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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A NOMENCLATURA DO CÍRCULO

João Gonçalves 17 Out 08


Conforme previsto - e tomo por boa a informação do Pedro Correia - José Pacheco Pereira terá feito na Quadratura a "apologia anti-Santana". Todavia lançou, provavelmente sem se rir, três nomes para a mesa que partilhava com António Costa: a promessa Passos Coelho, o desconhecido Borges e o ginasta Morais Sarmento. Realmente, só por maldade, como sublinha o Pedro, ou por um vago sentido de humor negro é que qualquer uma destas aventesmas pôde ter emergido da boca do ex-presidente da distrital de Lisboa do PSD. Porque qualquer delas levaria a competente sova do colega de programa o qual, tudo o indica, chegará às eleições sem nada de especial que o recorde como edil. "Protocolos" para limpar as paredes do Bairro Alto, convenhamos que é pobrezinho para quem é "nº 2" do poder socialista. JPP esteve, pelos vistos, a coçar as costas de Costa. Daqui para diante, sempre que um papagaio qualquer fizer o mesmo a um qualquer outro membro da nomenclatura socialista, que dirá JPP?

O DUVIDOSO VERTEBRADO

João Gonçalves 17 Out 08

«O antigo líder do CDS Freitas do Amaral considerou ontem um "grande elogio" ser acusado por "adversários da democracia", como Marcelo Caetano, de ter contribuído para a sua consolidação, em vez de alinhar nos "golpismos de direita". A sua reacção surge na sequência da divulgação de um lote de cartas que Marcelo Caetano escreveu quando estava exilado no Brasil depois do 25 de Abril, e que serão leiloadas na próxima semana. Várias missivas endereçadas a um destinatário chamado António falam de Diogo Freitas do Amaral, então líder do CDS, a quem se refere como seu "antigo discípulo" e que se sentia decepcionado com ele. Marcelo classifica Freitas como "devoto de Salazar", segundo revelou ontem o Diário de Notícias. "Pelo relato que me foi feito, as figuras políticas mais atacadas nessas cartas são as do dr. Mário Soares e a minha própria, ao mesmo tempo que os nomes mais elogiados como sendo capazes de fazer regressar, por via militar, Portugal ao regime da Constituição de 1933 são os generais António de Spínola, Galvão de Mello e Kaúlza de Arriaga", referiu Freitas do Amaral à Lusa. Por isso, continuou, é "natural" que Marcelo Caetano se tenha sentido "desiludido" consigo. "Não lhe levo a mal porque estava profundamente deprimido no seu exílio no Brasil. De resto, sinto-me em muito boa companhia junto do dr. Mário Soares e considero um grande elogio ser acusado por adversários da democracia de ter contribuído para a consolidar em Portugal", acrescentou ainda Freitas do Amaral.» Reproduzo na íntegra a notícia do Público. Porque ela retrata perfeitamente a "dimensão" do ex-colaborador científico de Marcello Caetano, esse sim, um intelectual puro mas desprovido de talento e de oportunismo políticos. Um tipo que recusa a sua biografia tal como ele mesmo a escreveu sempre como quis - desde jovem procurador à Câmara Corporativa a ministro de Estado de um governo socialista - é um degradado da espécie humana. Uma das coisas que devemos a Mário Soares (duplamente, em 1986 e em 2005) é ter impedido este duvidoso vertebrado de ter sido presidente disto.

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