criança com instintos simiescos. Apresentou o Magalhães como «o primeiro grande computador ibero-americano», uma «espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos». Desta nem a dupla "Pino/Lino" se lembraria. A criatura levou vinte e dois exemplares do fantástico Magalhães para oferecer aos colegas da latinidade tropical e ibérica. A cimeira é ibero-americana, bimbo-americana ou uma mistura das duas? Nunca a toponímia foi tão adequada.

Comentário de leitor: "Mas o mais engraçado foi dizer "Todos os meus assessores usam o Magalhães". Passou todas as fronteiras do ridículo. Ridículo que agora tem limites tão conhecidos quanto o Universo. Foi uma risota aqui em casa: desde os 9 anos aos mais de 50 anos nunca rimos tanto juntos."

O, DE PRETO

João Gonçalves 30 Out 08

«A pele de Barack Obama é a prova de que a promessa de 'mudar' já estava cumprida antes de o estar. Porque a sua pele actual é a garantia inconsciente da 'Mudança' futura», escreve José Gil na Visão. Esta baboseira "inconscientemente" racista diz tudo sobre a famosa monomania começada por "O". Não dou seis meses aos "obamizados" para começarem a morder-se todos.

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A NÃO OBAMIZADA MANUELA

João Gonçalves 30 Out 08

A dra. Ferreira Leite até pode ter toda a razão do mundo. Sucede que as portas do mundo, como me dizia ontem um amigo, não estão presentemente dimensionadas para pessoas altas. Num certo sentido, Ferreira Leite não pertence a esta fauna de empertigados "modernos" e de anões morais. A sua retórica, por mais "rigorosa" e "credível" que seja, não pinga cá para fora. Dá ar de quem aconselha. Não de quem manda de acordo com o jargão. O herói nacional Barroso - que já a tinha "traído" há quatro anos quando a sua ministra de Estado e das finanças foi a última a saber oficialmente que ele ia para a CE - declarou, do alto da sua gravidade, a importância dos "investimentos públicos de qualidade" (quem é que afere a "qualidade? As "mafaldinhas" e os "ramelentos" de Bruxelas?) mesmo em tempos de recessão mundial. Ferreira Leite atreve-se a discutir a oportunidade da coisa como uma vulgar anti-patriota e uma perigosa anti-europeísta. Até Sócrates, "enlulado" no Brasil, e que não "conhecia" os argumentos de Cavaco sobre os Açores , arranjou um bocado para chamar "mesquinha" a Ferreira Leite por causa do aumento anunciado do salário mínimo nacional que ela, nitidamente fora do mundo, tinha criticado. O velho Portas dos mercados de peixe e mais dois ou três "pensadores" do PSD aplaudiram a generosidade do 1º ministro e, por tabela, lançaram o opróbrio sobre a pobre economista desfasada da "realidade". Os media, grandes servidores públicos das "boas causas", não gostam dela. Em suma, Ferreira Leite, cujo talento político nunca foi superlativo, está a mais neste mundo a caminho da "obamização" global. Sobretudo porque não precisa, para que é que se sujeita a isto?

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