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portugal dos pequeninos

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O "ROLHA" EUROPEU

João Gonçalves 12 Out 08


Cada vez que há uma reunião "europeia" ou de um "G" qualquer coisa, paira lá pelo meio a gravitas do dr. Barroso. Quem olha para ele e o ouve, tem alguma dificuldade em imaginar que aquele resoluto europeu, reluzente entre os grandes deste mundo, abandonou cobardemente a sua pequena embarcação doméstica a meio da navegação. Mais. Assistimos impávidos aos palpites que a criatura debita sobre as questões que moem o mundo e a Europa, em particular, como se falasse um oráculo. Esta "parte" do dr. Barroso não me impressiona nem comove. Porque não o consigo separar da outra. O dr. Barroso é o directo responsável pela presente condição da direita portuguesa. Condenou-a, por causa da sua extraordinária pessoa, à irrelevância por muitos e fartos anos. Mesmo na "parte" europeia, é de uma banalidade confrangedora, embora, por causa do "ambiente, tenha caído no goto do tontinho do Bono. Nisso, ele é mestre. "Agarra-se" bem ao que "está a dar" mesmo que fique, como sempre fica, pela superfície. O dr. Barroso, na sua empáfia, é o nosso "rolha" europeu. Faz bem pela vida. A dele, naturalmente.

SIEGFRIED

João Gonçalves 12 Out 08


Em directo, na web. Aqui. Até cerca das 21.

O ESPLENDOR DE PORTUGAL

João Gonçalves 12 Out 08


Perdoem-me as almas mais sensíveis, mas Saramago não me interessa nada. Já li do homem o que tinha a ler. E jamais me passaria pela cabeça dar atenção a uma conversa entre ele e a mulher, a fatal Pilar. O Expresso, o "diário da manhã" semanal do regime, dedicou-lhes ontem uma revista praticamente inteira. Parece que o confundem com o "esplendor de Portugal". Ao estado a que isto chegou, se calhar têm razão.

TRANQUILIDADE ETÉREA

João Gonçalves 12 Out 08

«Talvez não fosse inútil imaginar como acabaria o país, se a recessão americana (hoje inevitável) durasse, por exemplo, meia dúzia anos; se a "Europa" se desintegrasse ou enfraquecesse; ou se a esquerda e a direita voltassem, por força da necessidade, às nacionalizações de 1975. Compreendo que estas coisas deprimem e que, pelo contrário, o casamento de homossexuais puxa muito mais pela parlapatice. Como as casas da câmara, o último episódio dos sarilhos de Santana, a ERC ou a cooperação entre o primeiro-ministro e o Presidente. Portugal continua numa tranquilidade etérea - enquanto a economia se começa pouco a pouco a desfazer e o caos se aproxima.»

Vasco Pulido Valente, Público

PATHOS E BATHOS DE UM REGIME

João Gonçalves 12 Out 08


«É à política que se deve regressar e não ao Estado. É à política com a carga de liberdade que ela exige e comporta. É a política com insatisfação com os medíocres resultados e com a empáfia dos governantes. E é também à política, não tanto como ideologia, que é uma ideia mais do passado do que do presente, mas como filosofia, como história, como saber, como opinião e acção, com experiência, com toda a tríade do Logos, do Pathos e do Ethos, e com esse senso comum que tanta falta faz em momentos como este, em que nos querem enganar e muitos de nós deixamos.» Concordo consigo, JPP. Todavia, quer o PS, quer o PSD representam o que mais de desertificante existe em matéria de política em Portugal. No PS, Sócrates tem "talento" a mais. Um "Logos" aprendido na urdidura partidária constante, uma vida resumida à intriga de secção, de federação, de congresso e, finalmente, por um acaso da sorte, levada, pelo voto, a todo o país como o ouro tirado ao Reno pelo anão Alberich para vã glória dos Nibelungos. No PSD, Manuela tem "talento" a menos. Não é "política", isto é, não tem jeito para lidar com as exigências pantomineiras do momento. Não é "hábil" como o anão de Wagner. Dos três, só possui o Ethos o que, nos dias de hoje, vale nada. Como nunca lá esteve, não pode "regressar" à política. Isto é uma crueldade do destino? É. Só que aos mortais, como lembra Hölderlin, nada é dado de graça. É Pathos e Bathos juntos na "arena central". E não saímos disto.

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