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portugal dos pequeninos

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ANOS DE PALCO

João Gonçalves 26 Out 08

Outro pormenor engraçado no "monólogo do vaqueiro" perpetrado por Sócrates (e que serviu de animação para todo o fim de semana) foi a circunstância de ele ter associado os dirigentes da oposição de direita ao passado. Tem razão, mas deve incluir a sua extraordinária pessoa no "balanço". É que, desde 1995, fora o pequeno "intervalo" governativo em que participaram Ferreira Leite e Portas, Sócrates tem estado constantemente associado ao poder. De adjunto de ministro a ministro-adjunto, de ministro com uma "pasta"* a, finalmente, 1º ministro, Sócrates não é exactamente um rosto de futuro. Já tem muitos anos de palco.

*Sócrates também defendeu Elisa Ferreira para Porto. Coitada da Elisa. Ela que conte a "experiência" com o seu antigo secretário de Estado do Ambiente que agora a quer ver no lugar de Rui Rio. Esta é outra "boa" característica do secretário-geral do PS. "Puxar" por aqueles de quem não gosta para eleições de desfecho duvidoso ou "exilá-los" em lugares irrecusáveis.

O PODER - 2

João Gonçalves 26 Out 08

Cara Helena Matos: não há nenhuma possibilidade de confusão porque os "tempos" mudaram. Os seus colegas ventríloquos que abundam nas redacções não "reparam" nesses detalhes. Aliás, é para isso que lá estão. Para não dar por nada e, dando, para ser complacentes com o homem da cadeira.

O PODER

João Gonçalves 26 Out 08


A longa entrevista de Sócrates ao DN - na verdade, três em uma, com texto, rádio e imagem - "marca" o início das hostilidades para 2009. Complacente com Cavaco e duro com os outros, Sócrates aparece como quase "incontornável". A pose - uma cadeira estrategicamente colocada numa sala de São Bento com "mantelpiece" atrás, camisa e gravata e os jornalistas de costas para a solitária e grave figura- recorda a Sala Oval ainda desprovida do "herói" Obama. De qualquer forma, exibe poder. Foi o que Sócrates, num momento de incerteza planetária, quis revelar. Poder. De resto, nada de extraordinário foi anunciado que nós não soubéssemos já. A também nada de excepcional se comprometeu. À medida que as coisas se complicarem, Sócrates vai recorrer mais a esta "pose" ("eu já cá estou e já conheço os cantos à casa") do que propriamente às "ideias" que nunca teve. O "disco" das "corporações" que o seu alegado "reformismo" anda a combater, está demasiado riscado. De Gaulle "estava só com a França" ("seul avec la France"). Sócrates faz questão em estar só contra Portugal, preferencialmente em maioria absoluta. Ou então com "empreendedores" como o presidente da Mota-Engil, o sr. Mota, que em artigo no mesmo DN, chama à entrevista "motivadora". Sócrates é quem define o bem colectivo a partir daquela cadeira simbólica de São Bento como os "empreendedores" como o sr. Mota gostam. Eu não gosto nem me intimido, mas aquilo é poder.

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