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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

RES, NON VERBA

João Gonçalves 11 Out 08

Alguém devia explicar a Maria José Morgado que a "missão" dela não é escrever prefácios, dar entrevistas ou "reviver o passado em Caxias". É mais qualquer coisa parecida com res, non verba.

CIRCUNSTÂNCIAS OCORRENTES

João Gonçalves 11 Out 08


A dra. Ferreira Leite ressuscitou provisoriamente e encarnou em Tondela. Daí derramou umas trivialidades sobre a economia e a crise financeira mundial. No mesmo dia, Menezes, o eterno morto-vivo, escrevia mais um artigo "demolidor" num jornal, artigo esse ao qual as televisões (pelo menos a RTP, naturalmente) deram a devida atenção. Menezes - que "não foi lá" - acusa Manuela de "não ir lá". Concordo mas por motivos inteiramente distintos dos do melancólico autarca. Ou seja, não penso que seja por culpa estrita da senhora. É apesar dela e não exclusivamente por culpa dela. "Apertado", adormecido e assustado, o país tenderá sempre a preferir o que está da mesma forma como se aprecia ver na rua o polícia de giro. Sócrates, aliás, foi berrar aos Açores que as eleições regionais domésticas são apenas as primeiras de um "ciclo" que ele tenciona encerrar, brilhantemente e no meio da maior indiferença, daqui a um ano. Não sabemos se Ferreira Leite (ainda) lá estará nessa altura. Na verdade, é mais fácil Santana Lopes ser candidato em Lisboa do que a líder no país.

O EQUÍVOCO DA ERC

João Gonçalves 11 Out 08

«A Entidade Reguladora da Comunicação Social (vulgo ERC) apresenta um balanço dos seus primeiros anos de trabalho que é confrangedor: começou sem objectivos claros, depois enrolou-se em querelas sem critério, e hoje vegeta sem autoridade. Não admira, pois, que tenha acabado de contratar uma agência de comunicação para lhe tratar da imagem!... Tudo isto só contribui, infelizmente, para o aumento da impunidade e da desregulação. E para que se multipliquem casos deploráveis, do cada vez mais evidente “agenciamento” de notícias nos “media” até aos mais descarados atentados à isenção e ao pluralismo da informação.»

Manuel Maria Carrilho, Contingências

ARTISTAS PORTUGUESES -3

João Gonçalves 11 Out 08


1. «Artistas de renome nacional e internacional têm arrendados à CML ateliers por dezenas de euros, contrastando com as centenas, e na maior parte dos casos, milhares de euros que rendem as suas obras. Gracinda Candeias, Teresa Magalhães, Eurico Gonçalves, Luís Filipe Abreu, Henrique Ruivo, Victor Belém, Isabel Laginhas, Inácio Matsinhe ou Lagoa Henriques são alguns dos beneficiados, na maior parte com arrendamentos que datam de 1990, mandato de Jorge Sampaio. Há um caso em que não há sequer lugar ao pagamento de renda. A artista Romy Castro "paga" zero de renda.»
2. Na sua "crónica" semanal no DN Gente - uma espécie de remake "cultural" da Vera Lagoa das "Bisbilhotices" do falecido "Diário Popular" - João Villalobos relata o lançamento de um livro de poesia de Paulo Teixeira Pinto. Recordam-se certamente do autor. Tirou dois cursos de direito, quase de bibe já era porta-voz do governo e acabou precocemente em presidente do BCP. Esta derradeira instância, porém, parece não ter sido tão recomendável como as outras. O mesmo se diga da aventura literária do ex-banqueiro. Folheei a coisa numa livraria e deixei-a a secar. Contrariamente ao que se possa pensar, a poesia é uma coisa séria. Aquilo é apenas um livrinho do dr. Teixeira Pinto. Com gatafunhos. Talvez por isso os "poemas" tivessem sido lidos pelas inconfundíveis vozes de Mário Crespo e Nicolau Santos, o do laço regimental.
3. Rodrigues dos Santos, o da RTP, vai "lançar" outro "romance". Deve seguir-se a tradicional "tournée" de autógrafos um pouco por todo o país e respectivos centros comerciais. É dele uma dos mais fantásticos e redentores momentos da "ficção" nacional de supermercado. Começa assim: «Quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas». Rodrigues dos Santos imortalizou um "estilo" que vende como latas de comida para gatos. Esse "estilo" é um bom instantâneo do "Portugal contemporâneo" enquanto caricatura de si mesmo. A "ficção" dele é a nossa realidade.

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